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segunda-feira, 16 de maio de 2016
segunda-feira, 9 de maio de 2016
quinta-feira, 24 de março de 2016
a actualidade do dia-a-dia, numa visão pessoal do jornalista...!
| Bom dia, este é o seu Expresso Curto |
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| 24 de Março de 2016 | ||
Europa atrapalha e Obama já não dança em Bruxelas
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Passaram 48 horas desde os atos terroristas de Bruxelas mas podiam ter passado 15 anos, como passaram, desde o 11 de Setembro.
Esta é uma realidade insuportável e que continua a ser inaceitável. Mas dois dias depois das explosões que abalaram a Bélgica, a poeira começa a assentar e começa a ser possível compreender uma ínfima parte das coisas.
A história dá sempre uma ajuda. E, provavelmente, a primeira lição a retirar é que “isto” não é assim tão novo. No Quartz foi publicado um gráfico que mostra que entre os anos 1970 e 1990, o terrorismo teve consequências bastante mais nefastas na Europa Ocidental do que os ataques produzidos pela Jihad islâmica nos últimos anos.
Se bem se lembram, esses foram os anos do IRA, da ETA e das Brigadas Vermelhas. Só em 1979 tiveram lugar mais de mil ataques terroristas na Europa Ocidental.
Em 1988, a queda do avião Lockerbie, na Escócia, levou a que a estatística do número de mortos nesse ano subisse até aos 440. Incomparável com o que sucedeu nos últimos dez anos. Nesse caso, o atentado foi atribuído à Líbia de Khadafi.
Porém é notório que entre 1970 e 1994, o número de atentados e o registo de vítimas mortais é bastante superior aos que resultaram dos ataques em Madrid, Londres, Paris e Bruxelas.
Daí há a retirar pelo menos duas conclusões: os jiadistas mataram menos do que os grupos terroristas radicais europeus e o conflito global destes dias é sobremaneira agudizado pelo contexto mediático, onde se incluem a cobertura noticiosa dos órgãos de comunicação social e, claro, as redes sociais.
Não parecem por isso fazer tanto sentido as análises como a que se encontra na capa do “Público” mas frequentes noutras publicações (como na “Economist” ou no “New York Times”) onde é colocada a interrogação “e se o terrorismo passar a integrar o nosso quotidiano?”. Na verdade, ele já integrou, há não muito tempo.
Outra conclusão que se retira do número de atentado e mortos provocados pelos atentados terrorista na Europa durante os anos 1970 e 1980, é a de ser possível exterminar o terrorismo. Os principais responsáveis por esses atos estão hoje praticamente inativos.
Mas não é esse o caminho se está hoje a tomar, quando aumenta o número de atentados na Europa e a sua frequência. Levando em conta a imprensa britânica hoje publicada, torna-se claro que sucederam falhas graves nos sistemas de segurança.
O “Times” é por ventura o jornal mais violento a sublinhar esses erros que podem ter sido fatais. A Turquia terá extraditado para a Holanda um dos operacionais de Bruxelas, Ibrahim el-Bakraoui, que se suicidou no aeroporto.
Uma notícia que parte de declarações do presidente da Turquia, Erdogan, que reclama ter notificado as autoridades europeias da perigosidade deste guerrilheiro do Daesh quando expulso do seu país.
A indignação que percorre a imprensa inglesa estende-se ao “El País” e ao presidente da Comissão Europeia. Na manchete do diário de Madrid pode ler-se “Juncker culpa os Governos da passividade ante o terrorismo”.
Em conferência de imprensa, Juncker sublinhou a tese de que as medidas que haviam sido previamente acertadas pelos membros da União Europeia não foram, na realidade, adotadas: “se todos os governos tivessem seguido as propostas da Comissão, não teríamos chegado a estes momentos trágicos”, disse.
Mais claras não podiam ser as lágrimas amargas de Federica Mogherini, alta representante para a Política Externa da EU, que, na sequência dos atentados e numa ocasião pública na Jordânia, não teve outra resposta senão o pranto perante o que havia sucedido. Uma demonstração de impotência ímpar.
Não surpreende então que o inexistente sistema de defesa europeu volte a ser colocado na mesa.
Em França, o “Le Figaro” pegunta se “a Europa pode defender-se?”. E aponta um número assinalável de lacunas: ausência de tratamento dos dados de passageiros aéreos, falta de conexão entre os serviços de informação de Schengen e os registos criminais, irrelevância do Frontex, falta de controlo de documentação falsa são apenas o início do rol.
Será por isso que os ministros da Justiça da União Europeia reúnem hoje mesmo, de urgência, em Bruxelas, para alinhar medidas e discutir a resposta que deve ser dada?
