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sábado, 18 de novembro de 2017

coisas do sono... uma excelente entrevista...!


Entrevista
“O sono pode ficar definitivamente escangalhado”


A ideia do sono bom mitificou-se ao ponto de se tornar uma fantasia para boa parte da população. Teresa Paiva, neurologista, defende uma revolução social que devolva ao sono a importância que ele tem. Para que a moda de falar do sono não seja apenas isso e leve a uma alteração de comportamentos.





Foto
“Agora estamos com hábitos do tempo da agricultura: sempre disponíveis para trabalhar” Miguel Manso

Teresa Paiva, a mais conceituada especialista portuguesa em sono, alimenta as tartarugas que andam pelo jardim da sua casa-clínica, no bairro de Campolide, em Lisboa. Nada parece alterar o semblante calmo desta mulher, que conheceu o stress pós-traumático quando, em 2008, foi feita refém durante o assalto a um banco. Foi um dos acontecimentos da sua vida que lhe tiraram o sono, confessa a neurologista de 71 anos que continua a ver 15 doentes por dia, uma capacidade que, garante, lhe vem do facto de dormir bem e de fazer umas power naps sempre que se sente mais cansada. O seu objectivo actual é promover soluções públicas para os problemas privados de sono.

Nunca se falou tanto de sono como agora...
É verdade.

E fala-se da maneira correcta?
Às vezes sim; outras, não.


a ler a entrevista in público:

https://www.publico.pt/2017/08/17/sociedade/noticia/o-sono-pode-ficar-definitivamente-escangalhado-1782531

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

a começar o dia... em estado de alerta...!

não vá o diabo tecê-las...


Lifestyle

5 erros que comete antes das 10h00

SOL |
21/01/2016 10:50
 
 
5 erros que comete antes das 10h00 
 
"Parecendo que não, cometemos vários erros mal acordamos. Se quer ter um dia repleto de energia, há certas coisas que não deve fazer mal sai da cama.
'Se calhar já cometeu algum destes erros esta manhã...'
O site da apresentadora Oprah Winfrey fez uma lista com esses mesmos erros. Aqui estão eles:

1.    Sair da cama a correr: Ao fazer isso, estamos a exigir demais dos nossos músculos, explica o especialista em quiroprática e director do Sleep to Live Institute Robert D. Oexman. Movimentos bruscos logo ao acordar podem provocar lesões nas costas. Para além disso, quando nos levantamos ‘à pressa’ após termos estado deitados durante muitas horas, o sangue corre para as pernas e faz com que fiquemos atordoados. O melhor mesmo é levantar-se com calma e alongar um pouco.

2.    Não abrimos logo os estores: É muito importante que se apanhe um pouco de sol logo pela manhã. Para além de nos dar uma boa dose de vitamina D e de regular o nosso relógio biológico, ajuda-nos a emagrecer. Por isso, assim que se levanta, abra logo as cortinas e deixe o sol da manhã ‘invadir’ o seu quarto.

3.    Guardar o melhor para a tarde: A maior parte das pessoas ‘corre’ para o trabalho e só pára à hora de almoço (que muitas vezes é só às 15h00). Só durante esse intervalo é que sente que tem o direito de descansar um pouco e aproveitar algum bom – quer seja o almoço em si, a conversa com um colega, um café ou apenas ficar a apanhar um pouco de sol a pensar na vida. No entanto, um estudo recentemente publicado pela University of Minnesota defende que os trabalhadores devem começar o dia com algo que lhes dê prazer. Ficará com melhor humor e com mais vontade de se esforçar e de fazer melhor. Por isso, arranje uma rotina que lhe dê prazer antes de pôr os pés no escritório – beba um café a caminho do trabalho, compre flores para decorar a sua secretária ou ligue à sua irmã ou ao seu melhor amigo só para dizer bom dia.

4.    Descobrir o botão ‘snooze’: Quando o descobrimos, pensávamos que era o nosso melhor amigo. No entanto, este pequeno botão que nos deixa dormir mais 10 (20 ou 30) minutos não é assim tão bom. Estar sempre a acordar e a adormecer faz com que o nosso relógio biológico fique completamente desregulado e traz dificuldades em adormecer à noite. Assim, tente levantar-se logo quando o despertador toca pela primeira vez. Pode custar um bocadinho, mas, a longo prazo, só traz benefícios.

