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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

efeméride...






máscara (ritual?) africana artesanal, em pau rosa com entalhes e pinturas manuais, adquirida na áfrica do sul (por conhecimento próprio) mas a origem é indeterminada, suponho que pode ser atribuída com alguma propriedade a swailis, zambianos e (com maior tendência) a moçambicanos.

foi a oferta de hoje, como prenda de aniversário, à 'minha' luísa que hoje é pequenina...

terça-feira, 28 de novembro de 2017

nas aulas do 'professor' (?) fracote...

"NAS AULAS DO PROFESSOR FRACOTE
Sofro de doença mental. Aqui há cerca de um ano adoeci. Consultei um psiquiatra de renome e em quem confiava. Este retirou-me quase toda a medicação. Piorei e fui internado na psiquiatria dos CHUC (cerca de um mês). Aquando do internamento estava muito descompensado.
Só hoje à distância de um ano e já totalmente estável, é que vejo o “sem sentido” da minha verborreia.
O Professor Fracote convidou-me para ir às suas aulas falar do que se passava comigo. Eu prontamente (e cegamente) aceitei e até dizia: “vocês querem-me ouvir e eu quero falar - por isso juntamos o útil ao agradável”.
Lembro-me perfeitamente, entrei nas aulas do Professor, completamente fora de mim: gritava, falava de tudo e mais alguma coisa e principalmente da minha vida íntima e sexual. A sala estava cheia de estudantes de medicina: uns riam, outros “choravam” e a maior parte ficava atónita. Eu “sentia-me” importante quando na verdade fiz figura de estúpido!
Sei que o CHUC é um hospital universitário e por isso os doentes servem de cobaias humanas a bem da humanidade. Não sei se é ilegal esta exploração psicológica, sei que no mínimo, é imoral. Durou um ano a minha reabilitação total. Só hoje me sinto lúcido e me apercebo que fui enxovalhado pelo Professor Fracote e os seus pupilos. Sim, voltei com a palavra atrás, porque só agora recuperei e consigo refletir sobre o que me aconteceu e como estava perturbado.
Os doentes mentais não têm direitos. Não são tratados com dignidade. São fantoches nas mãos de alguns psiquiatras que “brincam” com as suas doenças e condições psicológicas.
Há uma grande falta de humanidade por parte de alguns profissionais que apenas querem progredir na carreira à custa dos “maluquinhos”.
(Fracote é uma alcunha fictícia).
in Diário As Beiras 27-11-2017
José A. Crespo de Carvalho
"



nota: quem escreve é meu primo em segundo grau e deixo a transcrição do comentário que deixei no fb -

'eu vou 'roubar' a prosa e fico estupefacto com a situação pois bem sei, por experiência própria, que a coisa pode descambar em benefício interesseiro de terceiros... as palavras impressas são testemunho que jamais se perderá e nem todos têm a tua coragem para falar e lidar com os problemas do foro psiquiátrico... estou contigo...!'

terça-feira, 7 de novembro de 2017

hoje estou de luto carregado...



transcorridos em outubro dez anos sobre o passamento da nossa mãe (e já agora quatro sobre o do nosso pai) fui enterrar no quintal da casa onde sempre viveu a 'branquinha', agora no seu 24º ano de vida e repousa ao lado de outros que a antecederam (felinos ou caninos) e de alguns que chegou  a conhecer... foi uma longa vida a dela, chegou o merecido descanso da 'guerreira'...!



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

a partir das 20 desligo o móvel mas tenho o fixo à mão, que atendo ou não consoante quem está a ligar...






