terça-feira, 5 de janeiro de 2016

a actualidade do dia-a-dia, numa visão pessoal do jornalista...!

Bom dia, já leu o Expresso Curto Bom dia, este é o seu Expresso Curto

Valdemar Cruz
Por Valdemar Cruz
Jornalista
 
5 de Janeiro de 2016
 
Da importância das lavandarias e da hipocrisia de alta voltagem
 
Zeca Afonso era antes de mais um poeta. Num tempo de fala curta, construía metáforas de alcance longo e falava de vampiros para evocar quem de pés de veludo chegava para sugar o sangue fresco da manada. O tempo era outro, a linguagem era a possível. Ainda assim, entre o dito e o não dito, tudo ficava explícito. Hoje vivemos uma era de palavra mais fácil e rápida. Nem por isso se encontram metáforas bastantes para explicar o despudor contido nas notícias sobre a facilidade de circulação de dinheiro. No Expresso Diário, Micael Pereira, explica como, de acordo com um relatório da Direção-Geral da Política de Justiça, o número de operações suspeitas de lavagem de dinheiro reportadas pelos bancos em Portugal aumentou 20% em apenas um ano. Entre 2012 e 2013 passou de 2020 para 2400 casos. 958 situações reportadas tinham origem em atividades criminais. Deste universo, 60% dos casos provou-se estarem ligados a fraudes fiscais, 8% provinham de receitas do tráfico de droga e outros 8% reportavam a crimes de burla. O dado ainda mais preocupante já assinalado por diferentes autoridades assenta na constatação de que os métodos utilizados pelas redes terroristas para financiar atentados e o armamento de grupos como o chamado Estado Islâmico na Síria, confundem-se cada vez mais com os esquemas usados por organizações ligadas ao tráfico de droga e por redes associadas a regimes corruptos.

Os setores imobiliário e de hotelaria, mas também os bancos, funcionam como plataformas cada vez mais vulneráveis para ações de branqueamento de capitais. Depois entram em cena os "offshores". Portugal, em plena crise, sangrava dinheiro para o exterior. Admite-se que possa ter saído um quarto da riqueza do país. Em 2011, o Banco de Portugal reconheceu que o investimento direto português no estrangeiro tinha aumentado 134%. Como os responsáveis do Banco de Portugal fazem parte dos fautores da novilíngua, quando referem investimento, querem mesmo dizer fuga de capitais. Uma fuga com a Holanda como destino onde se acomodavam 19 das 20 empresas que à data constituíam o glorioso e patriótico índice PSI-20 das maiores empresas cotadas na Bolsa de Valores de Lisboa. Admite-se que nos inúmeros "offshores" espalhados pelo Mundo, inclusive na Madeira, circulem verbas entre os 8 e os 32 biliões de dólares da riqueza privada, ou seja, perto de metade do PIB Mundial. Sabem-no os dirigentes dos principais países. Sabem-no os responsáveis pelos principais bancos centrais. Sabem-no as principais instituições judiciais e policiais. Uma coisa, porém, é saber. Outra é querer saber como atuar perante o combate à fraude e evasão fiscal, reconhecida por altos responsáveis da EU como uma questão crucial para a sobrevivência das economias europeias. Será? Ou será este reconhecimento uma outra forma de hipocrisia, semelhante à que leva políticos como Obama, Angela Merkel, François Hollande ou David Cameron, sempre tão diligentes a falar da defesa dos direitos humanos, a calarem o que se esperava fosse a sua indignação perante a execução, na Arábia Saudita, de 47 pessoas. Antes de serem muçulmanos e, por acaso, um deles clérigo xiita, são homens e mulheres com o azar de terem sido executados pela ditadura amiga, ou um "aliado infrequentável\", como titula um artigo da revista francesa Le Point.

Vivemos, desse ponto de vista, tempos cruéis, marcados por lavandarias várias e hipocrisias sem fim. Como o revela a crise dos refugiados e o modo como vários países europeus estão a reagir a esta emergência social. Fecham-se fronteiras, como o fez ontem a Dinamarca ao fim de meio século de ligações abertas com a Suécia. Rasgam-se acordos e, como titula o El País, os controlos da Suécia e na Dinamarca aceleram o colapso de Shengen.. O refugiado foi eleito a figura internacional do ano pela redação do Expresso e pelos seus leitores numa votação "online". É uma preocupação central dos povos da Europa, onde, só em 2015, chegaram mais de um milhão de emigrantes sem papéis. Há quem lhes chame irregulares. Confirma-o a divulgação, ontem, dos resultados da iniciativa anualmente lançada pela Porto Editora para a escolha da palavra do ano. Quem votou escolheu o termo "refugiado". Ao nível dos sentimentos e solidariedade ativa das pessoas num drama feito gente, a chama vai alta. Ao nível dos Estados, vão por certo prosseguir as pequenas e grandes cimeiras com sonoras e pias declarações. No terreno, persistirá a certeza de que o fluxo migratório, nem se combate com armas, nem com manifestações de intenções. É a guerra. E cada guerra é o fruto de muitas guerras. Enquanto houver guerra, haverá refugiados.