5.    Fazer exercício sem comer: Devemos tomar um bom pequeno-almoço no máximo 30 minutos após acordar. No entanto, isso é raro acontecer quando estamos a despachar-nos para irmos para o ginásio. É sempre mau não tomarmos o pequeno-almoço (se não costuma fazê-lo, é melhor começar a alterar as suas rotinas, pois é considerado por muitos a refeição mais importante do dia), mas se ainda por cima tencionamos fazer esforço físico sem ‘recarregar baterias’, o problema agrava-se. Tendo em conta os horários apertados em que vivemos, tente pelo menos comer uma banana e alguns cereais. E beba um copo de água – parecendo que não, já passaram cerca de sete horas desde que bebeu o último copo."
 
 
no sol em linha...

domingo, 13 de setembro de 2015

havia de ser o bom e o bonito...!


no observador...


"Já todos tivemos a sensação de ir para o trabalho a “dormir em pé”, mas imagine que podia resolver isso com uma solução muito simples: acordar mais tarde. Quem o diz é Paul Kelley, investigador clínico na matéria do sono no Instituto de Neuro-ciência da Universidade de Oxford, citado pelo The Guardian. Num discurso no festival britânico da ciência, Kelley aconselha as escolas a escalonar o início do trabalho (ou seja, das aulas) com o ritmo biológico dos estudantes. Esta medida pode melhorar a perfomance cognitiva, os resultados dos exames e a saúde dos estudantes. Já a privação do sono pode estar relacionada com doenças como a diabetes, depressão, obesidade e com a debilidade do sistema imunitário.

Paul Kelley revelou, baseado num estudo realizado pelo próprio, que as crianças com idade a rondar os 10 anos têm um horário biológico de despertar que ronda as 6h30 da manhã, sendo que para os jovens com 16 anos este horário sobe para as 8h00 e aos 18 o despertar natural é às 9h00. Ou seja, as escolas convencionais começam a sua atividade de acordo com os horários adequados às crianças de 10 anos, mas não aos de 16 e 18 . “O despertador dos adolescentes tocar às 7 da manhã é o equivalente para um professor na casa dos 50 acordar às 4h30.”

Mas não são apenas os estudantes que podem beneficiar com um despertar mais tardio. O dia de trabalho devia ser aplicado de acordo com os nossos ritmos naturais. Ao descrever a média de horas de sono “perdidas por noite”, ou seja, o tempo que se dorme a menos do que se devia nos diferentes grupos etários, Kelley afirma que “entre os 14 e os 24 são mais de duas horas. Entre os 24 e os 30/35 é cerca uma hora e meia. Isto pode continuar até aos 55 onde tudo fica equilibrado outra vez. As pessoas com 10 anos de idade e com 55 têm horários naturais de sono iguais.”

Talvez seja por causa desta situação que o investigador afirma que o típico horário das nove às cinco é mantido pelos patrões, muitos deles na casa dos 50, porque “é melhor para eles”.  Assim, aqueles que têm cinquenta anos ou mais devem começar o trabalho às 8h00, enquanto os “trintões” às 10h00 e os estagiários adolescentes às 11h00. Kelley diz que esta sincronização de horários pode trazer “muitas consequências positivas.”

O lado positivo disto é que o desempenho das pessoas, a disposição e a saúde vão melhorar. Esta solução vai tornar as pessoas menos doentes e mais felizes e melhores naquilo que fazem.”

Depois de tanta explicação, Kelley esclareceu a que horas começa ele próprio a trabalhar: “Eu tenho 67 anos o que significa que voltei aos 10 anos de idade, e levanto-me pouco antes das seis. Eu acordo naturalmente”. E sim, o início do dia de trabalho é agora muito mais fácil do que quando Paul Kelley era mais novo."


nota:
saíu no dn um artigo sobre o mesmo assunto e a ele hei-de voltar...

domingo, 26 de abril de 2015

vai uma soneca...?


na visão em linha...