Pais, professores e educadores vivem cada vez mais no dilema de saber como ser exemplo construtivo e exercer a sua influência com autoridade e eficácia. Como ajudar a crescer, como fortalecer o caracter, como reforçar valores e competências, como fazer para que crianças e jovens se tornem adultos confiantes, seguros, realizados e felizes. Mais: capazes de fazer outros felizes e ajudar outros a crescer, influenciando-os também de forma positiva.
Sabemos que humanamente todos temos uma inclinação natural para repetir os modelos educativos que tivemos na infância e juventude e, daí, haver tantos adultos que apesar de terem sido filhos maltratados, se tornam pais maltratantes. Felizmente tudo isto se conjuga pela positiva e, nesta lógica, também os filhos de pais que confiaram e responsabilizaram, se tornam pessoas confiáveis e responsáveis.
Vem isto a propósito de uma sucessão de encontros de pais, professores e educadores em escolas e centros educativos dentro e fora de Lisboa, onde me pedem para participar com regularidade. Alguns dos temas mais recorrentes destes encontros são, inevitavelmente, o exemplo que damos e os castigos que aplicamos. Ou, posta a questão de forma menos punitiva, o registo, o tom e a atitude mais justos e mais eficazes para educar para os valores e orientar a personalidade. Não há respostas definitivas, claro, nem pistas infalíveis. Cada caso é um caso e só na história de cada um se consegue encontrar aquilo que faz sentido e é justo.
Aprendo muito nestes encontros, com as partilhas de muitos pais presentes, com as exposições e questões dos professores e educadores. Ouço episódios trágicos e cómicos, mas também me confiam muitas situações difíceis de suportar no dia a dia, que acabam por se converter em braços de ferro tensos, muitas vezes vividos em excessos verbais, mas também num silêncio ressentido, sem palavras, num tempo sem qualidade e em relações cada vez mais degradadas.
Não podemos esquecer-nos de que estamos a falar muitas vezes de famílias desfeitas e refeitas, de filhos só a viver com a mãe ou só com o pai, de crianças e jovens que vivem entre várias casas e de um dia para o outro herdam ‘irmãos’ crescidos, que apesar de serem desconhecidos chegam e ocupam o espaço físico e emocional, pois muitos filhos não vivem com os seus próprios pais ou mães, embora estes vivam diariamente com os enteados em casa (muitas vezes a invadirem os quartos que deviam ser dos filhos), enfim não podemos abstrair desta realidade-real que altera tanta coisa e transtorna quase sempre a desejada coerência pedagógica.
Nos primeiros anos importa saber dizer não, sem a tentação imediata e recorrente de compensar os filhos pelas ausências mais ou menos prolongadas, pelas separações ou divórcios. Todos os pais querem ser amados e respeitados pelos seus filhos, mas os filhos querem exactamente o mesmo: amor e respeito. Acontece que mais facilmente obtêm amor que respeito. Mesmo os bons pais – diria mesmo os melhores pais do mundo – têm alguma dificuldade em encontrar um ponto de equilíbrio relativamente ao respeito que devem aos seus filhos. Podem pensar que exagero, mas infelizmente a realidade prova o contrário. De que forma? Já veremos.
Vivemos numa vertigem de tempo, com horas a menos e compromissos a mais, num ritmo incessante de ‘casa-trabalho-trabalho-casa’, mais os transportes públicos e todas as obrigações domésticas, para não falar dos cúmulos de imperativos familiares das famílias (desfeitas e refeitas, insisto). Vivemos esta vida de doidos e, de certa forma, achamos que somos salvos pelo facto de termos telemóveis onde podemos ler mails e responder de imediato às urgências, bem como despachar trabalho e até ter reuniões em casa, no carro ao nos transportes públicos com pessoas que mesmo estando do outro lado do mundo, podemos ver cara a cara. Ou seja, vivemos na ilusão de que por estarmos ligados a tudo conseguimos chegar a todos os que precisam de nós. Filhos incluídos.
Na realidade conseguimos chegar a quase tudo e quase todos, mas descuramos muitas vezes os nossos. Pais e filhos ficam muitas vezes no fim da lista de obrigações e são os mais prejudicados pela nossa impaciência e indisponibilidade crónicas. Acontece-nos muitas vezes chegar a casa no pico mais alto dos nervos ou no ponto mais baixo da tolerância. Chegamos a casa e precisamos que nos deixem aterrar, se possível que não falem connosco nem nos exijam muita atenção. Ora acontece que até certas idades, os filhos esperam pela hora da nossa chegada a casa para matar saudades, para fazer perguntas (e birras!), para virem com todo o tipo de perguntas e exigências. E nós? Nós respondemos com impaciência, fingimos que ouvimos o que dizem, mas damos respostas vagas ou inconsistentes, e fechamos portas para, de certa forma, nos isolarmos um pouco no nosso mundo.