OUTRAS NOTÍCIAS
A pré-campanha das eleições presidenciais materializa-se no atropelo de sucessivos debates organizados pelas rádios e televisões. Há um evidente enfado no modo como têm sido comentados por quantos os analisam nos diferentes espaços públicos. Ontem, depois do mega debate na Antena 1, de manhã, com a presença de todos os candidatos, sucederam-se à noite os frente a frente televisivos. Uns mais escaldantes (Henrique Neto versus Maria de Belém), outros mais assente na memória de feitos e posições passadas (Marisa Matias vs Marcelo Rebelo de Sousa), outros apenas cordiais (Edgar Silva vs Sampaio da Nóvoa). Hoje há mais, numa procura do esclarecimento democrático. Está por demonstrar a eficácia do modelo, com acumulação de debates no mesmo dia, como está por provar a bondade democrática de uma alternativa minimalista, reduzida aos frente a frente entre os nomes mais mediáticos.

No dia a dia dos cidadãos impõe-se outro tipo de notícias, como a que nos indica estar o setor automóvel em recuperação, com 200 mil veículos vendidos em 2015, segundo o balanço publicado pela Associação Automóvel de Portugal. O crescimento é de 24% em relação a 2014.

Na próxima quinta-feira poderá sair da Assembleia da República uma boa notícia para quem depara com dificuldades económicas. Serão votados e aprovados, presume-se, os projetos-lei do PS, BE e PCP que impedem a penhora das casas aos cidadãos com dívidas ao fisco ou à Segurança Social.

No ensino, o Ministro da Educação vai apresentar um novo modelo de avaliação. O objetivo é tratar o ensino básico como um todo e integrar avaliação e aferição de forma faseada. O exame do 9º ano deve manter-se.

Está ao rubro a relação da angolana Isabel dos Santos com os responsáveis portugueses do BPI. Anabela Campos e Isabel Vicente dizem, no Expresso Diário, tratar-se de um imbróglio. Tudo porque Isabel está a encontrar Ulrich à parede e obriga a gestão do BPI a colocar a sua proposta de compra de 10% do Bando de Fomento de Angola (BFA) em cima da mesa. Com isto fica em causa o projeto de cisão das operações do BPI em África. Resultado, o BPI subiu 6% em bolsa após o conhecimento da proposta da empresária angolana.

Pinto da Costa volta a ser notícia por ter sido colocado num rol dos 57 arguidos por alegadamente ter requisitado serviços de acompanhamento e proteção pessoal a uma empresa, apesar de, segundo a Procuradoria Geral da República, saber "que quem os prestava não podia, nos termos da lei, fazê-lo".

Lá fora
Continuam a chegar notícias preocupantes oriundas de França. François Hollande lançou a polémica proposta de retirada de nacionalidade a quem for condenado por crimes de terrorismo e agora há vários legisladores franceses a pretenderem ir mais longe na revisão constitucional. Defendem que a punição deve ser extensível também a todos quantos não possuam outra nacionalidade para lá da francesa.

Ainda em França, sai amanhã, um ano após o atentado de que foi alvo, a edição de aniversário do Charlie Hebdo, com uma tiragem de um milhão de exemplares. A primeira página já foi divulgada por jornais de todo o mundo e mostra um deus barbudo com uma Kalashnikov às costas. Vai a correr, acompanhado do título "Um ano depois, o assassino continua à solta".

Aumentam as tensões no Médio oriente. O Sudão e o Bahrein decidram cortar relações com o Irão, em cuja capital, Teerão, foi invadida no sábado a embaixada da Arábia Saudita, na sequência de um protesto contra a execução do xeque Nimr al-Nimr.

A casa em Havana onde Ernest Hemingway viveu ao longo de 20 anos vai ser recuperada. Uma fundação com sede em Boston está a patrocinar os trabalhos de restauro, agora com a preciosa ajuda de uma figura muito popular nos Estados Unidos da América, Bob Vila, principal alma do programa televisivo "This Old House". Bob considera um americano-cubano, já que os seus pais, nascidos em Havana, emigraram para Miami durante a fase final da II Guerra Mundial.

