quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

libertemo-nos, então...



no público...

votivamente...

nestes anquilosados tempos que correm não há o mínimo espaço para grandes alaridos nem para discursos grandiloquentes... fico-me pela imagem.




façam o favor de ser felizes...

e, parafraseando o sousa veloso dos bons velhos tempos, 'despoço-me com amizade'.


a divulgar a cultura portuguesa...



via mensagem de world art center...

a começar o dia... com ingenuidade intrigante...!


no jornal de angola...

o espírito por estas bandas é muito este...


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

a (des)tempo...?


no público...

leitura [educação]... magazine de educação


eloquências e desmistificações, precisam-se... um novo garganta [mais] profunda...?

Caso Banif é “chocante e tem de ser explicado”, diz Horta Osório

22 Dez, 2015 - 13:46


O mal está feito, considera o presidente do Lloyd’s Bank, mas os contribuintes merecem pelo menos que sejam apuradas responsabilidades.
 
Veja também:
 
 
via sapo...
 
 
"António Horta Osório, presidente do Lloyd’s Bank, está chocado com o caso Banif e diz que os contribuintes merecem uma explicação sobre o assunto.
À margem do Encontro Anual do Conselho da Diáspora, em Cascais, Horta Osório recordou que o dinheiro que os portugueses vão injectar no banco equivale a mil euros por família.
“O tema do Banif é um assunto chocante e tem de ser devidamente explicado. Sabia-se que o banco estava fragilizado há uns anos, recorreu à ajuda de uma linha europeia no valor de menos de mil milhões de euros entre capital e obrigações convertíveis”, explica. “Poucos anos depois chega-se à conclusão que os contribuintes têm de injectar mais cerca de o dobro desse montante, num total de cerca de três mil milhões de euros, o que significa mais de mil euros por cada família portuguesa.”
“Acho que este assunto é muito sério e tem de ser devidamente explicado", disse aos jornalistas.
O mal está feito, considera o banqueiro, mas os portugueses merecem pelo menos que se apurem responsabilidades. “Acho que deve ser feita uma auditoria independente que mostre aos contribuintes portugueses exactamente que negócios foram feitos que originaram esta situação no banco, que créditos foram concedidos que não foram pagos.”
“Dado que o mal está feito, os contribuintes merecem saber pelo menos com transparência e com rectidão exactamente o que aconteceu, que dinheiro foi utilizado e acho que isso deve ser feito o mais rapidamente possível”, afirma o presidente do Lloyd’s.


via rádio renascença em linha...
 

dantes eram os chernes, depois os robalos e agora?... ah, o polvo tentacular...!



via sapo...


comentário:
e já agora, o caso tap não é urgente, de acordo com o programa de acção?
já o resolveram?
claro que não...

ah, tempo é o que não falta...?

informações [educação]... no boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 188 — 22/12/2015


Informações Gerais

8.ª Edição dos Prémios do Ensino Secundário
 
A Academia das Ciências de Lisboa (ACL) promove a oitava edição dos Prémios Alexandre Herculano (História), Pedro Nunes (Matemática) e Pe. António Vieira (Português) destinado a distinguir os melhores alunos do ensino secundário do ano letivo 2014-2015.
 
As candidaturas aos Prémios decorrem até ao dia 31 de dezembro de 2015. Aos trabalhos vencedores será atribuído um prémio no valor de €2.500. 
 
9.º Encontro Nacional de Cromatografia / XVI COLACRO
 
O 9.º Encontro Nacional de Cromatografia (9ENC) irá ser organizado pelo Grupo de Cromatografia da Sociedade Portuguesa de Química, desta vez em parceria com o XVI COLACRO (XVI Congresso Latino-Americano de Cromatografia), e terá lugar entre 5 e 9 de janeiro de 2016, no campus da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL).
 
O programa incluirá lições plenárias, comunicações orais e apresentações de posters, sendo a linha condutora os fundamentos, desenvolvimento e aplicações das técnicas cromatográficas e afins em áreas com importância reconhecida, nomeadamente, ambiente, alimentar, forense, farmacêutica, aromas e fragrâncias, petroquímica entre muitas outras.
 
O simpósio será precedido de um conjunto de cursos básicos proferidos por cientistas especialistas, oferecendo ainda a exibição das últimas novidades em equipamento e acessórios. 
 
 
Terá lugar no dia 23 de janeiro, em Guimarães, a jornada "Robótica Educativa: da prática escolar às competições de robótica".
 
Trata-se de uma iniciativa do Departamento de Electrónica Industrial da Universidade do Minho, em articulação com o Agrupamento de Escolas Francisco de Holanda e o Centro de Formação Francisco de Holanda, que se destina a professores de todos os grupos de recrutamento. O programa do evento poderá ser consultado online.

legislação [educação]... via boletim do cirep...!

Boletim Informativo n.º 188 — 22/12/2015

Publicado em Diário da República

Aviso n.º 14870/2015 - Diário da República n.º 248/2015, Série II de 2015-12-21
Ministério da Educação e Ciência - Direção-Geral do Ensino Superior 
Regista a criação do curso técnico superior profissional de Programação de Sistemas de Informação da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria.
 