Depois de Madrid, Londres, Paris e Bruxelas, parece inevitável que outros ataques se sigam num futuro mais ou menos próximo. Roma, Berlim, Amesterdão ou mesmo Lisboa poderiam ser alvos fáceis ou simbólicos.
Porém, vale a pena deter a atenção noutro gráfico, desta vez publicado pela CNN, que demonstra que os dois atentados de Paris e o de Bruxelas, reivindicados pelo Daesh, podem ser bem diversos dos de Madrid e Londres, reivindicados pela Al Qaeda.
Por uma simples razão, Bélgica e França lideram incontestavelmente o número de jiadistas que habitam o seu território. Em França moram perto de 1200 operacionais do Daesh, muito à frente da Alemanha e Reino Unido com cerca de 500.
Mas em número relativo, quem vai à frente é a Bélgica com cerca de 1400 jiadistas por cada milhão de habitantes, seguindo-se a Dinamarca, França e Áustria. As diferenças para o resto da Europa são notórias.
Contextos muito diferentes. Mas ainda há mais casos a mudarem de figura. Aquele que anteriormente era conhecido como o “grande polícia do mundo” parece por estes dias desinteressar-se da Europa.
No início da semana, Barack Obama espalhou o seu charme em Havana e ontem dançou o tango em Buenos Aires. Veja aqui a (não tão) brilhante performance do Presidente dos Estados Unidos da América.
Primeiro hesitou, depois avançou pela América do Sul, onde a esquerda folclórica já teve melhores dias, determinado a conquistar o objetivo. A NATO: que é feito dela?
O Expresso está em Bruxelas. Hugo Franco e João Santos Duarte reportam desde terça-feira o que encontram em bairros como Molenbeek e Forest, que nunca sonhávamos ter de vir a conhecer. E reportam muito bem.
Foram tomar uma bica ao café que Salah Abdeslam, o jiadista preso há menos de uma semana e que esteve envolvido nos atentados de Paris, costumava frequentar. Pois bem: o estabelecimento é propriedade de portugueses que asseguram que Salah era bom moço e gente pacata.
“Nunca deu problemas” e gostava de jogar ao bingo. Como está próximo o homem que, tudo indica, espoletou os ataques em Bruxelas. A esse propósito vale bem a pena ler a coluna de Henrique Monteiro no Expresso Diário de ontem: “eles são humanos e praticam o mal”.
Eu diria que estranhamente compaginável com a coluna de Daniel Oliveira: “As vítimas daqui e de lá”, também no Expresso Diário. Mas onde um vê vítimas, o outro vê o bem. E para o outro, onde estão os algozes é que é a morada do mal.
E se, voltando ao princípio deste Expresso Curto, pudéssemos esquecer a sua religião dos operacionais de Bruxelas como provavelmente já esquecemos a filiação política dos terroristas da ETA e do IRA?
OUTRAS NOTÍCIAS
Novo Banco posto à venda a 31 de março. É a manchete do “Diário de Notícias” que avança a intenção de Stock da Cunha e Sérgio Monteiro viajarem para Nova Iorque para um roadshow que começa já na quinta-feira. Seguem para Boston e Londres. Objetivo: vender uma pequena parte do capital do Novo Banco fora do retalho. A parte de leão ficará para mais tarde.
Lava Jato: Odebrecht meteu a boca no trombone. As autoridades apreenderam documentos em casa de diretor-presidente da construtora brasileira, Benedicto Barbosa Silva, que revelam subornos a 200 políticos. Ninguém sai bem pois há um total de 18 partidos políticos envolvidos.
A lista de nomes já foi tornada pública mas o juiz Sérgio Moro pediu recato e voltou a vedar o acesso ao rol. Entre os nomes citados contam-se os de Sérgio Cabral (PMDB), José Serra (PSDB), Lindbergh Farias (PT), Aécio Neves (PSDB), Humberto Costa (PT), Eduardo Campos (PSB), Paulinho da Força (SD) e Rosinha Garotinho (PR).
Marcelo ao lado de Costa contra Passos. O Presidente da República deu o seu parecer positivo à intervenção das autoridades políticas na condução dos negócios da banca. Em causa está a manchete do Expresso de Sábado em que se noticiava a luz verde dada pelo primeiro-ministro à entrada de Isabel Santos no capital do BCP.
Passos protestou mas Marcelo pô-lo na ordem. “A intervenção é natural” e “justificada”. E ainda lhe deu um ralhete: “o desejável seria um consenso nacional nesta matéria”.
Casas compradas sem recurso à banca. É a manchete do “Público” que, com base em dados de 2015, nota que dois terços das casas compradas passaram ao lado dos bancos. “Dos 12,4 mil milhões de euros aplicados no ano passado na compra de habitação, apenas quatro milhões foram financiados pelos bancos”. Tudo o resto foi financiado com capitais dos próprios compradores.
