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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

informações [educação]... a rede de oferta formativa 2014 - 2015... via dgeste...!

Oferta Formativa – 2014-2015

Rede de Cursos de Educação e Formação de Jovens 2014/2015

CURSOS VOCACIONAIS ENSINO BÁSICO- Candidaturas Aprovadas – 2014/2015

CURSOS VOCACIONAIS ENSINO SECUNDÁRIO – Candidaturas Aprovadas – 2014/2015

Rede de Cursos de Ensino Secundário Recorrente 2014/2015

Rede de Cursos de Educação e Formação de Adultos 2014-2015

Rede de Cursos Profissionais – 2014/2015

As turmas constantes do mapa de rede aprovado só são consideradas em definitivo após a respetiva validação na plataforma SIGO

Português Para Falantes de Outras Línguas (PPT)
Oferta formativa de setembro a dezembro de 2014

domingo, 10 de agosto de 2014

coisas de balanços na educação... do paulo guinote...!

"Primeiro de três breves depoimentos para peças do site Educare acerca do ano lectivo que se fina. Não são especialmente inspirados porque isto já não inspira (quase) ninguém e ano após ano vai ficando a incómoda sensação de repetição.

Este ano lectivo foi de completa ausência de rumo na área da Educação, com a cobertura da alegada necessidade de continuar a fazer cortes no sector por imposições orçamentais, que cada vez mais sabemos serem um opção ideológica acima de tudo.

Por falta de rumo eu entendo a sobreposição de medidas absolutamente incoerentes e incongruentes entre si.

Vou exemplificar com dois casos:

- Ao mesmo tempo que se afirma a questão da autonomia da escolas e agrupamentos, aumentando imenso o número de contratos nesse sentido, reforçam-se medidas de carácter centralista (continuam a definir-se centralmente normativos de aplicação nacional ou cronogramas da expansão de medidas como a expansão do ensino vocacional e metas de aprendizagem nacionais) ou de controle externo do funcionamento das escolas (caso das propostas de municipalização, em que competências específicas das escolas são deslocadas para o poder local).

- Outro aspecto é o da retórica em torno da liberdade de escolha que se propaga ao mesmo tempo que se limitam as suas possibilidades, seja através do encerramento de escolas de proximidade, seja através da aglomeração de projectos outrora distintos na amálgama dos mega-agrupamentos, em que a despersonalização e uniformização se sobrepõem a qualquer hipótese de diversificação das propostas educativas e pedagógicas.

Em conjunto com a ausência de rumo claro em matérias muito importantes, existe ainda uma teimosia imensa em não assumir erros ou falhas na implementação de projectos que poderiam ser muito interessantes, como a certificação externa das aprendizagens na disciplina de Inglês, que se transformou numa espécie de negociata entre o IAVE e entidades externas, feita à custa do trabalho dos professores do sistema público de ensino e exigindo pagamento aos alunos. As falhas na aplicação e classificação dos testes são indesculpáveis, assim como as sucessivas declarações públicas do responsável principal pelo IAVE, sempre pronto para culpar os professores pelas suas erradas previsões, culminando tudo numa enorme confusão – que parece ter passado despercebida – acerca do número de alunos que terá pedido e pago o certificado do teste em causa.

Não queria deixar de sublinhar que o ministro Crato parece ter desertado do sector, excepto para aparecer a falar da PACC, prova espúria, aplicada a professores desempregados, com critérios de elaboração que desconhecemos, feita por gente sem rosto e classificada por outra gente que parece envergonhada de o fazer.

Essa deserção é especialmente notória no caso do projecto em curso de uma pretendida municipalização da Educação, que se sabe ser muito desejado pelo ministro Poiares Maduro, estrangeirado e cosmopolita, que deve ter achado que experiências de sucesso lá fora em zonas privilegiadas de cidades universitárias europeias e americanas e as quer ver replicadas em Portugal, mas sem apresentar estudos convincentes das suas vantagens para além da enunciação de princípios. A incompatibilidade destes projectos municipalizadores com a expansão dos contratos de autonomia é evidente, mas parece que a solução é do agrado de muita gente, a nível central (porque se desorçamentam encargos) e local (porque se expandem as hipóteses de caciquismo e nepotismo em tempos de vacas magras), sendo lançado anátemas diversas aos que ousam contrariar tal opção, preferindo-se a adjectivação do oponente à demonstração da razão própria.

Em suma, o MEC existe para o que é acessório ou instrumental e desaparece em relação às questões que podem ser mais estruturantes a médio prazo para o sector.
A implosão parece ter acontecido mesmo no centro nevrálgico do MEC e não nas suas alegadas obesidades estruturais."
 
n'a educação do meu umbigo [onde irá ter uma continuação]... aqui.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

ano lectivo a iniciar... algumas sugestões [para pensar] aos professores [e agir contra o stress...!]... via the guardian teacher network...!

