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sábado, 25 de novembro de 2017
[educação] e é para ler...
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Arq. Luiz Crespo de Carvalho
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
a partir das 20 desligo o móvel mas tenho o fixo à mão, que atendo ou não consoante quem está a ligar...
Pais, professores e educadores vivem cada vez mais no dilema de saber como ser exemplo construtivo e exercer a sua influência com autoridade e eficácia. Como ajudar a crescer, como fortalecer o caracter, como reforçar valores e competências, como fazer para que crianças e jovens se tornem adultos confiantes, seguros, realizados e felizes. Mais: capazes de fazer outros felizes e ajudar outros a crescer, influenciando-os também de forma positiva.
Sabemos que humanamente todos temos uma inclinação natural para repetir os modelos educativos que tivemos na infância e juventude e, daí, haver tantos adultos que apesar de terem sido filhos maltratados, se tornam pais maltratantes. Felizmente tudo isto se conjuga pela positiva e, nesta lógica, também os filhos de pais que confiaram e responsabilizaram, se tornam pessoas confiáveis e responsáveis.
Vem isto a propósito de uma sucessão de encontros de pais, professores e educadores em escolas e centros educativos dentro e fora de Lisboa, onde me pedem para participar com regularidade. Alguns dos temas mais recorrentes destes encontros são, inevitavelmente, o exemplo que damos e os castigos que aplicamos. Ou, posta a questão de forma menos punitiva, o registo, o tom e a atitude mais justos e mais eficazes para educar para os valores e orientar a personalidade. Não há respostas definitivas, claro, nem pistas infalíveis. Cada caso é um caso e só na história de cada um se consegue encontrar aquilo que faz sentido e é justo.
Aprendo muito nestes encontros, com as partilhas de muitos pais presentes, com as exposições e questões dos professores e educadores. Ouço episódios trágicos e cómicos, mas também me confiam muitas situações difíceis de suportar no dia a dia, que acabam por se converter em braços de ferro tensos, muitas vezes vividos em excessos verbais, mas também num silêncio ressentido, sem palavras, num tempo sem qualidade e em relações cada vez mais degradadas.
Não podemos esquecer-nos de que estamos a falar muitas vezes de famílias desfeitas e refeitas, de filhos só a viver com a mãe ou só com o pai, de crianças e jovens que vivem entre várias casas e de um dia para o outro herdam ‘irmãos’ crescidos, que apesar de serem desconhecidos chegam e ocupam o espaço físico e emocional, pois muitos filhos não vivem com os seus próprios pais ou mães, embora estes vivam diariamente com os enteados em casa (muitas vezes a invadirem os quartos que deviam ser dos filhos), enfim não podemos abstrair desta realidade-real que altera tanta coisa e transtorna quase sempre a desejada coerência pedagógica.
Nos primeiros anos importa saber dizer não, sem a tentação imediata e recorrente de compensar os filhos pelas ausências mais ou menos prolongadas, pelas separações ou divórcios. Todos os pais querem ser amados e respeitados pelos seus filhos, mas os filhos querem exactamente o mesmo: amor e respeito. Acontece que mais facilmente obtêm amor que respeito. Mesmo os bons pais – diria mesmo os melhores pais do mundo – têm alguma dificuldade em encontrar um ponto de equilíbrio relativamente ao respeito que devem aos seus filhos. Podem pensar que exagero, mas infelizmente a realidade prova o contrário. De que forma? Já veremos.
Vivemos numa vertigem de tempo, com horas a menos e compromissos a mais, num ritmo incessante de ‘casa-trabalho-trabalho-casa’, mais os transportes públicos e todas as obrigações domésticas, para não falar dos cúmulos de imperativos familiares das famílias (desfeitas e refeitas, insisto). Vivemos esta vida de doidos e, de certa forma, achamos que somos salvos pelo facto de termos telemóveis onde podemos ler mails e responder de imediato às urgências, bem como despachar trabalho e até ter reuniões em casa, no carro ao nos transportes públicos com pessoas que mesmo estando do outro lado do mundo, podemos ver cara a cara. Ou seja, vivemos na ilusão de que por estarmos ligados a tudo conseguimos chegar a todos os que precisam de nós. Filhos incluídos.