O padre que gostava de Porsches. Está no “Jornal de Notícias” e no “Correio da Manhã”, a notícia de que um padre da Casa do Gaiato é suspeito de utilizar os dinheiros da instituição para adquirir veículos de alta cilindrada. Arsénio Isidro foi constituído arguido pela Polícia Judiciária por peculato e gestão danosa. Foi visto a conduzir um Panamera.
Expresso sai amanhã. Devido ao feriado de sexta-feira, a edição do Expresso é antecipada um dia, o que faz com que o semanário chegue às bancas já amanhã. E com o jornal chega também a nova coleção de fascículos oferecida a todos os leitores. A obra pioneira “Os Descobrimentos Portugueses”, de Jaime Cortesão, foi dividida em oito volumes que serão distribuídos sem qualquer custo com as próximas edições em papel do Expresso.
FRASES
“O que nos limita mais são os favores que ficamos a dever”. Daniel Bessa ao “Jornal de Negócios”
“Toda a gente compreende que o país está um bocadinho farto de instabilidade eleitoral”. Ferro Rodrigues ao “Público”
“O que se passou vai continuar. Os ataques vão escalar”. Luís Amado ao “Diário de Notícias”
“Renato Sanches não é maldoso”. João Mário a “A Bola”
“A minha maior prioridade é derrotar o Estado Islâmico”. Barack Obama durante a visita à Argentina
O QUE EU ANDO A LER
Em Portugal não existe a tradição da publicação de livros de memórias, nem tão pouco de biografias. Porém “Álvaro Cunhal – uma Biografia Política” de José Pacheco Pereira é a excepção que desmente o que atrás ficou dito.
No nosso panorama editorial recente só encontra paralelo no trabalho que José Pedro Castanheira, grande repórter do Expresso, tem vindo a desenvolver com Jorge Sampaio.
Quanto à biografia de Cunhal, indiscutivelmente uma das figuras mais importantes do século XX em Portugal (juntamente com a sua némesis, Salazar, e Mário Soares) já vai no quarto volume, publicado em dezembro passado. Percorre os anos que vão desde a fuga de Peniche até 1968, ano da Primavera de Praga e da queda de Salazar.
Mostra, logo nas primeiras páginas, a capacidade de Cunhal para reorganizar o partido depois de ter passado aqueles que poderiam ter sido os melhores anos da sua vida na prisão. Contra o que quer que fosse, e apesar da condição de clandestino, mas com cada vez maior apoio da União Soviética, consegue tornar o partido numa temível força política.
Termina, menos de uma década depois da aparatosa fuga de Peniche, com a cisão das esquerdas e do próprio comunismo própria do final da década de sessenta, que vem retirar espaço ao PCP e à União Soviética.
Quando o comunismo internacional deixa de ser o que era, Cunhal, irá baloiçar entre a heterodoxia da luta armada, com a criação da ARA (ver texto de José Pedro Castanheira na Revista do Expresso de 12 de março), e o maior ortodoxismo e submissão aos soviéticos.
Como mais uma vez comprovou a publicação dos ficheiros portugueses do Arquivo Mitrokhin nessa mesma edição da Revista do Expresso (12 de março), Álvaro Cunhal e Octávio Pato, o elo de ligação entre o KGB e o PCP, colocaram claramente em causa a segurança do país, quando o mundo se dividia entre a NATO e o Pacto de Varsóvia e ofereceram à Rússia arquivos onde constava informação sensível não só da PIDE mas também de outros serviços de informação, ou mesmo das Forças Armadas portuguesas.
Nunca se pode achar que o terrorismo é coisa distante.
Por hoje é tudo. Às 18h conte com mais uma edição do Expresso Diário. Até lá, toda a informação será atualizada no Expresso Online. O Expresso em papel sai já amanhã, devido ao feriado da Páscoa.
Bom fim de semana ou, se for caso disso, boas férias!
via mensagem do expresso...
e ainda outros destaques:
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A tirania do medo
Pedro Rolo Duarte
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Todas as guerras em que as partes em confronto não têm as mesmas armas são, por natureza, injustas. Todas as guerras em que as partes em confronto têm princípios diferentes sobre a forma de combater, e sobre ideias simples como "não matarás à traição", estão por natureza perdidas por quem, apesar de tudo, mantém módicos de ética em combate. A guerra também tem regras. Ou tinha. Estamos a assistir à instauração e normalização de um novo tipo de combate (ou velho, mas afastado da Europa desde os tempos da ETA, das Brigadas Vermelhas e de outras organizações do mesmo tipo) numa guerra sem tréguas: o que utiliza a democracia para, subvertendo-a, indo directamente ao seu coração ideológico, aproveitar-se das brechas que são a essência da liberdade, e matar indiscriminadamente, sem qualquer espécie de lógica que não seja cultivar o terror do medo. | Continuar a ler... |
via mensagem do sapo 24 ...