FRASES
"Não estou a ver bem para o país que o Presidente da República tenha tido cargos de presidente de uma Comissão parlamentar ao mesmo tempo que tinha cargos privados". Henrique Neto no debate da RTP1 com Maria de Belém

"A minha ética é a minha ética. Num estado de Direito cumpro a lei. Nunca tive nenhum processo por dívidas ao fisco". Maria de Belém no debate da RTP1 com Henrique Neto

"Se vive bem com o facto de ter todas as posições possíveis para cada facto da sociedade, é uma questão sua, mas é um bocadinho incompreensível ter uma postura de que se pode ter todas as posições em relação a cada questão". Marisa Matias no debate da SIC Notícias com Marcelo Rebelo de Sousa

"Não é todas as posições. Tenho a posição de princípio que tenho, mas não posso ignorar como Presidente da República que sou P.R. de todos os portugueses e que há uma realidade que é sufragada.(...) O P.R. não passa por cima disso".Marcelo Rebelo de Sousa no debate da SIC Notícias com Marisa Matias

"Interesses financeiros levaram a situações dramáticas da nossa vida ao longo dos últimos anos e tornaram a política refém de lógicas financeiras". Sampaio da Nóvoa no debate da TVI 24 com Edgar Silva

"Não podemos continuar a ser o país da União Europeia que está entre os quatro países onde a injustiça na distribuição do rendimento e da riqueza criada é a mais vergonhosa. A maior parte para o capital. A menor para o fator trabalho". Edgar Silva no debate da TVI 24 com Sampaio da Nóvoa

O QUE ANDO A VER E A LER
Imagine por um instante esta hipótese: embora tenha todo o tempo do mundo à sua disposição, dispõe apenas de três horas para amar. São 180 minutos vigiados, espremidos até o último segundo. Depois, é o adeus total. O vazio absoluto. O regresso a uma vida controlada, da qual estão ausentes os afetos e das paixões fica apenas a memória. "3 Horas para Amar" é o título do documentário realizado com reclusas do Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos, assinado por Patrícia Nogueira, uma ex-jornalista agora a lecionar a cadeira de documentário na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, onde obteve o título de Mestre em cinema documental. Patrícia propõe uma viagem tão fascinante quanto perturbadora na companhia de quatro mulheres disponíveis para falarem da vida que tinham "lá fora" e da que passaram a ter no interior da cadeia. Ali, a rotina começa às 8h quando se abrem as celas. Umas vão trabalhar, outras ficam no pátio. Pela frente têm uma imensidão de tempo. Falam dos que não estão e, afinal, nunca deixam de povoar aqueles quotidianos. Os maridos, os companheiros, os filhos, as mães, os amigos que às vezes já o não são tanto.

Uma vez por mês, durante três horas, as reclusas abrangidas pelo regime de Visitas Íntimas, têm à sua disposição um compartimento da prisão. Ali constroem, por instantes, fragmentos de liberdade. Ali, por instantes, se sentem de novo mulheres. Ali, por instantes, usufruem do prazer supremo da liberdade maior, traduzida no completo abandono do corpo às carícias, ao amor. Ou não. Se duas das reclusas desfrutam por inteiro daquele momento único, uma outra pediu o cancelamento daquelas visitas. Já nada restava do amor pelo marido. Outra ainda vive no pânico do regresso a uma espécie de "primeira vez", por já não ter relações sexuais há seis anos.

Apresentado em vários festivais do mundo, o documentário está agora disponível para visualização livre. Acutilante, sensível, construído com grande sobriedade, "3 Horas para Amar" revela um mundo estranho para a generalidade de quantos, ao viverem "cá fora", jamais imaginarão o tipo de pequenos e grandes dramas pessoais de quem tem de viver "lá dentro".