Na realidade conseguimos chegar a quase tudo e quase todos, mas descuramos muitas vezes os nossos. Pais e filhos ficam muitas vezes no fim da lista de obrigações e são os mais prejudicados pela nossa impaciência e indisponibilidade crónicas. Acontece-nos muitas vezes chegar a casa no pico mais alto dos nervos ou no ponto mais baixo da tolerância. Chegamos a casa e precisamos que nos deixem aterrar, se possível que não falem connosco nem nos exijam muita atenção. Ora acontece que até certas idades, os filhos esperam pela hora da nossa chegada a casa para matar saudades, para fazer perguntas (e birras!), para virem com todo o tipo de perguntas e exigências. E nós? Nós respondemos com impaciência, fingimos que ouvimos o que dizem, mas damos respostas vagas ou inconsistentes, e fechamos portas para, de certa forma, nos isolarmos um pouco no nosso mundo.
O respeito pelos filhos passa muito por aqui, hoje. Por lhes darmos amor, tempo e atenção, mas acima de tudo prioridade. É essencial que os filhos de todas as idades sintam que são a prioridade total e absoluta dos seus pais ou de quem os substitui. Se voltarmos a casa invariavelmente colados ao telemóvel, sem capacidade de os acolher, de os ouvir, de os ter como primeira e última prioridade, não nos podemos queixar. Acontece vezes demais sermos tentados a atender uma chamada, mesmo quando estamos com alguém que está fisicamente presente, que chegou primeiro e está a precisar da nossa atenção. Quantas vezes por dia não invertemos esta prioridade? Quantas vezes não suspendemos uma conversa porque alguém nos liga? E quantas vezes os nossos filhos não desistem de tentar ter a nossa atenção por saberem que vão ter que esperar como quem é obrigado a voltar para o fim da fila?
Está mais que estudado que nesta era da comunicação, em que estamos todos ligados e virtualmente próximos, podemos sentir-nos realmente muito distantes e viver uma solidão acompanhada, que é a pior forma de solidão. E se estes estudos estão feitos e publicados, que podemos fazer perante as conclusões? Ter mais atenção à maneira como usamos os telemóveis e apps que nos prendem a atenção, sobretudo quando nos distraem do essencial.
Neste sentido e porque o tema é o respeito que devemos aos nossos filhos, vale a pena desligar o telemóvel quando chegamos a casa, por exemplo. Ou até mesmo desligar a chamada pedindo compreensão ao interlocutor, justamente por estarmos a entrar em casa, onde temos filhos ou pais e familiares que nos esperam ao fim de um longo dia. Os filhos também se maçam nas escolas e também têm dias stressantes, não são só os pais que trabalham. E, por isso, precisam tanto dessa atenção reparadora. O mais extraordinário é perceber que só por desligarmos os telemóveis e, de certa forma, nos desligarmos do mundo para nos ligarmos só a eles, os nossos filhos ficam muito mais tranquilos e seguros. Parece magia.
Como podemos exigir respeito se nem sempre respeitamos os ritmos e as necessidades daqueles a quem pedimos esse mesmo respeito? Ser mais velho não é estatuto nem garante autoridade. Ter supremacia física também não é argumento, e passar o tempo a dizer ‘sim porque sim!’ ou ‘não porque não e porque sou eu que mando!’ também não é modo de vida. Assim sendo, há pequenos gestos que fazem toda a diferença e um deles é este de dar a prioridade absoluta aos nossos. Por incrível que pareça, se começarmos a desligar ou a não atender telefonemas nas horas mais críticas como o fim do dia, quando voltamos a casa, durante as refeições e nas horas de estudo, bem como ao deitar, os nossos filhos (e os nossos pais, mulheres, maridos e todos os que vivem connosco!) agradecem e mudam. Uns deixam imediatamente de fazer birras, pois passados 10 ou 15’ da nossa atenção, desligam naturalmente e vão brincar ou fazer outras coisas. Outros passam a viver com a certeza de que são ouvidos e atendidos. Outros, ainda, assumem que são realmente a prioridade dos seus pais e isso enche-os de segurança.