Hora de fecho
As principais notícias do dia
Boa tarde!
O Estado Islâmico voltou a matar esta semana, em Bruxelas, em nome de
Deus e das palavras do profeta. Mas o livro sagrado permite bombistas
suicidas e ataques a inocentes?
Défice público terá sido de 4,4% em 2015. Segundo o INE, a resolução do
Banif "custou" 2.463 milhões de euros, o que representa 1,4% do PIB e
está acima do previsto. Sem Banif, o défice seria de 3%.
Défice Público
INE adiou para 31 de março a primeira notificação do défice de 2015 por
não estar disponível toda a informação. Adiamento deve-se à finalização
com o Banco de Portugal de dados da dívida pública.
via mensagem do observador...
| 1. Roadshow para vender Novo Banco arranca em Nova Iorque |
| É já daqui a uma semana, na quinta-feira 31 de março, que Stock da Cunha e Sérgio Monteiro vão estar em Nova Iorque para a primeira ronda de contactos tendo em vista a venda de parte minoritária do capital do Novo Banco, fora do retalho. Depois de Nova Iorque, o CEO do Novo Banco e o ex-secretário de Estado que encabeça o fundo de resolução na parte que diz respeito à venda da instituição vão a Londres, regressam a Nova Iorque e fazem ainda uma etapa a 7 de abril em Boston, cidade onde se fecha este primeiro movimento de um dos gigantes da banca portuguesa. |
via mensagem do dn...
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terça-feira, 22 de março de 2016
no coração das trevas...?
POR José Cardoso
Editor Adjunto
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a actualidade do dia-a-dia, numa visão pessoal do jornalista [2]...!
| Bom dia, este é o seu Expresso Curto |
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| 22 de Março de 2016 | ||
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Terrorismo: manhã de caos e medo em Bruxelas
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Este Expresso Curto corre o risco de estar desatualizado poucos minutos depois de ser publicado. Quando o comecei a escrever ainda não tinham sido ouvidas as duas explosões que devastaram a zona de partidas do aeroporto de Bruxelas (Zaventem), provocando um número de mortos e feridos ainda indeterminado. E quando o estava a tentar terminar, já tinha havido outra explosão, agora no metro da capital belga, na estação de Maalbeek.
O aeroporto foi imediatamente encerrado, os comboios em direção a Zaventem foram interrompidos e decretado o alerta máximo em todo o país. O encerramento do metro aconteceu poucos minutos depois, numa frenética sucessão de acontecimentos e com a inevitável contagem de mortos e feridos, que depois de várias informações não oficiais, já impressionava: mais de dez mortos e dezenas de feridos, só no aeroporto.
Poucos minutos depois, novos relatos de nova explosão no metro, agora na estação de Schuman, muito perto da sede das instituições europeias. Não é preciso ser um especialista em terrorismo para se perceber que estamos perante uma ação concertada e que tudo acontece poucos dias depois da detenção, em Bruxelas, do principal suspeito do atentado de Paris.
A capital belga está na origem de boa parte dos princiais atentados na Europa nos últimos meses, devido a uma mistura complexa de fatores: fronteiras com vários países, bairros de emigrantes muito fechados, a maior percentagem europeia de nacionais alistados no Estado Islâmico e um sistema policial e de contra-terrorismo que não funciona e que pura e simplesmente não comunica entre si.
As críticas à polícia e aos sistemas de informação belgas são bastante antigas, mas ganharam imensa força na sequência dos atentados de Paris. Os últimos meses têm sido muito complexos para as autoridades belgas, que tiveram extrema dificuldade em reagir aos atentados de Paris e não tinham quaisquer pistas para encontrar o principal suspeito. Este não é o momento para fazer perguntas, mas não é fácil perceber como é que se levam duas bombas - pelo menos - para a zona de partidas de um aeroporto de uma capital europeia, que já estava em alerta terrorista. O atentado no aeroporto terá sido suicida.
Estes ataques surgem na sequência da principal vitória da polícia belga e lançam o caos na capital, mas dada a ação coordenada terão sido preparados muito antes. Os transportes públicos estão parados e a população com medo óbvio de novos atentados. Esperemos que nada mais aconteça, mas o caos e o medo tomaram conta da capital belga. O exército já está na rua e os voos internacionais foram praticamente todos anulados.
OUTRAS NOTÍCIAS
Hoje havia muito por onde começar o Expresso Curto, sobretudo na frente internacional, com a histórica visita de Obama a Cuba e com o histórico processo Lava Jato no Brasil, a ameaçar a Presidete Dilma Roussef de impeachment.