Quanto a leituras, acabei há dias o belíssimo "Jacarandá", de Francisco Duarte Mangas (1960). Descrever este romance como "belíssimo" não resulta de fácil comodidade expressiva. O belo aqui tem um sentido quase aristotélico, assente numa ideia de construção da harmonia entre as partes e na sua relação com o todo. Comecemos pelo fio da história e já lá iremos à literatura, que é o que se supõe encontrar num bom romance. Mangas, ex-jornalista com vários prémios literários, parte de um facto real. Em maio de 1940 foi assassinado na rua do Bonjardim, no Porto, um velho proprietário e capitalista, como o descreviam os jornais da época. Tratou-se de um crime muito mal esclarecido, que a PVDE-Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, antecessora da PIDE, aproveitou para atribuir a um grupo de comunistas e refugiados da guerra civil de Espanha. Até aqui nada de transcendente. Há várias histórias similares, já contadas ou por contar. Não há muitas histórias nas quais a linguagem, o rigor da escrita, a riqueza do vocabulário, a arquitetura narrativa atinja a dimensão alcançada em "Jacarandá". Muito mais do que narrar o sucedido naquele tempo obscuro de um Portugal deprimente, dominado pela intolerância de uma ditadura, interessa ao autor desconstruir o edifício do medo. O medo, como diz Martí, o controleiro dobrado à força de pancada e cavalo marinho, impõe-se como "um animal dominador. Julguei que o domava, abarbatou-me. O medo é um animal estranho. Protege e rouba a coragem. No seu lugar, no lugar da coragem, fica o vazio". Mais adiante, um outro dos presos nas instalações da PVDE, um que não "rachou", isto é, não falou, pergunta-lhe: "Torturaram-te muito?

Muito. O medo apossou-se de mim.

E devorou-te.

Devorou-me, esse animal silencioso.

Que deste tu em troca?

A minha dignidade.".
Foi uma leitura carregada de frases sublinhadas. Envolve-as um evidente sentido poético, uma poderosa capacidade de conjugar o sentido estético com a função da construção frásica. A ficção emerge a partir de um episódio vulgar para se ancorar numa dimensão maior ao convocar o desejo imenso de literatura, a jorrar no fluir das páginas. São momentos como quando um prisioneiro encerrado numa sala onde falta o dia, se descobre vivo, "deitado neste pedaço de noite". Um pouco mais adiante, e após se ter perguntado se terá forças para se levantar, prossegue com o diálogo imaginário: "Tu disseste: olha o jacarandá florido, fica rente à felicidade. Um dia chegarás ao seu coração vegetal, apertado; achas a luz, a claridade das árvores bebidas pela raiz - limpidez resgatada do âmago da terra. Precioso, o teu jacarandá. Dar-me-à luz, a sombra nos dias de estio. Quem imagina árvores atenua a dor, rouba um pouco de tempo à eternidade. Julgam-me cativo e só... e eu viajo no devaneio da terra".

veremos como vai decorrer a coisa...


no público...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

o pensamento do dia...



via fb...

uma boa notícia... para variar um pouco...!

Tabela periódica tem quatro novos elementos

Kosuke Morita liderou a equipa formada do Instituto Riken, no Japão, a quem foi atribuída a descoberta do elemento 113
KAZUHIRO NOGI / Getty

Investigadores russos, norte-americanos e japoneses a quem foi atribuída a descoberta dos novos elementos químicos deverão agora batizá-los, podendo inspirar-se em seres mitológicos, minerais, países ou em nomes de cientistas


no expresso em linha...

cronicando, liberdades...


no cm domingo...

pintura [exposição]... em cascais e vale bem a pena uma deslocação...!



na sábado...







no c...

não se ponham a pau, não...


a actualidade do dia-a-dia, numa visão pessoal do jornalista...!

Bom dia, já leu o Expresso Curto Bom dia, este é o seu Expresso Curto

Martim Silva
Por Martim Silva
Editor-Executivo
 
4 de Janeiro de 2016
 
A hora das Presidenciais
 
Bom dia e bom ano,

Ainda com a temporada de resoluções de Ano Novo a preencher-nos o espírito, aterramos hoje e em força nas presidenciais. Um tema que vai dominar o espaço mediático pelo menos até final do mês, com a primeira volta da eleição prevista para o dia 24. Esta semana, os dez candidatos (um recorde absoluto) andam a debater na televisão, ao ritmo alucinante de três frente a frente por dia.

Depois, segue-se o período oficial de campanha com as habituais caravanas a percorrer o país.

Dito isto, é quase impossível não reconhecer que esta pré-campanha está a ser uma sensaboria. Mas pode ser que agora a coisa anime.

Vamos ao cantinho das Presidenciais e avalie por si o andamento da campanha:

Ontem à noite Henrique Neto e Marcelo Rebelo de Sousa esgrimiram argumentos e o debate ficou marcado pelo ataque do antigo deputado socialista a Marcelo, acusando-se de ser responsável pelo estado do País. E questionando a atuação de Marcelo no antigo regime (algo que ainda não se tinha ouvido nesta campanha).