"1 - Faça meditação: Se já tentou adormecer stressado sabe o valor de ir para a cama com a mente relaxada. Faça meditação. Vai ajudá-lo a adormecer melhor e a mantê-lo calmo.
2- Coma proteínas magras ou alimentos ricos em magnésio: Fazer dieta e dormir bem são dois grandes aliados. Se vai comer antes de ir dormir assegure-se de que os alimentos são ricos em magnésio ou proteína magra.
3 - Cheire Lavanda: É verdade, cheirar lavanda pode acalmá-lo e ajudá-lo a adormecer, uma ves que reduz o batimento cardíaco e a tensão arterial. 
4 - Tome um banho morno: Tomar banho ao fim do dia pode ajudá-lo a dormir melhor. "Se aumentar a sua temperatura em um grau ou dois com um banho, é mais provável ter um sono profundo", explica Joyce Walsleben, professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York, ao Health.com. 
5 - Diga não ao telemóvel: A luz emitida pelos aparelhos pode arruinar o sono ao interromper a produção de melatonina.
6 - Escreva e depois deite fora: a ansiedade está a mantê-lo acordado? Transforme-a em algo tangível - escreva. Investigações mostram que escrever as preocupações e logo depois deitar fora o papel onde escreveu pode ajudar a limpar a mente de pensamentos negativos. 
7 - Saia da cama: Ficar deitado na cama acordado, às voltas, não adianta e pode começar, inconscientemente, a associar a cama a algo desagradável. Se não for capaz de adormecer após 20 a 30 minutos, levante-se.
8 - Leia um livro: desconecte-se da tecnologia e ligue-se a um livro. 
9- Quarto fresco: a temperatura ideal para dormir está entre os 15,5 e os 20 graus.
10 - Esqueça os pijamas: Uma forma de atingir a temperatura corporal ideal é dormir por baixo algumas camadas de roupa de cama, mas despido! 
11 - ... ou então vista pijamas de verdade! Esqueça a t-shirt larga e as leggings para dormir ... deixe as roupas do ginásio para o ginásio!  
12 - Faça poses calmantes de yoga: Relaxe fazendo alguns alongamentos. Não só ajuda a relaxar o corpo como também a mente. 
13 - Elimine os ruídos: Não há nada pior do que o som de carros a passar na rua e rajadas de vento. Os especialistas recomendam uma máquina de ruído branco ou tampões para os ouvidos para ajudar a criar um ambiente mais tranquilo. 
14- Tente fazer um relaxamento progressivo dos músculos: Se acha que a meditação não é para si dê uma oportunidade ao seguinte exercício:  Contrair os músculos por alguns segundos e depois relaxar lentamente. Comece nos pés e termine na cabeça, contraindo os músculos faciais.
15 - Transpire: Fazer exercício é como "magia" para quem quer dormir bem. Quem faz exercício dorme melhor. 
16 - Beba chá: Uma chávena de chá quente antes de dormir é bastante calmante (escolha uma variedade sem cafeína, claro)
17 - Deixe de fumar: Largar o vício pode ajudá-lo a dormir melhor. Segundo um estudo realizado em 2008, os fumadores eram quatro vezes mais propensos do que os não fumadores a sentir cansaço depois de uma noite de sono. Fumadores têm também um sono mais leve no geral. 
18 - Leia as seguintes palavras relaxantes: Calma. Acolhedor. Descanso. Relaxado. Ainda não se sente cansado? Um estudo feito em 2013 e publicado no Jornal de Psicologia Social Aplicada descobriu que ler palavras relacionadas com o sono vai fazê-lo sentir-se com os olhos mais cansados e pode até mesmo ajudá-lo a dormir durante mais tempo. 
19 - Evite a cafeína: Amantes de café, é melhor guardarem o hábito para de manhã (ou até ao início da tarde no máximo). Os efeitos da cafeína podem durar até seis hora.
20 - Não tente dormir: Por vezes a melhor forma de adormecer é... simplesmente não tentar adormecer. 
21 - Use a cama apenas para dormir: A cama foi feita para dormir. Quando os nossos quartos passam a ser sala de estar, escritório e cozinha algo vai correr mal. O nosso cérebro associa o quarto/cama ao resto das tarefas e torna-se mais difícil dormir. 
22- Desligue a televisão: Guarde as horas de televisão para o dia. Estudos demostram que os estímulos dos ecrãs condicionam a nossa capacidade para adormecer. Pelo menos uma hora antes de ir dormir desligue tudo. 
23 - Diga não à bebida noturna: um copo de vinho pode dar-lhe a sensação de sonolência mas é uma ilusão. Pesquisas demonstram que consumir álcool antes de ir dormir pode perturbar o sono mais tarde durante a noite. Tente evitar todas as bebidas alcoólicas pelo menos três a quatro horas antes de ir dormir. 
24 - Animal de estimação fora da cama: Por mais que adore o seu cão ou o seu gato quanto mais longe estiver na hora de dormir, melhor. Tê-los na sua cama pode levá-lo a perder o sono.  
25 - Esqueça o email: E as mensagens. E as chamadas não atentdidas.
26 - Tente algumas técnicas de respiração: A respiração certa pode acalmar e preparar o corpo para dormir. 
27 - Vá à casa de banho: Porque não há nada pior do que acordar a meio da noite "aflitinho". 
28 - Mude de posição: Se só dorme de barriga para baixo mas está a ter dificuldades em adormecer, experimente mudar de posição. 
29 - Faça sexo: A acrescentar ao ponto número 21. A atividade sexual liberta oxitocina e reduz o cortisol ( hormona do stresse ).
30 - Calce meias:  Um estudo descobriu que tapar os dedos dos pés pode ajudar a circulação sanguínea e assim otimizar a nossa temperatura corporal. 
31- Evoque uma cena de relaxamento. Estudos mostram que relembrar algo que nos relaxe pode ser um truque eficaz."