É verdade que a palavra “histórico” deve ser usada de forma comedida em jornalismo (e não só), mas está visto que os dois casos são mesmo… históricos. A visita de Obama não vai mudar Cuba de um dia para o outro nem transformar a política americana da noite para o dia, mas é um facto que poucos acreditavam ser possível.
Nem tudo foram rosas na visita e na conferência de imprensa conjunta, com Raul Castro a ser fortemente pressionado por causa dos presos políticos e Obama a não conseguir dar garantias sobre o fim do embargo comercial dos EUA a Cuba. Com estes grossos grãos de areia na engrenagem, a verdade é que se fez história em Havana e que estas imagens vão ser recordadas por muitos anos, naquilo a que o Expresso chamou “um bacalhau para a história”.
No Brasil, ainda é difícil saber o que vai ou não ficar para a história, além da enorme confusão política e judicial, que ontem mostrou os seus estilhaços políticos nos prejuízos históricos que a Petrobras apresentou (34 mil milhões de reais…) A petrolífera brasileira está na origem do maior escândalo de corrupção do país, que originou a operação Lava Jato e ondas de choque sem fim à vista.
Lula já está em Brasília, onde aterrou sem saber se é ou não ministro e se, claro, pode ou não ser preso. A luta judicial é complexa e joga-se no Supremo, não só por causa da validação da posse de Lula como ministro – em que passaria a ter imunidade – como sobre que instância judicial pode ou não investigar e eventualmente mandar prender o ex-Presidente.
No Senado, a batalha não é menos complexa, com o PT e Dilma Roussef a perderem terreno e apoios todos os dias, transformando a possibilidade de impeachment numa realidade. Não é nada que o Brasil não tenha já visto, com Collor de Melo, mas não deixa de ser uma curiosidade brasileira. As notícias correm tão depressa que aconselho ir espreitando o que se passa ao longo do dia.
Por cá, continua agitada a discussão sobre a interferência do governo no desenho da banca nacional. Entre manifestos anti-Castela e vários jogos de bastidores, o Negócios escreve hoje que Isabel dos Santos é opção para tirar o Estado do BCP. A entrada da empresária angolana no BCP pode eventualmente ocorrer num aumento de capital para reembolsar os "CoCos", ou seja o empréstimo feito pelo Estado.
Neste cenário, o BCP já se poderia posicionar como alternativa para a compra do Novo Banco, vedada a qualquer entidade que tenha no balanço ajudas do Estado. É melhor estar atento a estas movimentações, porque ainda vai mexer muita coisa, entre a vontade do governo, as imposições de Bruxelas, as regras do BCE e força dos principais bancos espanhóis, nada é absolutamente claro.
Ainda na banca, há uma nova polémica com o governador do Banco de Portugal a recusar enviar aos deputados a auditoria feita ao Banco de Portugal. O argumento é simples, a auditoria é sobre o caso BES e a comissão parlamentar versa sobre o Banif, mas já se percebeu que os deputados não vão desistir.
Noutra frente, o procurador Rosário Teixeira tem, em princípio, até hoje para definir quanto tempo ainda precisa para concluir a investigação ao ex-primeiro-ministro José Sócrates e aos outros doze arguidos. A defesa tem-se queixado de estar a ser alvo de uma “tortura lenta”, mas hoje ficará a conhecer, como todos nós, os prazos do nosso processo mais mediático e importante.
A Justiça norte-americana anunciou ontem à noite que encontrou uma solução para desbloquear um iPhone ligado aos atentados de San Bernardino, num surpreendente desenvolvimento de um braço de ferro que opôs o FBI à gigante Apple durante vários meses.
Curiosamente, este anúncio surgiu poucas horas depois do CEO da Apple, Tim Cook, ter anunciado que a empresa se recusava a fornecer ao governo as chaves para desencriptar o telefone, por poder colocar em causa a privacidade de milhões de utilizadores de iPhones.
Já agora, tudo isto correu no dia em que surgiu o iPhone mais barato de sempre, uma versão mais pequena mas aparentemente poderosa e com uma boa câmara. Parece que iPhone SE é sobretudo destinado aos mercados emergentes, mas que vai poder ser comprado em todo o mundo. Tem a mesma capacidade de processamento do iPhone 6S no corpo do iPhone 5S. Em Portugal a versão de 16 GB vai custar 499 euros.
O novo telefone dominou boa parte das conversas nas redes sociais, incluindo o Twitter que fez ontem dez anos, entre a felicidade de ter mais de 320 milhões de utilizadores e o problema de não ter modelo de negócio e de estar a ser ultrapassado pelo Facebook e pelo Snapchat.
Ainda assim, o Twitter continua a ser uma forma extraordinária de sabermos o que se passa no mundo. Foi nesta rede social que todos os gigantes da tecnologia prestaram esta madrugada homenagem a Andy Grove, o ex-CEO da Intel, que morreu aos 79 anos. Tim Cook, Bill Gates e tutti quanti de Silicon Valley recordaram no Twitter a importância de Grove na evolução dos microprocessadores e das transformações tecnológicas das últimas décadas.