Ainda em relação a Marcelo Rebelo de Sousa, deu uma entrevista em que espelha de forma cristalina a sua estratégia de campanha, centrada em não fazer ondas e com a palavra “desdramatizar” como eixo central do discurso.

Já o confronto entre Marisa Matias e Maria de Belém centrou-se na atuação presidencial no caso do orçamento retificativo. As duas têm visões diferentes sobre o que fariam caso estivessem em Belém.

Por sua vez a corrupção foi um dos temas centrais no confronto entre Paulo Morais e Edgar Silva.

Depois de ter abandonado o primeiro debate televisivo em que participou, o candidato Cândido Ferreira decidiu apresentar queixas na CNE e na ERC.

Recomendo ainda dois textos publicados na última edição semanal do Expresso e que mantém toda a atualidade. “A relação entre Costa e Marcelo tem tudo para correr bem”, é o título da peça da Ângela Silva e Cristina Figueiredo.

E ainda a entrevista a Marisa Matias, que pode ler aqui,

Finalmente, hoje é dia de debate a dez, na rádio.

 
OUTRAS NOTÍCIAS
Cá dentro,
A imprensa de hoje faz eco da situação no FC Porto. Na primeira página, a Bola diz “Contestação a Lopetegui sobe de tom”, “Dragão a Ferro e Fogo”, afirma o Record. E o Jogo diz que “Lopetegui só sai pelo próprio pé”.

Mas este não é o único motivo de preocupação para Pinto da Costa. É que, como afirma hoje o DN, já foi deduzida a acusação no caso da contratação de segurança ilegal e o Presidente do Porto é um dos envolvidos.

António Costa vai avançar com uma comissão anti-branqueamento de captais, liderada pelo secretário de Estado Rocha Andrade, afirma o Diário Económico.

Vasco Cordeiro apresenta hoje a recandidatura à liderança do PS Açores.

A primeira edição do novo prémio na área da cultura, o Prémio Vasco Graça Moura, foi atribuído por unanimidade a Eduardo Lourenço.

 
Lá fora,
O ano começou marcado por novos focos de tensão no Médio Oriente. A Arábia Saudita anunciou dezenas de execuções. A embaixada de Ryad no Irão foi palco de manifestações pela execução de um clérigo xiita. Em resposta à resposta, a Arábia Saudita anunciou o rompimento das relações diplomáticas com o regime iraniano. Um tema a seguir com a maior atenção.

Neste artigo tenta contextualizar-se o conflito entre sunitas e xiitas e os receios da Europa e dos EUA perante a possibilidade de uma escalada de violência. Este do El Pais também vale a pena.

Depois de três meses de negociações para a formação de um governo na Catalunha, Artur Mas ficou sem opções e o caminho devem ser novas eleições na região espanhola.

Um novo vídeo alegadamente do Estado Islâmico mostra a execução de cinco pessoas e o extremista que nele aparece (alegadamente britânico) ameaça com a realização de novos atentados terroristas.

Quais devem ser os grandes temas internacionais de preocupação neste ano, pergunta o britânico Independent.

No início desta newsletter eu falei das resoluções de Ano Novo. Pois, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook revelou uma vez mais a sua resolução. Que em 2016 passa pela criação de um robot com inteligência artificial que possa ajudar em tarefas caseiras como ir ver se a criança que está a dormir está ok; ou que identifica os amigos que batem à porta.

O Dakar, que é na Argentina, teve a primeira etapa cancelada devido ao mau tempo.

 
NÚMEROS
2
Dois portugueses morreram vítimas de um acidente de viação em Espanha.

140
140 milhões é quanto Isabel dos Santos está disposta a dar ao BPI por 10% do BFA.

 
FRASES
"Há um problema que é o seguinte. Há duas campanhas simultâneas, a presidencial e as autárquicas em São João da Madeira. Talvez seja sensato não misturar a campanha partidária e a não partidária", Marcelo Rebelo de Sousa, justificando a ausência de Passos Coelho da sua campanha.

“Não começa bem. Mas 2016 pode ainda ser o ano que esperamos. Aquele em que se resolve de vez a instabilidade financeira, aquele em que a economia começa finalmente a criar os empregos”, Helena Garrido, no Jornal de Negócios

 
O QUE EU ANDO A LER
As tradições valem o que valem mas esta é uma que nos últimos anos temos vindo a instituir no Expresso e da qual confesso que sou admirador.