sexta-feira, 13 de março de 2015

para dormir sobre o assunto [saúde]... reflexões para o fim de dia...!

"Linha telefónica para a insónia
 
Estudos recentes apontam precisamente para uma grande prevalência de problemas destes na população portuguesa. Um trabalho de 2014 da clínica Oficina da Psicologia indicava que 54% dos portugueses inquiridos afirmavam que se sentiam cansados após uma noite de sono e que só um em cada quatro se sentia revigorado ao acordar. Em 45% dos casos as pessoas atribuíram a dificuldade em dormir bem ao stress, à ansiedade e também à depressão. Além disso, 28% das pessoas reconheceram os problemas pessoais e profissionais como principais causas das dificuldades na hora de pôr a cabeça na almofada. Quanto ao número de horas de sono diárias, metade das pessoas diziam ficar-se apenas pelas cinco a sete horas.

Os resultados geraram preocupação e, neste ano de 2015, a Oficina da Psicologia decidiu assinalar o Dia Mundial do Sono com o lançamento de um projecto pioneiro, a Linha do Sono – um serviço telefónico (custa 10 e 25 cêntimos por minuto, consoante se ligue da rede fixa ou móvel) que funcionará através do número 707100015 sob o mote “ponha as insónias a dormir”. A iniciativa, explica um comunicado, “pretende ajudar os portugueses que dormem mal, sofrendo de insónias, problema que influencia a saúde das pessoas” e que pode “influenciar a vida pessoas ou profissional”.

Na fase de arranque a linha vai estar disponível entre as 11h30 e as 16h30 e as chamadas serão atendidas por dois psicólogos especialistas em estudo do sono. Fora do horário as pessoas podem deixar um recado no atendedor de chamadas e serão contactadas posteriormente. A linha funciona durante o dia, já que a ideia é dar uma resposta ao problema de forma mais continuada e não no momento em que ocorre a situação. “Este serviço pretende dar respostas às necessidades sentidas pelos portugueses depois de uma noite mal dormida, identificar possíveis causa e, ao mesmo tempo, sugerir procedimentos de rotina para um sono tranquilo”, adianta a mesma nota.

