Mostrar mensagens com a etiqueta eficiência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta eficiência. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

coisas da educação... agora é 'de cavalo para burro'...?


de catarina fernandes martins... no observador...

"Num ranking de eficiência educativa divulgado no início de setembro pela consultora GEMS Education Solutions, que analisou dados sobre despesa em educação nos últimos 15 anos, Portugal aparece em 24º lugar num total de 30 países e é considerado um país “mais eficaz do que eficiente”.

Este “índice de eficiência” analisou o impacto dos gastos em Educação nos resultados obtidos pelos países nos testes PISA, que avaliam a performance matemática, científica e as competências de leitura de estudantes de 15 anos. O objetivo foi perceber quais são as componentes do sistema educativo que têm um impacto mais significativo no desempenho dos alunos, representando, desta forma, um melhor investimento para os governos.


tabela_ranking


Utilizando a posição no PISA para medir a performance dos alunos, as conclusões parecem, à primeira vista, não surpreender. Países como a Finlândia e a Coreia do Sul que, ano após ano, surgem nos primeiros lugares do ranking, aparecem aqui como os mais eficientes. O Brasil e a Indonésia, que surgem normalmente mal colocados nos testes, mostram-se pouco eficientes.

Mas o objetivo deste ranking de eficiência era fazer uma comparação entre a posição dos países no PISA e os recursos disponíveis nesses países para a Educação. Assim, e tendo em consideração os salários dos professores e o rácio de alunos por professor (indicadores que, de acordo com a consultora responsável pelo estudo, são os únicos com um impacto material nos resultados no PISA), países como a República Checa e a Hungria aparecem no topo da tabela da eficiência. Surgem mesmo à frente de países como a Suíça ou a Alemanha, onde os salários pagos aos professores são mais elevados.

De uma forma geral, os países mediterrânicos são pouco eficientes, com a Itália, a Espanha, a Grécia e Portugal a surgirem em lugares próximos no ranking. Entre aqueles que mais gastam em Educação, os Estados Unidos surgem em primeiro lugar, canalizando cerca de cinco vezes mais recursos para o setor do que qualquer outro país analisado. No entanto, isto não se traduz numa maior eficiência, de acordo com o ranking da GEMS, onde os EUA surgem em 19º lugar.


gastos_educacao


O estudo concluiu que, nos últimos 15 anos, o sistema educativo finlandês foi consecutivamente o mais eficiente, acabando por ser considerado o padrão a partir do qual se devia definir a eficiência máxima. Imediatamente a seguir está a Coreia do Sul que, de acordo com o relatório, apresenta dados semelhantes à Finlândia. Ambos os países estão no topo da lista nos testes PISA, pagam salários moderados aos seus professores e apresentam rácios de professor por aluno relativamente elevados.

Partindo do exemplo finlandês, a GEMS acredita que todos os países poderiam melhorar o seu sistema educativo, aumentando ou diminuindo os salários dos professores, ou alterando o rácio de alunos por professor. Para Portugal, a consultora sugere uma redução salarial de 10,8% no salário médio anual dos docentes portugueses (que ronda os 26,713 euros e que poderia, de acordo com as sugestões do estudo, baixar para 23,817 euros), ou um aumento do número de alunos por turma, modificando o rácio de alunos por professor de 7,6 para 10,6. De acordo com as características do país, a solução ideal para Portugal seria esta última, preferível em termos de eficiência, à redução salarial dos docentes. Apesar de estes números terem sido apresentados em 2014, os últimos dados foram recolhidos em 2011. Um relatório divulgado pela OCDE no dia 9 de setembro revelou que em Portugal já há um professor para cada 10 alunos, um valor que se aproxima significativamente da sugestão feita pelo estudo da GEMS.

caso_portugal02


A última secção do estudo sobre eficiência educativa debruça-se sobre a oposição entre qualidade e eficiência, tentando encontrar a resposta para a seguinte pergunta: “Deviam os sistemas lutar pela eficiência, pela qualidade, ou pelos dois?”. A resposta não é óbvia e varia de país para país, dependendo dos contextos específicos. Neste sentido, o estudo coloca Portugal no grupo de países que são mais eficazes do que eficientes e que acabam por ter gastos excessivos com a Educação, seja porque dão prioridade aos resultados em detrimento dos custos, ou porque as vantagens desses sistemas podem não ser detetadas nos testes PISA. Para além de Portugal, países como a Áustria, a Bélgica, a Dinamarca, a Alemanha, a Irlanda, a Itália, a Holanda, a Espanha e a Suíça fazem parte deste grupo."


aqui.

sábado, 13 de setembro de 2014

coisas da educação... 'Higher teacher pay and smaller classes are not the best education policies' [economia e políticas públicas?]... via the economist...!