As 100 Perguntas para 2016 é uma lista cheia de dúvidas e cheia de interrogações e incertezas. Afinal, 2016 não se afigura nada fácil. Mas é bom ter este guia de leitura. Eu recomendo. Se não leu na última edição semanal do Expresso em 2015, deixo-lhe agora aqui os links para o fazer. Fique com um exemplos de algumas das perguntas de política (“O Governo PS dura até quando?”),
de economia (“Vamos ouvir falar de unicórnios?”),
de sociedade (“José Sócrates vai ser acusado e julgado?”),
de mundo (“Crise de refugiados na UE continua?”),
de desporto (“O Sporting vai ser campeão este ano?”),
de cultura (“O Spotify vai bater-se com os grandes?”),
e de tendências (“Vai continuar a mania da comida saudável?”).

Quanto a outras leituras, depois de me ter atirado ao magnífico quarto volume da biografia de Cunhal, por Pacheco Pereira, ando agora envolvido com a enleante, mística e intensa escrita de Salman Rushdie.

Assim termino o primeiro Expresso Curto do ano. Espero ir tendo a sua companhia ao longo de 2016. Tudo de bom.

legislação [educação]... súmula do mês de dezembro... via boletim do cirep...! [*]





[*] - corrigidos os respectivos saltos no título pelas 18:17...

a começar o dia... com promessas...?

domingo, 3 de janeiro de 2016

oráculos... precisamos deles, mas o melhor, mesmo, é ir à bruxa...!



no cm...

informações [educação]... lá pelo reino de sua majestade...!


Teacher Email Header New Branding

First things first – Happy New Year! I hope everyone is sufficiently well-rested after Christmas, hangover free after New Year’s Eve and ready for the new term.

It’s no rest for the wicked as we kick off our week of New Year resolutions. Our first commitment is to get on top of marking – making sure it’s done well, without burning the candle at both ends. We asked teachers to share their tricks of the trade. Check out their advice and don’t forget to add a tip yourself on Twitter, Facebook or in the comments.

We’ll have more guides on everything from managing workload to beating stress next week.

Elsewhere, Secret Teacher talks about the teaching slump – the moment every teacher gets when you feel like a failure. Have hope, they write. “It is in our despair that we​ can​ find our greatest teaching strength – the fact we care.”

It’s a really inspiring piece – the perfect antidote to any feelings of apprehension about what lies beyond today. I’d also be interested to know if you have experienced this. How did you get though? The comments thread is waiting to hear all about it.

Enjoy your last day off!

Kate Hodge | editor | kate.hodge@theguardian.com | @GuardianTeach
Highlights of the week
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Our community shared their most memorable pearls of wisdom overheard in their classrooms
Boy looking through plastic
Secret Teacher: we all feel like a failure sometimes, but we must have hope
Every teacher questions whether they’re cut out for the job. It’s what you do with the bad days that counts
Light at the end of a tunnel
Take a peek at our teaching jobs
If you're ready for a change of direction, we’ve got lots of teaching vacancies available on our school jobs site
Sloth
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desenho... birkhauser verlag, architects... de sam green...!


obviamentente, estamos 'banifados'...



no cm domingo...

continuando pelo mesmo tema... 2



no cm...

continuando pelo mesmo tema... 1



no público...

politiquês educacional... a tapar o sol com a peneira...?



no cm...


comentário:
gabam-se estes de terem resolvido num mês um problema que, dizem, os outros não resolveram em três anos... claro, a favor do capital com o argumentário vezeiro do costume, o do interesse nacional e público... e o contribuinte que se lixe, pois a conta calada vai para os 3 mil milhões...!

agora um problema de meros tostões, para a conta do estado, que nasce torto e ninguém tem interesse em resolver...?

voltamos à gestão casuística e navegação à bolina...?

continuando o dia... irrevogavelmente contra...!



no cm...


comentário:
não se entende a imposição de um limite de garantia para os depósitos, à ordem ou a prazo, seja para os cliente particulares ou para as empresas que, ainda por cima, suportam custos para ter dinheiro guardado nos bancos... isto, penso eu, é claro como água;

que sejam os accionistas e os fundos de investimento a suportar os custos não tem, para mim, qualquer discussão;

se as entidades reguladoras não têm mão no mercado [indústria?] bancário que se atirem ao assunto com unhas e dentes e deixem os contribuintes em paz;

para finalizar devo dizer que não compreendo o jornalismo europeu, nomeadamente o nacional, quando proliferam notícias sobre a islândia que anda a bater forte e feio nos responsáveis pelas falências, gestões danosas e corrupção...

disse. 

a começar o dia... ensandecendo...!



no cm...

sábado, 2 de janeiro de 2016

bom fim-de-semana...