Também Teresa Paiva colabora num jornal distribuído gratuitamente em supermercados e parafarmácias nesta sexta-feira, feito em parceria com a Farmacêutica Bial e o grupo Auchan. A chamada “higiene do sono” é um dos pontos fundamentais sobre os quais querem passar mensagem. “As pessoas estão a pôr o trabalho e o dinheiro à frente de tudo o resto, sem perceberem que vão pagar caríssimo por isso. Quando a diferença no sono durante a semana e o fim-de-semana é superior a três horas, isso quer dizer que durante a semana se tem uma grande privação de sono ou uma doença”, defende. A neurologista sublinha ser fundamental deitar antes da meia-noite e dá uma imagem: “Se pensarmos que há uma espécie de polígono que tem por um lado o sono, por outro a alimentação, por outro o exercício, a actividade cognitiva e a actividade emocional, temos um pentágono. Temos de ter o equilíbrio nesse pentágono”, reforça.

Maria Arminda viveu as noites em claro praticamente sozinha. “O meu marido nem dava fé. Levantava-me, andava pela casa, nunca tinha sono quando era para adormecer e as pernas não paravam. Às vezes ia para uma cama no quarto da minha filha e conseguia adormecer nem sei bem porquê. Passei a vida a tomar medicação atrás de medicação, mas não sei o que é ter sono. O que sinto é cansaço. De manhã parece que levei uma tareia”, explica.

Agora que a sua companheira de noites foi baptizada como uma síndrome já está com medicação adequada, mas ainda em fase de adaptação. “Não sei se terei uma recuperação muito grande, mas já dei por mim a querer ir para a cama. Deve ser tão bom quando o corpo nos puxa. Acho que o meu maior desejo é esse. Gostava muito de chegar à cama e sentir que dormi aquele soninho bom de que as pessoas falam”, reforça.

“A privação do sono prolongada resulta em alterações metabólicas, do sistema cardio-circulatório, imunológico e de envelhecimento entre outras. Durante o sono o organismo produz hormonas que controlam a sensação de saciedade. A privação do sono aumenta a produção da hormona que estimula o apetite, contribuindo para o aumento do peso. É também durante o sono que o corpo estabiliza os valores glicémicos. Doentes com diabetes e com um sono insuficiente desenvolvem uma maior resistência à insulina, dificultando o controlo da doença”, avisa Ana Paula Santos, que destaca ainda doenças como a hipertensão.

Teresa Paiva junta ainda o cancro, sobretudo da mama, útero e próstata. E apela a que não se considerem normais situações que não o são. Ressonar é uma delas. Também não há, regra geral, pessoas preguiçosas, mas sim casos de doenças não diagnosticadas, como a narcolepsia – uma patologia de origem genética, que desregula o sono e causa hipersonolência diurna. “Tem-se a mania que as pessoas sonolentas são preguiçosas. A pessoa ou tem privação de sono ou uma doença”, lamenta. Maria Arminda sentiu-se pouco compreendida durante anos. “Há alturas em que já nem tinha força para me queixar e dizer outra vez que não dormia. Agora pelo menos sei o que tenho e porque é que o sono não vem”."


no público 'online', onde pode ler o artigo completo... aqui.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

mais um outro problema [a acrescentar]...


no sol...

"Mais de um quarto dos jovens portugueses, entre o 6.º e o 10.º ano, dorme menos de oito horas por noite e a maioria refere que sente dificuldade em acordar de manhã, segundo um estudo de âmbito nacional.

Mais de um terço dos jovens diz que todos os dias sente dificuldades em acordar de manhã
Realizado este ano para a Organização Mundial da Saúde, o estudo sobre os comportamentos dos jovens em idade escolar partiu de inquéritos a mais de 6.000 alunos, do 6.º, 8.º e 10.º anos, de uma amostra de escolas de várias regiões de Portugal.

Ainda estão em maioria os adolescentes e jovens que dizem dormir oito ou mais horas por noite durante a semana, mas são quase 30% os que referem ter noites de sono com menos de oito horas.

À medida que a escolaridade avança as horas de sono diminuem, já que são os jovens mais velhos (do 10.º ano) que mais frequentemente indicam dormir menos de oito horas por noite.

Mais de um terço dos jovens diz que todos os dias sente dificuldades em acordar de manhã, enquanto 14% refere ter sono durante as aulas diariamente.