 "

• Don't try to be perfect. Nobody is, and all you can do is fail. Allow yourself to fail and learn. It's called being human. "Failure is simply the opportunity to begin again, this time more intelligently." (Henry Ford)

• Get out of your black and white thinking: this is where everything is either good or bad, including the students. Allow for shades of different colour in your teaching and in your life.

• Don't define your existence by calling yourself a teacher: make sure there are plenty of other things you enjoy.

• When things get on top of you, reframe your thinking. There might be a student who disrupts your year 9 class, but how many good kids in the room make up for that?

• The only way to solve a problem is to solve it. Teachers are good at knowing what to do when something is not right, but often not very good at doing it. Talk to a colleague about things more often than eating comfort food at break. Although, the odd cream cake can work wonders.

• Don't be a yes man/woman. If a colleague is constantly telling you how stressful the job is, you don't always have to agree. Challenging negative communication can be good for both sides.

• Keep your to-do list up to date, and do it. It's one of the biggest stress relievers.

• Stop telling everyone how busy you are - it becomes self-fulfilling.

• Seek advice from teachers you trust.

• Talk to students in corridors, especially the ones you don't get on with in class. It really affects and improves your relationships, and therefore the teaching and learning in your lessons.

• Keep smiling. When you've retired you'll miss the hurly-burly, and talk about your school like it's an old friend. Enjoy.

"

domingo, 1 de julho de 2012

opinião... questões de parábolas... sobre o despacho de organização do ano lectivo... de josé matias alves...!

"O célebre efeito Mateus (desenvolvido pelas teorias económicas) retoma a célebre parábola bíblica do senhor que chamou os seus servos, dando a um 5 talentos, a outro 2 e ao terceiro 1 talento e recomendando que os fizessem frutificar.

O que recebeu 5 trabalhou e conseguiu outros 5. O que recebeu 2 agiu do mesmo modo e conseguiu 4. O que recebeu 1, com medo que o roubassem, foi escondê-lo debaixo da terra.

O senhor regressou, chamou os servos e pediu-lhes contas pelos talentos dados. O que tinha recebido 5 apresentou 10; o que tinha recebido 2 apresentou 4; o que recebera 1 apresentou-o e devolveu-o.

E então o senhor louvou os que tinham duplicado os talentos. E pegou no talento que tinha estado enterrado e ordenou:
– Tirai-lhe o talento e dai-o ao que tem dez. Porque, a todo aquele que tem, será dado mais, e terá em abundância. Mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. (Mateus, 25, 28-29)
 
A parábola do senhor que entregou cinco, dois e um talento a cada um dos seus empregados pode servir de ilustração a vários dispositivos que foram recentemente instituídos pelo Ministério da Educação pela via do Diário da República (Despacho-Normativo 13-A.2012) no âmbito da concessão do crédito de horas às escolas e segundo uma fórmula de cálculo assim enunciada:

Finalidade
O crédito de tempos tem por finalidade permitir às escolas e agrupamentos adequar a implementação do projeto educativo à sua realidade local, com autonomia pedagógica e organizativa. [de notar que esta finalidade é depois negada pela fórmula.]

Artigo 11.º
Fórmula de cálculo
1 — Em cada ano letivo, o crédito de tempos (CT) é calculado de acordo com a seguinte fórmula CT = K × CAP + EFI + T, em que:
K é um fator inerente às características da escola ou agrupamento;
CAP corresponde a um indicador da capacidade de gestão dos recursos;
EFI corresponde a um indicador da eficácia educativa;
T é um parâmetro resultante do número de turmas da escola ou agrupamento.

(…)
O indicador da eficácia educativa (EFI) resulta da avaliação sumativa interna e externa. O seu valor será apurado durante o mês de agosto pelo MISI, após o envio dos dados de alunos relativos ao final do ano letivo, ficando disponível para consulta na área reservada à escola ou agrupamento, e corresponde ao máximo resultante da aplicação das condições constantes das 3 tabelas seguintes.

Ora este indicador de eficácia é, em larga medida cego. Ignora o valor acrescentado da escola, ignora o valor esperado, pratica a mais cruel das injustiças. Isto é: se a média dos resultados da avaliação externa for positiva, as escolas recebem mais 30, 20 ou 10 horas; se for negativa, recebem zero. Se a diferença entre a avaliação sumativa interna e externa for superior a 20 pontos, a escola recebe zero horas; se for inferior recebe mais 20 ou 10; se a média de resultados da escola for significativamente superior à média nacional, as escolas recebem entre mais 30 e 10 horas de crédito. Se for inferior, recebe zero.

Esta pretensa meritocracia está longe de seguir um política social-democrata e vai cavar ainda mais o fosso entre os que têm e os que não têm, agravando as assimetrias e alargando a desigualdade de oportunidades educativas.
É urgente uma política fundada no princípio da justiça e da equidade. Uma política que alie o "prémio" à garantia de um mínimo de subsistência organizacional. Uma política que dê mais (e exija mais) a quem tem menos.
Porque só assim será política e deixará de ser um mero supermercado."
 
José Matias Alves é investigador, doutor em Educação e professor convidado da Universidade Católica Portuguesa.