ELI from Sagi Alter & Reut Elad on Vimeo.

das coisas [boas e más] da educação [reformas]... reflexões para o fim de dia [mas não só]...!

Por que a Finlândia está mudando 'um dos melhores sistemas de educação do mundo'?

 Getty

Finlândia quer que alunos vejam que um mesmo problema pode gerar perguntas de física, história, matemática, biologia ou estatística


A Finlândia, país conhecido pelo sistema educacional considerado um dos melhores do mundo, prepara uma mudança radical com o objetivo de aumentar ainda mais a qualidade de suas escolas.
A partir de 2016, todos os centros de ensino do país nórdico começarão a aplicar um novo método conhecido como "phenomenon learning" (que pode ser traduzido como 'aprendizado experimental').
Segundo este sistema, as aulas tradicionais são substituídas por projetos temáticos nos quais os alunos se apropriam do processo de aprendizagem.
"Na educação tradicional os alunos vão à sala de aula e têm aulas de matemática, depois de literatura e depois de ciências. Agora, em vez de adquirir conhecimentos isolados sobre matérias diferentes, o papel do estudante é ativo. Eles participam do planejamento, são pesquisadores e também avaliam esse processo", disse à BBC Marjo Kyllonen, gerente de educação de Helsinque.
Kyllonen afirma que a forma tradicional de educação, dividida entre matérias diferentes, não está preparando as crianças para o futuro, "quando precisarão de uma capacidade de pensamento transdisciplinar, olhar os mesmos problemas a partir de perspectivas diferentes e usando ferramentas de diferentes".

Experiência colaborativa

A capital finlandesa está na vanguarda do desenvolvimento desta nova metodologia na qual os alunos podem escolher um tema de seu interesse e planejar o desenvolvimento deste assunto com os professores.
Kyllonen relatou à BBC um exemplo: alunos da quarta série que decidiram com o professor fazer um trabalho sobre o fenômeno dos smartphones.
 
Getty
 
Um grupo de alunos quis pesquisar, por exemplo, os smartphones e acabou aprendendo sobre história, literatura e física


"Disseram que gostariam de saber sobre a história do desenvolvimento da telefonia", disse.
"Foi um tema que serviu para estudar matemática, estatística. Serviu também para saber quais as razões que levam as pessoas a usarem os telefones. Abordou também literatura e como as mensagens de texto mudaram a forma de escrever... (...). A ideia veio deles e, por isso, gerou uma conexão imediata com o tema", afirmou.
O "phenomenon learning" está sendo introduzido gradativamente nas escolas do país nos últimos dois anos. Todas as escolas são obrigadas a ter pelo menos um período durante o ano escolar - geralmente de várias semanas - para desenvolver esta nova forma de aprendizagem por experiência.
No caso de Helsinque, as escolas foram estimuladas para estabelecer dois períodos como este por ano.

Mudança para os professores


As mudanças no sistema educacional da Finlândia também trazem mudanças importantes para os professores, que não terão mais o controle sobre seus cursos com o qual estavam acostumados.
Eles deverão aprender a trabalhar de forma colaborativa com seus alunos e outros docentes.
O trabalho deles não vai mais ter como base as aulas expositivas e será mais parecido com o trabalho de um mentor.
 
BBC
 
Para ensinar os 'alunos pesquisadores' os professores deverão se transformar em mentores

Até março de 2015, 70% dos professores de Helsinque já tinham sido treinados para aplicar este novo método.
"Não acho que os professores possam simplesmente se sentar e observar o que está acontecendo. Creio que seu papel é ainda mais importante do que no sistema tradicional, precisam ter muito cuidado na forma como aplicam este método", disse Kyllonen.

Lições erradas?


O novo método já foi alvo de críticas.
A reportagem da BBC conversou com Leo, um estudante de uma escola de Helsinque, sobre a experiência do "phenomenon learning".
"Tem suas vantagens e desvantagens. É diferente e os professores têm a oportunidade de usar a criatividade e trazer novas fórmulas de ensinar e de aprender. E isto é divertido", afirmou.
"Mas eu não gostaria que durasse o ano inteiro, porque é muito bom ter certa liberdade criativa para aprender de vez em quando, mas também existe a educação tradicional, que também cumpre uma função", disse o jovem.
A BBC entrevistou o professor da Universidade de Cambridge Tim Oates que também afirmou temer que outros países tenham as lições erradas a partir da experiência educacional positiva da Finlândia.
 