Sobre outros hábitos ligados à saúde, o estudo mostrou que a maioria dos adolescentes toma o pequeno-almoço todos os dias, mas há 16% que referem que não é habitual tomarem esta primeira refeição, um dado que preocupa a coordenadora desta análise, Margarida Gaspar de Matos.

Quanto ao desporto, metade dos adolescentes indicam que praticam actividade física três ou mais vezes por semana, mas apenas 15% refere fazê-lo todos os dias.

Em relação aos comportamentos sexuais, mais de 87% dos adolescentes inquiridos dizem que ainda não tiveram relações sexuais, sendo os rapazes quem mais frequentemente admite já ter iniciado a vida sexual.

Analisando apenas os jovens do 10.º ano, 22% dizem que já tiveram relações sexuais. Ainda neste universo, 76% indicam que iniciaram a actividade sexual depois dos 14 anos, mas há sete por cento que afirmam ter começado aos 11 anos ou antes.

De acordo com a coordenadora do estudo, o número de adolescentes que já teve relações sexuais dentro das idades consideradas tem vindo a diminuir desde 2006.

Contudo, regista-se este ano uma diminuição do uso do preservativo e um aumento das relações sexuais associadas ao consumo de álcool.

O preço dos preservativos, não terem pensado no assunto ou não trazer um consigo foram os principais motivos apontados pelos que indicaram não recorrer ao preservativo (mais de 21%).

"É preocupantes a associação do não uso ao elevado preço dos preservativos, nomeadamente em tempos de recessão económica", refere a análise feita pelos autores.

Margarida Gaspar de Matos salientou ainda, em declarações à agência Lusa, que considera também preocupante que nem todos os adolescentes que já tiveram relações sexuais o tenham feito na altura que quiseram e decidiram, o que aconteceu só com 45% dos inquiridos.

"Nesta altura esperaríamos que a quase totalidade nos indicasse que teve relações sexuais pela primeira vez quando queria", referiu a investigadora, admitindo que alguns jovens se sintam condicionados pelo parceiro.

"Esta situação remete para a necessidade de a educação sexual sair do âmbito da prevenção do risco sexual e passar a abordar a sexualidade em termos de competências pessoais, de relações interpessoais, de equidade de género e de direitos humanos"."


aqui.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

coisas da educação... 'começar as aulas cedo não é bom para a saúde dos adolescentes' [esta é muito boa]...!


no i 'online'...



"Segundo a orientação, durante a puberdade o relógio biológico altera-se e o sono começa a chegar até duas horas mais tarde, o que significa que para a maioria será difícil deitarem-se antes das 23h.

Nos Estados Unidos, 40% das escolas começam as aulas antes das 8h, daí o alerta reforçado dos pediatras, que vêem nestes factores biológicos uma das razões de a maioria dos adolescentes não fazerem as 8,5 a 9,5 horas de sono recomendadas. Dão exemplos de escolas que adiaram o início das aulas com bons resultados. No caso de 18 mil alunos do secundário de Minneapolis, atrasar a entrada das 7h15 para as 8h40 traduziu-se em média em mais uma hora de sono. Já comparando as noites de 9 mil alunos do Colorado, do Wyoming e do Minnesota, concluiu-se que, entre os que entravam às 8h55, 66% dormiam mais de oito horas. Algo só conseguido por 33% dos que entravam às 7h30.

Jet-lag crónico Em Portugal as escolas têm autonomia para fixar horários. Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, admite que até às 8h30 já soou ou está a soar o primeiro toque na maioria das escolas públicas, mas algumas começam mais cedo, pelas 8h. A carga curricular e a necessidade de, por vezes, haver dois turnos porque os alunos não cabem todos na escola - hoje é menos habitual - faz com que as aulas no público comecem cedo. No privado não é diferente, havendo colégios a começar antes das 8h.

Além de pesar os meios da escola, ajustar os horários à rede de transporte e à vida dos pais acaba por ser uma das preocupações de quem organiza o ano, explica Manuel Pereira, lembrando também que a neuropsicologia defende que os jovens de manhã estão mais aptos para receber matéria. Teresa Paiva, especialista em sono, concorda que as aulas devem começar de manhã, mas podia ser um pouco mais tarde, pois está provada a "tendência noctívaga" nos adolescentes e o impacto que a carência de sono tem no seu bem-estar, com mais cansaço, ansiedade e comportamentos de risco. Mas o grande inimigo é o estilo de vida actual: "As redes sociais aumentaram essa tendência noctívaga e, por outro lado, mesmo havendo vantagens para a saúde dos filhos, os pais teriam de começar a trabalhar mais tarde, o que não parece praticável."