FRASES
“Deem-me a lista de nomes de presos políticos. Se houver algum, sai em liberdade”. Raul Castro, Presidente Cubano, na conferência de imprensa conjunta com Obama
“Embargo a Cuba vai acabar, mas nãos ei quando”, Barack Obama na mesma conferência de imprensa
“Não só é legítimo como também é importante que o primeiro-ministro se preocupe com a banca nacional”. Miguel Sousa Tavares, no seu espaço de comentário no Jornal da Noite da SIC
O QUE EU ANDO A LER
Os Emigrantes, de W.G. Sebald, um livro que conta a história de quatro judeus expulsos das suas terras, num processo de reconstrução histórica inimitável. Sebald pega nos casos de Henry Selwyn, Paul Bereyter, Ambros Adelwarth e Max Aurach, que em algum momento das suas vidas se cruzaram com o autor, e percorre as suas biografias, num texto seco e minucioso, entrecortado por fotografias, imagens de objetos ou documentos.
Não será uma leitura que empolgue todos os leitores, mas que esmaga pelo detalhe e pela forma como, através de quatro vidas cruzadas, retrata a Europa e as extremas contradições de uma civilização que permitiu o holocausto e foi quase indiferente a migrações, expulsões e perseguições.
Lido agora, num momento em que a Europa convive com a maior vaga de refugiados desde a Segunda Guerra, este trabalho de um escritor incrivelmente original, que morreu precocemente num acidente de viação em Inglaterra quando o seu nome já era discutido pelo comité Nobel, faz-nos chocar de frente com um passado nada longínquo, de exôdos forçados, fronteiras apagadas e memórias esquecidas, como as de Henry Selwyn:
“À minha pergunta, de onde era ele afinal, contou-me que tinha partido aos sete anos com a sua família de uma aldeia lituana, perto de Grodno. (…) Durante anos as imagens desse exôdo estiveram desaparecidas da sua memória, mas ultimamente, disse ele, voltaram a manifestar-se, reapareceram.”
O livro de Sebald é uma lição poderosa e incómoda para uma Europa que tem extrema dificuldade em lidar com as migrações.
Para leituras mais rápidas e atualizadas tem sempre o Expresso Online e, já com mais tempo, ao fim da tarde chega o Expresso Diário, com notícias em primeira mão, opinião e toda a informação arrumada. O ciclo informativo volta a abrir, amanhã bem cedo, com mais um Expresso Curto.
“Deem-me a lista de nomes de presos políticos. Se houver algum, sai em liberdade”. Raul Castro, Presidente Cubano, na conferência de imprensa conjunta com Obama
“Embargo a Cuba vai acabar, mas nãos ei quando”, Barack Obama na mesma conferência de imprensa
“Não só é legítimo como também é importante que o primeiro-ministro se preocupe com a banca nacional”. Miguel Sousa Tavares, no seu espaço de comentário no Jornal da Noite da SIC
O QUE EU ANDO A LER
Os Emigrantes, de W.G. Sebald, um livro que conta a história de quatro judeus expulsos das suas terras, num processo de reconstrução histórica inimitável. Sebald pega nos casos de Henry Selwyn, Paul Bereyter, Ambros Adelwarth e Max Aurach, que em algum momento das suas vidas se cruzaram com o autor, e percorre as suas biografias, num texto seco e minucioso, entrecortado por fotografias, imagens de objetos ou documentos.
Não será uma leitura que empolgue todos os leitores, mas que esmaga pelo detalhe e pela forma como, através de quatro vidas cruzadas, retrata a Europa e as extremas contradições de uma civilização que permitiu o holocausto e foi quase indiferente a migrações, expulsões e perseguições.
Lido agora, num momento em que a Europa convive com a maior vaga de refugiados desde a Segunda Guerra, este trabalho de um escritor incrivelmente original, que morreu precocemente num acidente de viação em Inglaterra quando o seu nome já era discutido pelo comité Nobel, faz-nos chocar de frente com um passado nada longínquo, de exôdos forçados, fronteiras apagadas e memórias esquecidas, como as de Henry Selwyn:
“À minha pergunta, de onde era ele afinal, contou-me que tinha partido aos sete anos com a sua família de uma aldeia lituana, perto de Grodno. (…) Durante anos as imagens desse exôdo estiveram desaparecidas da sua memória, mas ultimamente, disse ele, voltaram a manifestar-se, reapareceram.”
O livro de Sebald é uma lição poderosa e incómoda para uma Europa que tem extrema dificuldade em lidar com as migrações.