O respeito pelos filhos passa muito por aqui, hoje. Por lhes darmos amor, tempo e atenção, mas acima de tudo prioridade. É essencial que os filhos de todas as idades sintam que são a prioridade total e absoluta dos seus pais ou de quem os substitui. Se voltarmos a casa invariavelmente colados ao telemóvel, sem capacidade de os acolher, de os ouvir, de os ter como primeira e última prioridade, não nos podemos queixar. Acontece vezes demais sermos tentados a atender uma chamada, mesmo quando estamos com alguém que está fisicamente presente, que chegou primeiro e está a precisar da nossa atenção. Quantas vezes por dia não invertemos esta prioridade? Quantas vezes não suspendemos uma conversa porque alguém nos liga? E quantas vezes os nossos filhos não desistem de tentar ter a nossa atenção por saberem que vão ter que esperar como quem é obrigado a voltar para o fim da fila?
Está mais que estudado que nesta era da comunicação, em que estamos todos ligados e virtualmente próximos, podemos sentir-nos realmente muito distantes e viver uma solidão acompanhada, que é a pior forma de solidão. E se estes estudos estão feitos e publicados, que podemos fazer perante as conclusões? Ter mais atenção à maneira como usamos os telemóveis e apps que nos prendem a atenção, sobretudo quando nos distraem do essencial.
Neste sentido e porque o tema é o respeito que devemos aos nossos filhos, vale a pena desligar o telemóvel quando chegamos a casa, por exemplo. Ou até mesmo desligar a chamada pedindo compreensão ao interlocutor, justamente por estarmos a entrar em casa, onde temos filhos ou pais e familiares que nos esperam ao fim de um longo dia. Os filhos também se maçam nas escolas e também têm dias stressantes, não são só os pais que trabalham. E, por isso, precisam tanto dessa atenção reparadora. O mais extraordinário é perceber que só por desligarmos os telemóveis e, de certa forma, nos desligarmos do mundo para nos ligarmos só a eles, os nossos filhos ficam muito mais tranquilos e seguros. Parece magia.
Como podemos exigir respeito se nem sempre respeitamos os ritmos e as necessidades daqueles a quem pedimos esse mesmo respeito? Ser mais velho não é estatuto nem garante autoridade. Ter supremacia física também não é argumento, e passar o tempo a dizer ‘sim porque sim!’ ou ‘não porque não e porque sou eu que mando!’ também não é modo de vida. Assim sendo, há pequenos gestos que fazem toda a diferença e um deles é este de dar a prioridade absoluta aos nossos. Por incrível que pareça, se começarmos a desligar ou a não atender telefonemas nas horas mais críticas como o fim do dia, quando voltamos a casa, durante as refeições e nas horas de estudo, bem como ao deitar, os nossos filhos (e os nossos pais, mulheres, maridos e todos os que vivem connosco!) agradecem e mudam. Uns deixam imediatamente de fazer birras, pois passados 10 ou 15’ da nossa atenção, desligam naturalmente e vão brincar ou fazer outras coisas. Outros passam a viver com a certeza de que são ouvidos e atendidos. Outros, ainda, assumem que são realmente a prioridade dos seus pais e isso enche-os de segurança.
Parece fácil demais? Só experimentando e vendo os resultados se percebe que é uma matemática infalível, tipo 2+2=4. Aprendi esta técnica de comunicação parental e confesso que tento cumpri-la, embora nem sempre seja fácil. Mais: aprendi com especialistas em matérias comportamentais que podemos até sublinhar estes pequenos gestos, acentuando o que pretendemos acentuar, que é a certeza de que nada nem ninguém é mais importante que os nossos filhos! Como? Dizendo expressamente e de forma que eles possam ouvir, qualquer coisa do tipo: “desculpe, mas agora tenho que desligar porque estou a chegar a casa e os meus filhos já estão à minha espera!”.
É fácil conferir tudo isto na prática, especialmente se formos coerentes e consistentes neste pequeno-grande gesto e nos mantivermos fiéis à promessa de resistir a trocar prioridades. Posso garantir (através da minha experiência e de muitos outros pais, casados ou separados) que passado pouco tempo os filhos mais pequenos estão a fazer muito menos birras e os mais crescidos estão mais capazes de ter conversas que só temos quando há tempo e disponibilidade para as ter.

