Mostrar mensagens com a etiqueta fle. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta fle. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

opinião... [nada mais do que uma boa pergunta... incómoda para alguém...?]... onde andam as contas?... de francisco vieira sousa [fle]... no cm...!

"Há dois anos, as famílias com filhos a frequentar uma escola com contrato de associação – escolas privadas que integram a rede pública, ou seja, gratuitas e com regras de acesso idênticas às escolas estatais, contra um pagamento do Estado pelo serviço que prestam – mobilizaram-se contra o governo de então, perante a possibilidade de verem estas escolas perder o financiamento estatal.

Pese embora a reduzida dimensão desta realidade – 93 em todo o País – a polémica foi intensa. De um lado, o governo argumentava com a necessidade de poupança, do outro as escolas afirmavam poupar dinheiro ao Estado, pois o seu custo por aluno era bem menor do que o de um aluno numa escola estatal. O compromisso a que se chegou inclui um pedido da Assembleia da República ao Tribunal de Contas para que aferisse o custo médio por aluno no ensino estatal. Depois disso, o actual Ministro da Educação nomeou uma comissão com igual propósito. As contas devem ser difíceis de fazer, pois o resultado continua no segredo dos deuses. Porque será?"

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

opinião... da educação... e do calendário escolar [a agenda do 'privado' para as políticas públicas da educação...!]... de francisco vieira sousa... no cm...!

"Num país como Portugal, que apresenta das maiores taxas de população feminina activa, as férias de Verão são um quebra-cabeças: como conjugar 4 semanas de férias dos pais, com 13 semanas de férias dos filhos?

Além da conciliação da vida familiar com a vida profissional, levanta-se ainda a questão pedagógica, devido a uma pausa de Verão tão longa, e a dúvida sobre a duração do ano lectivo: perante queixas repetidas sobre a extensão dos programas, não seria de cortar nas férias?

De facto, passando os olhos pela brochura da Eurydice (base de dados sobre educação e ensino da responsabilidade da Comissão Europeia) sobre o calendário escolar 2012-2013 nos diferentes países da UE (Portugal, estranhamente, não consta), verifica-se que nos encontramos no grupo de países com as férias de Verão mais longas e com o ano lectivo mais curto (34 a 35 semanas).

De resto, temos um dos calendários escolares mais desequilibrados, com férias da Páscoa muito longas, a separar dois períodos lectivos demasiado curtos (10 semanas cada)."


comentário de um anónimo:

"Os alunos, bem vistas as coisas, nem deviam ter férias. Já temos das maiores cargas horárias e mais dias de aulas por ano do mundo, mas há que carregar mais nas crianças! Ah, valente!"

quarta-feira, 11 de julho de 2012

da educação... pergunta inocente [...?]... os homens são burros?... por francisco vieira sousa... no cm...!

"Há mais meninos que meninas a frequentar o ensino básico: 52% contra 48%.  

No secundário, o caso muda de figura, ou se preferirmos, de sexo: em cada 100 alunos, 55 são raparigas, ou seja, uma fatia generosa de rapazes perdeu-se para o abandono e insucesso escolares.

No ensino secundário, a razia masculina adensa-se e apenas 43 em cada 100 transições/conclusões são de rapazes, contra 57 de raparigas. O último acto da saga de insucesso masculino ocorre no ensino superior: no conjunto dos últimos 15 anos, apenas 36 em cada 100 diplomados, pouco mais que um terço, eram do sexo masculino.

Será que os homens deste país estão a embrutecer? David Chadwell, especialista em educação diferenciada por sexo, acha que não. Segundo este professor, em Portugal a convite dos Colégios Fomento, rapazes e raparigas aprendem de forma diferente e, em geral, os sistemas de ensino modernos favorecemo modo de aprendizagem feminino. Num sistema de ensino onde abundam os paladinos da igualdade, será que o tema não merece um pouco de atenção?"

sexta-feira, 6 de abril de 2012

autonomia das escolas... a opinião da fle...!

"Portugal aparece com autonomia negativa em todos os parâmetros, embora, no que toca à sua liderança, os directores indiquem uma crescente autonomia nas suas escolas;
Dentro dos países da OCDE Portugal faz parte do universo de escolas com maior centralismo, tendo as escolas Portuguesas ainda menos autonomia que as do México e a Turquia, em alguns parâmetros. Só a Grécia tem um sistema de ensino ainda mais centralizador que o Português, porque os seus directores são da opinião que têm um pior desempenho em liderança do que o que responderam os directores das escolas Portuguesas.
 
Para que possamos visualizar o que nos separa dos sistemas com autonomia, elaboramos este gráfico como exemplo, com a comparação entre Portugal, a média da OCDE e o Reino Unido.

Infelizmente, este centralismo educativo não é novidade e as suas consequências impõem a medição do seu impacto real na qualidade e equidade educativa em Portugal. Bastam alguns números para recordarmos como este paradigma dirigista tem produzido trágicos resultados em termos de qualidade e equidade: 35% dos alunos do ensino básico chumba pelo menos uma vez e temos a maior taxa de abandono escolar da OCDE (27%), logo seguidos pelo México e pela Turquia, curiosamente, os mesmos países que nos acompanham neste estudo de autonomia das escolas.
.
Se há escolas preparadas para os desafios de liderança do século XXI, porque não começar por abrir caminho àquelas escolas, sejam do Estado ou não, que o pretendem e que estão prontas para com responsabilidade e autonomia prestarem um serviço público de melhor qualidade? Continuaremos a insistir no argumento de que as escolas não estão preparadas?
E, já agora, qual o impacto esperado com o novo modelo para autonomia e gestão das escolas estatais e com a revisão curricular, quais as metas de autonomia, ou seja, em que posição estaremos no gráfico no próximo relatório da OCDE e como se reflectirá na qualidade e equidade educativa? 

Valeu a Pena Ler relembrar de que o modelo de autonomia das escolas tem repercussões na qualidade e equidade educativa?"

daqui

pode consultar o relatório [que já tinha publicado] da oecd... aqui.