Para leituras mais rápidas e atualizadas tem sempre o Expresso Online e, já com mais tempo, ao fim da tarde chega o Expresso Diário, com notícias em primeira mão, opinião e toda a informação arrumada. O ciclo informativo volta a abrir, amanhã bem cedo, com mais um Expresso Curto.
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a actualidade do dia-a-dia, numa visão pessoal do jornalista [1]...!
| Bom dia. A Europa outra vez em sobressalto |
Terrorismo,
caixa negra com pronúncia do norte, primavera em Havana, o polvo
brasileiro em Lisboa ou a confiança dos mercados em Portugal. As
notícias de uma manhã que já não vai ser igual às outras. Por Nuno Saraiva
Terça-feira, 22 de MARÇO | 08:45
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| 1. Europa aterrorizada |
| Eram 8 da manhã em Bruxelas, 7 horas em Lisboa. O coração da Europa voltou a sobressaltar-se com duas explosões na zona das partidas do aeroporto da capital belga, junto ao balcão da American Airlines. Por agora pouco se sabe além do pânico e do número indeterminado de mortos e feridos. Os voos de e para Bruxelas foram todos cancelados e as ligações ferroviárias ao aeroporto foram também interrompidas. Tudo isto acontece poucos dias depois da captura do principal suspeito de ser o cérebro dos atentados de Paris e de as autoridades belgas terem divulgado o retrato de um cúmplice de Salah Abdeslam, que planeava agir em Bruxelas, que continua à solta. A televisão britânica Sky News foi a primeira a dar a notícia e, tal como o DN, está a acompanhar em permanência todos os desenvolvimentos que chegam de Bruxelas. O último, mesmo antes de lhe dizer Bom Dia, foi outra explosão numa estação de metro em Bruxelas, bem perto da Comissão Europeia. |
| 2. Primavera em Havana |
| O momento era histórico. Pela primeira vez em 88 anos, um presidente dos Estados Unidos entrou no Palácio da Revolução, em Havana, e reuniu-se com um Castro. Raul, de seu nome, é o Presidente que sucedeu ao irmão Fidel. Barack Obama atreveu-se a anunciar o fim do embargo que dura há 54 anos, mas, tal como Durão Barroso que um dia disse que seria primeiro-ministro, só não sabe é quando. Para a posteridade ficam os apertos de mão e sorrisos da praxe, as imagens da família Obama a passear pelas ruas de Havana, a troca de palavras entre os dois chefes de Estado e as promessas de investimento americano, e a hipocrisia de Raúl Castro quando confrontado com a existência de presos políticos em Cuba. Vale a pena ler o que pensa José Fernandes Fafe, embaixador português em Cuba entre 1975 e 1977, e a leitura política do Bernardo Pires de Lima. |
| 3. Lava Jato em Lisboa |
| Outro Raul, Schmidt Felippe Jr., foi detido em Lisboa um dia depois da chegada a Portugal de um dos promutores públicos que investiga o escândalo de corrupção no Brasil. Ele é suspeito do suborno de ex-administradores da Petrobras e por ter dupla nacionalidade, portuguesa e brasileira, viveu escondido em Portugal nos últimos seis meses com a mulher e a filha para tentar escapar a uma eventual extradição caso viesse a ser capturado. As autoridades brasileiras suspeitam de que dispões de 140 milhões de euros em contas bancárias e é proprietário de dois apartamentos de luxo em Portugal. Lá no Brasil prossegue a guerra política e jurídica para a destituição de Dilma Roussef e impedir a tomada de posse de Lula da Silva como ministro do governo de Brasília. Sobre a complexa situação política no Brasil importa ler o que escrevem o escritor Luis Fernando Verissimo, num exclusivo DN/Folha de São Paulo, e também o Sérgio Figueiredo e o Ferreira Fernandes. |
| 4. A caixa negra de Rui Moreira |
| O presidente da câmara do Porto confessa que não ficou tranquilo com o que ouviu da boca do primeiro-ministro sobre o futuro TAP. Estava perplexo antes da conversa e diz que assim continua. Rui Moreira escreve no livro "TAP - Caixa Negra" que ainda não entendeu a justificação do atual Governo para privatizar a empresa. Evoca duas razões: "o facto de o Estado permanecer exposto à dívida da companhia" e o não ter ainda compreendido "o que readquiriu o país em termos estratégicos". No capítulo final do livro, Rui Moreira afirma que, se a ideia do Governo em reverter parcialmente a privatização, passava por "poder controlar melhor as opções estratégicas da TAP, não se entende que não tenha uma palavra a dizer sobre a operação comercial da empresa, nas suas rotas e operações, a menos que "concorde com o caminho que está a ser seguido". Na conclusão deste livro, escrito em coautoria com Nuno Nogueira Santos, Rui Moreira admite que não sabe o que irá acontecer à TAP, qualificada como "a última das empresas coloniais", mas arrisca um vaticínio. Afirma que receia que "estejamos a assistir ao fim da TAP", que venha a comprovar-se que "as opções da empresa são erradas" e que, no final, sejam os contribuintes a pagar "o seu gigantesco passivo" e acabemos "mais pobres, sem glória e sem companhia de bandeira". Na TSF pode ler a pré-publicação do livro que hoje é apresentado no Porto por António Lobo Xavier e amanhã em Lisboa por Miguel Sousa Tavares. |