"New school values
 

Higher teacher pay and smaller classes are not the best education policies 
Sep 13th 2014 | From the print edition





EDUCATION is flush with data comparisons, from the Programme for International Student Assessment (PISA) run by the OECD, a mainly rich-world think-tank, which ranks 15-year-olds in core subjects every three years, to TIMSS and PIRLS, tests of younger pupils’ mathematics, science and reading levels administered by national research institutions. But such pecking orders cannot tell governments how much they should spend on education, or what the money should go on.

Two new pieces of research shine light on these questions. An “efficiency index”, published on September 5th and constructed by academics working with GEMS Education Solutions, a consultancy, analyses the impact of spending on outcomes in 30 rich and developing countries. The OECD’s annual Education at a Glance, published on September 9th, looks more broadly at school financing and structures, and how these affect results and progress to university and work. Both offer lessons for governments around the world.

As far as star pupils and stragglers are concerned, the efficiency index resembles other rankings. Finland and South Korea shine (two of PISA’s other high performers, China and Singapore, were omitted because some data were unavailable). Brazil and Indonesia, which do poorly in PISA, are both very inefficient, too.

But what the rest of the pack get for their outlay varies widely (see table). Taking into account teachers’ pay, class sizes and pupils’ PISA scores, the former Soviet-bloc countries, notably the Czech Republic and Hungary, are highly efficient. The Mediterranean countries—Greece, Portugal and Spain—are strikingly not. America’s pricey schools system disappoints in both efficiency and outcomes. Elsewhere in the prosperous Anglosphere, Australia and New Zealand do better in both.

The link between results and teachers’ pay is surprisingly weak. An experienced Finnish teacher earns on average $42,800. But Switzerland pays teachers at the same point in their careers $68,000, and though it gets creditable maths results, coming ninth out of 65 in the most recent PISA assessment in 2012, it does much less well in reading and science. The figure in Germany is $54,000 a year. Its results have improved recently, but at a cost that leaves it a lowly 25th in the efficiency ranking.

Education spending depends not only on what teachers earn, but on how many of them there are—and in many places that number is rising, as rich countries cut class sizes in the hope that children will learn more. Parents, convinced that their children will do better with fewer classmates, are keen on the policy, too. But again, the data provide little support.

Both Korea and Finland have high pupil-teacher ratios (third- and fifth-highest of the 30 countries GEMS studied, respectively). France and Norway, with few pupils per teacher even by rich-world standards, trail in performance rankings, coming 25th and 30th in PISA 2012. Portugal, one of Europe’s laggards, has just half as many pupils per teacher as Finland (partly because the number of teachers did not drop as birth rates fell). Only when classes become truly unwieldy do outcomes seem to suffer: along with Brazil, the other country with a higher pupil-teacher ratio than Korea is Chile, which also has poor results.

Adam Still of GEMS thinks that many of the highest spenders have probably passed “peak efficiency”—the point at which more money brings diminishing returns. Andreas Schleicher, the data-gatherer who oversees PISA, reckons that differences in spending explain less than a fifth of the variation in countries’ outcomes. Such conclusions run counter to the claims of teaching unions, which generally argue that smaller classes and higher pay are essential if outcomes are to improve.
“Quality of teachers has a clearer impact than class size,” says Mr Schleicher. A rich country may decide to pay teachers well in order to get the best graduates into schools or to underscore its esteem for the profession. Giving teachers plenty of support as they enter the classroom, and continuing their training throughout their careers, will be more effective than increasing their numbers—and cheaper.""
já agora deixo a ligação para o estudo... aqui.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

leitura [educação]... the efficiency index...