 no observador...

nota - e agora não tenho filhos pequenos, mas o sistema é exactamente o mesmo... 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

esta foi tirada ontem, na casa de uma das minhas irmãs...

a anciã felina da família a siamesa 'branquinha', numa boa e ao quentinho dos raios de sol, vivendo despreocupadamente o seu vigésimo segundo ano de vida, se bem que agora na sua nova casa, faz poucos meses...



como todos nós ela também tem os irmãos brasileiros, dois paulistas 'pés-de-chinelo', o botas e o moushi, com cerca de metade da idade, mais ou menos...







depois ainda há mais irmãos, um saloio e outro londrino de que mais tarde darei notícias pois agora não tenho fotos à mão e tempo disponível...

domingo, 27 de novembro de 2016

pelos motivos óbvios esta entrada é dedicada às minhas três irmãs...



no cm domingo...



comentário:
faça-se notar que o quinto sobrevivo é uma gatinha da minha falecida mãe e que está a viver o seu vigésimo segundo ano de vida e numa boa, dentro dos seus condicionalismos...

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

a começar o dia... com uma [justa] homenagem ao jeito da minha segunda irmã...!

porquê neste preciso dia?

para aqueles que ainda se lembram hoje era o dia da mãe...

se bem que o desenho que vou apresentar, desenterrado das catacumbas alfarrábicas da casa familiar, não seja dedicado ao dia foi-o para o dia de aniversário da nossa mãe e vai ficar por aqui pois apresenta a família já completa, com animais e tudo...

claro que esta família já está em desagregação pois, sequencialmente, já faleceram o meu quinto irmão, mãe e pai.

datado de 1969, tinha ela catorze anos feitos e um imenso jeito para o desenho.




em nova-lisboa, angola

terça-feira, 13 de outubro de 2015

legislação [geral e educação]... obrigações do tesouro, coopjovem e um acórdão do supremo [a ler com muita atenção]... no dre...!

Diário da República n.º 200/2015, Série I de 2015-10-13 


Presidência do Conselho de Ministros - Secretaria-Geral 

Retifica a Resolução do Conselho de Ministros n.º 86/2015, de 2 de outubro, da Presidência do Conselho de Ministros, que estabelece as condições em que é permitida a emissão de novas Obrigações do Tesouro, com taxa de juro variável, designadas «Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável», nos termos da Resolução do Conselho de Ministros n.º 3/2015, de 12 de janeiro, publicada no Diário da República, n.º 193, 1.ª Série, de 2 de outubro de 2015 

Ministérios da Saúde e da Educação e Ciência 

Cria um consórcio entre o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, E. P. e a Universidade de Coimbra 

Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social 

Cria o Programa COOPJOVEM, programa de apoio ao empreendedorismo cooperativo e revoga a Portaria n.º 432-E/2012, de 31 de dezembro 

Supremo Tribunal de Justiça 

«Estando em causa apenas os interesses dos cônjuges, que não os de terceiros, a omissão no título aquisitivo das menções constantes do art. 1723.º, c) do Código Civil, não impede que o cônjuge, dono exclusivo dos meios utilizados na aquisição de outros bens na constância do casamento no regime supletivo da comunhão de adquiridos, e ainda que não tenha intervindo no documento aquisitivo, prove por qualquer meio, que o bem adquirido o foi apenas com dinheiro ou seus bens próprios; feita essa prova, o bem adquirido é próprio, não integrando a comunhão conjugal»

sábado, 28 de março de 2015

informações [educação]... repondo os atrasos [6]... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 51 – 27/03/2015


Informações Gerais

III Congresso Internacional de Educação Ambiental
Realiza-se entre 8 e 11 de julho o III Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa.

Este evento decorrerá na Torreira - Murtosa e é organizado em parceria pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental, a Fábrica Centro Ciência Viva da Universidade de Aveiro e a Câmara Municipal da Murtosa.

As inscrições, com taxas especiais, decorrem até 31 de março.


Construa com LEGO
O Portal das Crianças propõe uma atividade lúdico-pedagógica para toda a família: construção com peças LEGO.

Esta atividade terá lugar no Loureshopping e as famílias poderão utilizar peças de LEGO nas suas diversas vertentes e apropriadas para todas as idades.

Decorre nos dias 28 e 29 de março, entre as 15h00 e as 20h00, no Piso 1, junto à Ilha Infantil do Shopping, sendo a participação de todos gratuita.


nota: estas informações são uma transcrição directa do boletim, logo respeitam o ao... infelizmente...!

sábado, 25 de agosto de 2012

divulgação [passe o carácter filial da coisa...!]... sobre fernão mendes pinto... de luís crespo de carvalho...!

aqui havia deixado a divulgação da apresentação pública [de mais um] livro do pater in familias [edição do autor]... agora sobre o vagamundo... fica a capa e a primeira página...!


a composição e ilustração [pintura] da capa é da autoria de isabel crespo [claro... minha irmã...!].


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

pintura... de isabel crespo...!

também pretendo divulgar 'talentos'... mesmo que familiares... sem qualquer preconceito...!


 nota - este está na minha casa...!