| 5. Portugal tem crédito dos mercados |
| Portugal está no grupo dos 20 países da UE que neste ano conseguem respeitar o limite de 3% do PIB no défice. É pelo menos o que dizem os analistas consultados pela agência financeira Bloomberg, que apontam para um valor médio de 2,9%. A Standard & Poors também acredita que Portugal está fora da zona de perigo orçamental (2,7% do PIB). Se isso se verificar, será a primeira vez desde 1995, que Portugal cumpre a regra-mãe previsto no Pacto de Estabilidade, ainda que o governo mostre dificuldades em respeitar outras exigências, como o ajustamento estrutural superior a 0,5 pontos percentuais do PIB potencial (Comissão e Conselho Europeu querem 0,6 neste ano, mas o governo só promete 0,2 a 0,3 pontos de ajustamento) ou uma redução significativa da dívida pública, que continua perto de 130% do PIB. A ver vamos se há razões para respirar de algum alívio. |
| Também é notícia |
| Nos EUA prossegue a corrida à Casa Branca e hoje é dia de primárias em alguns estados. Nos dois principais partidos, os candidatos estão empenhadíssimos nas suas campanhas, sem tempo para mais nada... exceto... O republicano Donald Trump, conta o Washington Post, fez esta madrugada uma paragem junto a um prédio em obras na Pennsylvania Avenue, em Washignton - a poucos metros da Casa Branca - para descrever aos espantados jornalistas que vai ali nascer um superluxuoso hotel, que ele está a construir para a sua cadeia hoteleira. Há que ter noção das prioridades... |
| Também dos Estados Unidos surge um navio que parece estar virado de cabeça para baixo. Mas é o último grito em tecnologia anti-radar aplicada à marinha de guerra. As formas do USS Zumwalt são aquelas para que seja "invisível" aos radares inimigos. Trata-se do maior destroyer da marinha americana e, com um preço de quatro mil milhões de euros, o mais caro. Saiu ontem para o mar na fase final dos testes e foi fotografado. |
| A moda dos fitness trackers parece mesmo ter vindo para ficar, mas há quem não se convença em usar um desses gadgets que ajudam a ficar em forma porque não gostam do seu aspeto. Eis que entra a Swarosvski. Conta o ABC que a conhecida marca de cristais criou a coleção Activity Tracking Jewelry que promete transformar estes objetos tecnológicos em acessórios de moda para todos os que se fascinam por coisinhas reluzentes... |
| É verdade que hoje em dia não há quase nada que não se consiga comprar pela internet - e não estamos a pensar na Darknet, aquele mundo informático obscuro onde acontece um pouco de tudo, desde a pirataria de filmes à pornografia infantil. Na maior loja online do mundo, a Amazon, é possível encontrar (e comprar) muitas coisas surpreendentes, das caveiras verdadeiras à urina de coiote, passando pelo papel higiénico luminoso! O Huffington Post fez o levantamento e elegeu as "15 coisas mais surpreendentes" à venda na Amazon. |
| Hoje é ainda o dia em que... |
| Termina a visita de Barack Obama a Cuba, com um discurso no Grande Teatro de Havana, perante mil pessoas. A Organização Mundial de Saúde faz balanço do trabalho da organização relativo ao combate do vírus Zika. É lançado, em Serralves, o livro "TAP Caixa Negra", do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, e do jornalista Nuno Nogueira Santos sobre aquilo que chamam a "estratégia de abandono do aeroporto do Porto". A apresentação será feita por António Lobo Xavier. O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, discursa em Berlim sobre o quadro financeiro europeu (12.00 em Lisboa). |
| Com Ricardo Simões Ferreira |
via mensagem do dn...
claro, o destaque e o tema do dia... a civilização ocidental e a liberdade acabaram...?
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Não podemos renunciar à liberdade. Não renunciamos a algum dos pequenos prazeres do nosso modo de vida.
Francisco Sena Santos
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As escolhas de Francisco Sena Santos
Cabo Verde votou e a oposição triunfou. O arquipélago é um exemplo de, apesar de tantas carências sociais e económicas, coexistência democrática.
Mi ê di li i di la. Esta reportagem de Vera Moutinho e Catarina Gomes, no Público, mostra o futuro virtuoso para os jornais de referência.
via mensagem do sapo 24...
e, mais outro destaque:
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