O resultado está à vista: em Portugal, como nos EUA, uma grande percentagem dos jovens não fazem oito horas de sono e saltar da cama para a escola envolve outros problemas. "Não tomam o pequeno-almoço ou só o tomam depois do intervalo", diz Teresa Paiva, defendendo que os pais devem impor regras que protejam a saúde dos filhos, mas também sensibilizá-los para a necessidade de descansar.

Mensagens erradas Se mudar os horários pode ser complicado, a médica diz-se mais preocupada com mensagens erradas que passam para os jovens. Um exemplo recente, aponta, surge numa campanha de regresso às aulas em que um rapper canta "passo a noite acordado e estou presente à hora do toque". Para a médica, estas afirmações deviam ser proibidas, pois contrariam a educação para a saúde que se tenta promover, por exemplo no projecto Sono Escolas, que lançou em 2009.

Por outro lado, alerta, é preciso moderar a forma que os jovens encontram para compensar a carência de sono durante a semana. Um dos problemas são as sestas depois da escola, já ao fim da tarde, que vão fazer que o sono à noite demore ainda mais a chegar. Já ao fim-de-semana, deitam-se de madrugada e dormem mais de dez horas. "Temos jovens em jet-lag crónico. Com esta diferença de sete horas no padrão de sono é como se fossem semanalmente a Nova Iorque." Também as actividades extracurriculares deviam ter mais limites, defende, sublinhando que noutros países os clubes terminam as actividades às 20h: "Cá há cada vez mais adolescentes com treinos até às 22h e às vezes só jantam depois dessa hora."

Que pensam eles com as aulas prestes a começar? Vai custar mas entra-se na rotina. Contudo, admitem que muitas vezes os professores têm de chamar a atenção e nada os acorda tão bem como um teste à primeira hora. "Geralmente fazem perguntas aos que estão mais a dormir", conta João, de 15 anos. Vai para o 10.o ano numa nova escola e, se até aqui entrava às 8h30, o toque vai passar a ser às 8h45. Uma benesse de 15 minutos que não espera que mude os horários de deitar: "Deito-me entre as 22h e as 00h. Já me deitei às 2h e já sei que quanto mais tarde pior."
Manuel, de 14 anos, entra às 8h30 mas chega a deitar-se de madrugada. Quando regressa a casa, antes de estudar, dorme uma hora e toma banho para de manhã só demorar cinco minutos. Por ele entrava às 10h. Mas o senão é fácil de prever e não agrada a nenhum: sair mais tarde. "Era preciso haver menos disciplinas", diz Nuno, de 15 anos, que entra às 8h mas, "às escondidas", nunca cumpre a hora de ir para a cama."
 
 
aqui.

sexta-feira, 30 de março de 2012

problemas de sono [ou da falta dele]... questões de higiene 'física' e mental... a ter em conta...!

"Mais de metade dos portugueses tem "queixas de insatisfação com o sono" - cerca de 20% da população terá insónia grave, que se pode caracterizar por insónias em cerca de três noites por semana, durante pelo menos seis meses - e metade das crianças e dos jovens apresenta sinais preocupantes de sonolência. Os dados são avançados por esta especialista no estudo do sono, que falará no Porto sobre as relações mútuas entre sono, sonho e sociedade.

"Há estudos feitos em todos os continentes que provam que dormir pouco tem um aumento de risco de hipertensão arterial, diabetes, obesidade, insónia, depressão, cancro, morte mais precoce e riscos cardiovasculares. Mas depois vemos que há imensas influências sociais no sono." E o que é que o momento social actual está a fazer ao nosso sono? "Não há estudos epidemiológicos. O que posso dizer é que mudaram os desencadeantes. As pessoas estão desempregadas, ou têm os filhos desempregados, têm pouco dinheiro e muitas contas para pagar"
."