Parece fácil demais? Só experimentando e vendo os resultados se percebe que é uma matemática infalível, tipo 2+2=4. Aprendi esta técnica de comunicação parental e confesso que tento cumpri-la, embora nem sempre seja fácil. Mais: aprendi com especialistas em matérias comportamentais que podemos até sublinhar estes pequenos gestos, acentuando o que pretendemos acentuar, que é a certeza de que nada nem ninguém é mais importante que os nossos filhos! Como? Dizendo expressamente e de forma que eles possam ouvir, qualquer coisa do tipo: “desculpe, mas agora tenho que desligar porque estou a chegar a casa e os meus filhos já estão à minha espera!”.
É fácil conferir tudo isto na prática, especialmente se formos coerentes e consistentes neste pequeno-grande gesto e nos mantivermos fiéis à promessa de resistir a trocar prioridades. Posso garantir (através da minha experiência e de muitos outros pais, casados ou separados) que passado pouco tempo os filhos mais pequenos estão a fazer muito menos birras e os mais crescidos estão mais capazes de ter conversas que só temos quando há tempo e disponibilidade para as ter.
no observador...
nota - e agora não tenho filhos pequenos, mas o sistema é exactamente o mesmo...
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Arq. Luiz Crespo de Carvalho
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
terça-feira, 26 de novembro de 2013
segunda-feira, 16 de abril de 2012
educação... do que os professores 'necessitam'... do respeito [tão só]...! ou não será...?
acresce que por cá a 'miséria' é a mesma... se não pior...!
"How did we get to a place in this country where our teaching force of more than three million professionals
is being made the scapegoat for all the mistakes and ills of an
educational system that has been in decline for more than five decades?
The scapegoat, as any good teacher of literature will teach their
10th graders, is an age-old historical device that has been used by
political leaders, religious figures and novelists as a convenient way
to shift blame and derision in times of crisis.
In 21st century America, we are alarmed each year when we learn that countries around the world are passing us
easily in the left lane on the global education highway. Our elected
leaders, many of whom have not set foot in a classroom in decades,
reshuffle the deck chairs on the Titanic by closing "failing schools"
and insist that we "test" children more, weed out "bad" teachers and
then all will be solved, like a Euclidean equation that has eluded
mathematicians for decades."
aqui.
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Arq. Luiz Crespo de Carvalho
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quinta-feira, 15 de março de 2012
professores... o clima de (des)respeito [só] aumenta [e prejudica a educação]... tanto por cá... como pelos 'states'...! ou não será...?
"They called value-added data the “the gold standard for teacher
accountability” and “a powerful indication of a teacher’s
effectiveness.”
Really?
Not according to Maribeth Whitehouse, a Bronx special education
teacher who scored in the 99th percentile — better than nearly all other
teachers in New York City — on the recently released value-added
Teacher Data Reports (TDRs). Despite her through-the-roof rating,
Whitehouse isn’t hailing the evaluations. Instead, she told the New York Times’ Michael Winerip that the data is “nonsense” — and she’s penning a protest letter with other high-scoring teachers.
Elizabeth Phillips, principal of P.S. 321 in Brooklyn’s Park Slope neighborhood, said on this blog that
value-added ratings for teachers in her school were “extremely
inaccurate.” Among many other critiques, she cites the case of one
teacher who was rated near the bottom — at the 6th percentile, according
to the TDRs. In reality, Phillips writes, the “teacher in question is
an exceptionally strong teacher by any other measure (parent feedback,
colleague’s opinions, my observations over many years).”"
aqui.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
coisas simples... directas ao assunto...!
"We need to radically change society's views of teaching from the
factory model of yesterday to the professional model of tomorrow, where
teachers are revered as the thinkers, leaders and nation-builders they
truly are." - U.S. Secretary of Education Arne Duncan
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
respeito... ou da falta dele...! este é [um] sentimento [generalizado] que 'aflige' a classe docente...
"I am considered by many to be an effective teacher -- I care deeply
about my students, have a wonderful relationship with them and their
families, contribute to my school and district in many capacities and my
students make significant academic progress on standardized tests and
other benchmarks.
I love my job, but I often think about leaving the classroom.
The lack of respect, low compensation and limited opportunities for
professional growth that come with being a teacher make it difficult to
stay when I could pursue alternative professions with more compelling
career ladders."
aqui.
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