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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

a censura está no ar e cheira a podridão intelectual dos mancomunados... salvé, paulo guinote!

comentário -

esta é uma primeira experiência em que vou verificar se, de facto, as ligações d'o meu quintal' vão ser consideradas spam sendo estas publicadas por outra via...

entretanto já publicitei o artigo completo do paulo guinote em vários sítios, nomeadamente aqui no blogue.




agora vou deixar algumas das ligações, tentando seguir uma certa cronologia das publicações editadas:








para já fico-me por aqui e aguardemos o resultado...


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

como sempre no fb os inquisidores avançam... um artigo do paulo guinote, vejam lá bem...!... salvé, paulo guinote...





"O conflito entre os enfermeiros e o Governo assumiu uma faceta inédita nos últimos 40 anos. Com raras excepções, a conflitualidade laboral em Portugal foi enquadrada numa lógica herdada do marxismo, mais ou menos leninista, mas sempre com uma dose suficiente de boas maneiras e pragmatismo, mesmo quando o tom das declarações públicas parecia muito exaltado. No fundo, o esquema dicotómico com os mesmos actores e o mesmo tipo de acções dominou sempre a acção sindical, com os sindicatos a enquadrarem com punho firme qualquer tentativa de escapar à coreografia habitual, colaborando nesse aspecto com o poder político, independentemente das inclinações políticas. Mais ou menos “radical”, o nosso sindicalismo manteve-se convencional e conservador. Mesmo quando se afirma de linhagem revolucionária, tem horror a tudo o que perturbe a ordem estabelecida.

O que a contestação dos professores não conseguiu levar adiante, para além de uma ou outra iniciativa mais heterodoxa, está a acontecer com os enfermeiros que, goste-se ou não, estão a levar a sua luta a fundo, ignorando os acordos de cavalheiros de bastidores que sempre acabaram por resolver outras disputas no passado. A exploração até aos limites da via jurídica é apenas um exemplo. Assim como a forma de se financiar uma greve recorreu aos novos mecanismos disponíveis no século XXI, não me parecendo “ilegal” que qualquer cidadão se disponha a apoiar uma causa que considere justa.
Contra isso, mobilizou-se a apatia de uns e a militância de outros. A “Direita” perdeu a capacidade de apelar a qualquer espírito de “maria da fonte”, a menos que estejam em causa subsídios públicos a interesses privados, e a “Esquerda” revelou até que ponto define a sua aprovação política e moral das lutas laborais à conformidade com o seu guião.
É lastimável que o conflito tenha derrapado para uma campanha de maledicência pura e dura, como a que tem sido dirigida aos professores. É embaraçoso ler acusações sem qualquer prova concreta a suportá-las (seja de “mortes” por causa das greves, seja de tenebrosas fontes de “financiamento”, como se tivesse a mínima moralidade nesse aspecto quem não quer que se conheça quem financia as suas festas), ataques a uma classe a partir de um “rosto” seleccionado para a demonizar ou estratégias de instrumentalização do aparelho de Estado (até a ASAE) para combater uma classe profissional só porque não alinha em passeatas e cantorias à porta dos ministérios. Não percebo se acham que os enfermeiros são uma cambada de idiotas instrumentalizados por ocultos interesse na sombra, se o acesso à profissão é apenas permitido a quem seja de “extrema-direita”.

Não são os enfermeiros que estão a degradar o SNS, como não foram os professores a degradar uma Escola Pública que, de excesso de oferta, passou a não ter professores disponíveis, em virtude da campanha desenvolvida para amesquinhar a profissão nos últimos 15 anos.

No meio disto, o Presidente da República tomou partido, afirmando algo sem sentido, ou seja, que as greves só podem ser financiadas por fundos dos sindicatos que as convocam e que não poderão ser apoiadas externamente, o que significa que a “sociedade civil” não pode manifestar o seu apoio a uma dada causa. Ora... em tantos anos de conflito, tirando o aluguer de autocarros e distribuição de panfletos e bandeirinhas em manifestações, nunca assisti a qualquer greve de professores que tenha tido qualquer apoio financeiro dos respectivos sindicatos. Os “fundos de greve” são dinamizados localmente, com sindicalizados ou não a contribuir por igual para uma repartição equitativa, sem olhar a quotas pagas.

Sim, o “sistema” não vai ter quaisquer contemplações com os enfermeiros e a campanha irá tornar-se mais negra e suja porque se percebe que, depois dos professores, é a vez de os enfermeiros serem domesticados. Com aqueles, a colaboração dos sindicatos tem sido preciosa, bastando ver como não é dado apoio a qualquer iniciativa independente para recuperar o tempo de serviço no Parlamento, centro da democracia representativa; com estes, o confronto entrou num nível novo, com as máquinas comunicacionais do Governo e dos parceiros da “geringonça” unidas numa mesma luta para que os enfermeiros “percam o apoio da opinião pública”.

Entre nós, as fake news passam por aí, por notícias e boatos colocados a circular a partir de fontes oficiais que se escondem no anonimato, enquanto articulistas de referência apresentam como “opinião” o que não passa de outra coisa. Para que tudo continue com dantes."


in público online...

terça-feira, 28 de novembro de 2017

nas aulas do 'professor' (?) fracote...