Getty
 
A China superou a Finlândia nas provas PISA mas as autoridades de educação de todo o mundo continuam buscando o país nórdico como referência

Oates afirmou que o sistema educacional finlandês teve seu melhor momento no ano 2000, quando o país obteve os melhores resultados no Programa Internacional para a Avaliação de Estudantes da OCDE, conhecidas como provas PISA.
Mas, desde então, o país está caindo.
E, de acordo com o especialista, os funcionários do setor de educação de várias partes do mundo começaram a analisar como eram as escolas da Finlândia neste momento, caracterizadas pela ampla liberdade e pelo fato de que os alunos não necessitavam fazer provas a cada ano para mudar de série.
Oates adverte que as reformas que permitiram os bons resultados do ano 2000 foram postas em marcha ainda na década de 1970, com elementos muito diferentes como as decisões centralizadas, a presença de supervisores em cada sala de aula, grandes investimentos na formação dos professores e a aplicação de exames obrigatórios.


leituras suplementares:

Finlândia ou tigres asiáticos? Qual tem melhor modelo de Educação?

Finlândia distribui caixas de papelão como berços para recém-nascidos

No Japão, alunos limpam até privadas de escolas!

Ghosting : a maneira cruel de acabar com relacionamentos na era digital


e, aqui do blogue, pode ainda ler:

pasi sahlberg




 

 

ilustração...um balanço para 2015... de paulo buchinho...!



no expresso economia...

o futuro próximo do pedestrianismo português...


horas de trabalho de um professor [sondagem]... vá lá e participe, que eu já cumpri a minha 'obrigação'...!

Sondagem da Semana | Os professores em média, quantas horas trabalham por semana?

by Alexandre Henriques

Na sequência do artigo A verdade sobre as "férias" dos professores, impõe-se uma sondagem sobre o número de horas que um professor trabalha em média por semana. Evidentemente que esta sondagem não é um estudo cientifico sobre o assunto. Ela servirá apenas para quantificar a sensação, que professores e outros terão sobre a carga laboral real ao longo de uma semana. Apesar de o nosso horário estar ainda nas 40 horas semanais, a alteração para as 35 horas semanais está para breve, por isso coloco-as como referência. Aliás, as 35 horas têm sido o padrão, pelo menos desde que eu sou professor.
Peço naturalmente honestidade na resposta.
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no com regras...

informações [educação]... via boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 189 — 30/12/2015


Informações Gerais

 
V SIELP - Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa / V Fórum Ibero-Americano de Literacias
 
Irá decorrer de 28 de janeiro a 31 de janeiro de 2016, a quinta edição do V Simpósio Internacional de Ensino de Língua Portuguesa (SIELP) / V Fórum Ibero-Americano de Literacias, organizado pelo Instituto de Educação da Universidade do Minho. 
 
O SIELP tem como objetivo promover uma reflexão em torno do ensino de Língua Portuguesa, configurando-se como mais um espaço de discussão e circulação de ideias e trabalhos que fundamentam as principais linhas de investigação que compõem as áreas desse ensino. Associado ao V SIELP terá lugar o V Fórum Ibero-Americano de Literacias, projeto que teve origem na Universidade do Minho em 2009, por ocasião da 16ª Conferência Europeia de Leitura.
 
O V Fórum Ibero-Americano de Literacias incluirá três conferências plenárias, a cargo de reconhecidos especialistas, bem como simpósios, comunicações livres e sessões de posters/painéis.
 
Publicações CNE: Avaliação Externa das Escolas

Encontra-se disponível a publicação do Seminário "Avaliação Externa das Escolas", organizado pelo Conselho Nacional das Escolas, em parceria com o Instituto de Educação da Universidade do Minho e a Inspeção-Geral da Educação e Ciência.

 
No ano letivo 2015/2016, a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal é parceira para Portugal do "Consumer Classroom", um projeto europeu que gere uma plataforma na internet que oferece conteúdos em educação do consumidor.
 
O "Consumer Classroom" é especialmente dirigido a professores e tem como propósito gerir o sitio na internet, disponível em http://www.consumerclassroom.eu/pt, através de um consórcio que envolve 24 entidades parceiras.
 
Para além do acesso e intercâmbio de conhecimentos na área da educação do consumidor, os docentes encontram uma extensa biblioteca de recursos pedagógicos, desde artigos a vídeos provenientes de toda a União Europeia em várias línguas, incluindo o português. 
 
A plataforma disponibiliza, ainda, ferramentas interativas e colaborativas personalizáveis que os docentes podem explorar e partilhar com os seus alunos.