"NAS AULAS DO PROFESSOR FRACOTE
Sofro de doença mental. Aqui há cerca de um ano adoeci. Consultei um psiquiatra de renome e em quem confiava. Este retirou-me quase toda a medicação. Piorei e fui internado na psiquiatria dos CHUC (cerca de um mês). Aquando do internamento estava muito descompensado.
Só hoje à distância de um ano e já totalmente estável, é que vejo o “sem sentido” da minha verborreia.
O Professor Fracote convidou-me para ir às suas aulas falar do que se passava comigo. Eu prontamente (e cegamente) aceitei e até dizia: “vocês querem-me ouvir e eu quero falar - por isso juntamos o útil ao agradável”.
Lembro-me perfeitamente, entrei nas aulas do Professor, completamente fora de mim: gritava, falava de tudo e mais alguma coisa e principalmente da minha vida íntima e sexual. A sala estava cheia de estudantes de medicina: uns riam, outros “choravam” e a maior parte ficava atónita. Eu “sentia-me” importante quando na verdade fiz figura de estúpido!
Sei que o CHUC é um hospital universitário e por isso os doentes servem de cobaias humanas a bem da humanidade. Não sei se é ilegal esta exploração psicológica, sei que no mínimo, é imoral. Durou um ano a minha reabilitação total. Só hoje me sinto lúcido e me apercebo que fui enxovalhado pelo Professor Fracote e os seus pupilos. Sim, voltei com a palavra atrás, porque só agora recuperei e consigo refletir sobre o que me aconteceu e como estava perturbado.
Os doentes mentais não têm direitos. Não são tratados com dignidade. São fantoches nas mãos de alguns psiquiatras que “brincam” com as suas doenças e condições psicológicas.
Há uma grande falta de humanidade por parte de alguns profissionais que apenas querem progredir na carreira à custa dos “maluquinhos”.
(Fracote é uma alcunha fictícia).
in Diário As Beiras 27-11-2017
José A. Crespo de Carvalho
"



nota: quem escreve é meu primo em segundo grau e deixo a transcrição do comentário que deixei no fb -

'eu vou 'roubar' a prosa e fico estupefacto com a situação pois bem sei, por experiência própria, que a coisa pode descambar em benefício interesseiro de terceiros... as palavras impressas são testemunho que jamais se perderá e nem todos têm a tua coragem para falar e lidar com os problemas do foro psiquiátrico... estou contigo...!'

quarta-feira, 12 de março de 2014

fiquei na dúvida... não sei se esta [carta] ajuda a 'clarificar' a situação (?)... 'carta a uma geração errada' de josé gomes ferreira... na sic notícias...!

"Caros João Cravinho, Manuela Ferreira Leite, Bagão Félix, Ferro Rodrigues, Sevinate Pinto, Vitor Martins e demais subscritores do manifesto pela reestruturação da divida publica: Que tal deixarem para a geração seguinte a tarefa de resolver os problemas gravíssimos que vocês lhes deixaram? É que as vossas propostas já não resolvem, só agravam os problemas. Que tal darem lugar aos mais novos?

Vi, ouvi, li, e não queria acreditar. 70 das mais importantes personalidades do país, parte substancial da nossa elite, veio propor que se diga aos credores internacionais o seguinte:

– Desculpem lá qualquer coisinha mas nós não conseguimos pagar tudo o que vos devemos, não conseguimos sequer cumprir as condições que nós próprios assinámos, tanto em juros como em prazos de amortizações!

Permitam-me uma pergunta simples e direta: Vocês pensaram bem no momento e nas consequências da vossa proposta, feita a menos de dois meses do anúncio do modo de saída do programa de assistência internacional?

Imaginaram que, se os investidores internacionais levarem mesmo a sério a vossa proposta, poderão começar a duvidar da capacidade e da vontade de Portugal em honrar os seus compromissos e poderão voltar a exigir já nos próximos dias um prémio de risco muito mais elevado pela compra de nova dívida e pela posse das obrigações que já detêm?

Conseguem perceber que, na hipótese absurda de o Governo pedir agora uma reestruturação da nossa dívida, os juros no mercado secundário iriam aumentar imediatamente e deitar a perder mais de três anos de austeridade necessária e incontornável para recuperar a confiança dos investidores, obrigando, isso sim, a um novo programa de resgate e ainda a mais austeridade, precisamente aquilo que vocês dizem querer evitar?

Conseguem perceber que, mesmo na hipótese absurda de os credores oficiais internacionais FMI, BCE e Comissão Europeia aceitarem a proposta, só o fariam contra a aceitação de uma ainda mais dura condicionalidade, ainda mais austeridade?

Conseguem perceber que os credores externos, nomeadamente os alemães, iriam imediatamente responder – Porque é que não começam por vocês próprios?
"
para ler o resto da missiva... siga a ligação abaixo...



SIC Notícias - José Gomes Ferreira

quinta-feira, 10 de outubro de 2013