Ministério da Educação e Ciência - Instituto de Avaliação Educativa, I. P. 
Criação da Equipa Multidisciplinar de Gestão Documental (EMGD).

das boas e das más intenções...?



no cm...

a actualidade do dia-a-dia, numa visão pessoal do jornalista...!

Bom dia, já leu o Expresso Curto Bom dia, este é o seu Expresso Curto

Cristina Peres
Por Cristina Peres
Jornalista de Internacional
 
22 de Dezembro de 2015
 
P de Podemos ou O que podemos nós?
 

Enquanto Bruxelas apela à formação de um governo estável em Espanha, o PSOE e o Podemos já deixaram claro que votam “não” à investidura de Mariano Rajoy e não põem a hipótese de se absterem. Se a esquerda espanhola recusa, já o Ciudadanos diz permiti-la caso o atual chefe do Governo obtenha uma maioria suficiente. O Partido Popular perdeu a maioria e, apesar de ser o mais votado, não é evidente qual é a fórmula capaz de sossegar Bruxelas e satisfazer a vontade de mudança dos eleitores espanhóis. Um óbito é para já definitivo, o bipartidarismo. O diário El País dá-lhe a distribuição dos votos e explica-lhe o que é preciso para que os partidos cheguem a acordo de coligação: não vai ser fácil porque pelo menos um deles terá de ceder e abdicar dos seus princípios inegociáveis. O diário El Mundo dá aqui os cenários de coligação possíveis com prós e contras analisados.

O Expresso Curto de hoje arranca como o do Ricardo Costa de ontem, com os temas futuro governo de Espanha e a venda do Banif. Este segundo é que vai perdurar e doer por aqui. Os contribuintes já perderam os 700 milhões de euros que foram injetados no capital em 2013, a dívida de 125 milhões dessa altura que não foi paga e a parte que não recuperaram dos 2,255 que agora foram utilizados. O Correio da Manhã revela as contas que fez na manchete de hoje: “Banif custa 300€ a cada português”. Tudo falhou no processo de venda. O banco não era atrativo, os oito planos de reestruturação apresentados foram chumbados pela Comissão Europeia, a venda do Novo Banco - que também falhou - foi prioritária para o Governo e houve gestão política, por causa das eleições legislativas.

O Expresso Diário publicou um guia para perceber o resgate do Banif de leitura indispensável, um trabalho de Anabela Campos, Isabel Vicente, João Silvestre e Susana Frexes. Os bancos foram apanhados de surpresa relativamente aos contornos da solução encontrada para salvar o Banif, escreve a Isabel Vicente no site: O Expresso sabe que os bancos não sabiam que iam ser chamados a injetar mais 489 milhões de euros no Fundo de Resolução para a solução encontrada pelo Governo e pelo Banco de Portugal. Os bancos representados no Fundo de Resolução não foram ouvidos sobre o que se estava a passar, refere uma fonte da banca. “Buraco de 3,6 mil milhões”, lê-se na manchete do Diário Económico, que dedica dez páginas ao assunto: Estado já perdeu 2,4 mil milhões de euros com o Banif. O Fundo de Resolução também injeta 489 milhões e o Estado presta duas garantias ao Santander no valor de 746 milhões. 3,6 mil milhões é quanto o Estado poderá vir a perder, resume.

Entretanto, o Santander já se reuniu com a alta direção do Banif, e o banco espanhol garante “tranquilidade total na operação dos balcões”, escreve o Económico. “Portugueses já deram 13 mil milhões para salvar bancos” é a conta que o Diário de Notícias traz hoje na primeira página. Leia aqui como o i sublinha a aposta do PS e do Bloco no afastamento do governador do Banco de Portugal, afirmando que o Governo pode usar o inquérito ao Banif para afastar Carlos Costa. Para tal, é preciso que seja concluída a existência de “falta grave”. Leia aqui a opinião de António Bagão Felix e aqui o editorial do Público intitulado “Um monumento à irresponsabilidade da era Passos: a gestão do anterior governo neste caso não merece perdão”.

 
OUTRAS NOTÍCIAS
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) aceitou apreciar a queixa da defesa de Carlos Cruz, três anos após o requerimento ter sido feito. Os juízes de Estrasburgo aceitaram pronunciar-se sobre a queixa de Cruz (atualmente a cumprir pena na prisão da Carregueira), bem como sobre Manuel Abrantes, Jorge Ritto e Ferreira Dinis, todos condenados a penas de prisão efetiva por abuso sexual de menores, como se escreve aqui no site do Expresso.

O Supremo Tribunal Administrativo pediu uma nova análise da providência cautelar que quer impedir a saída das 85 obras de Miró de Portugal. Vitória para o Ministério Público, que iniciou esta luta jurídica e se tem batido contra a venda das obras, na posse do Estado desde a nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN), escreve o Público.

Futebol, na Taça de Portugal segue-se o derby da cidade do Porto, com o Futebol Clube do Porto e o Boavista. Há jogos a 12 e 14 de janeiro.

Um ataque suicida perto de Bagram matou seis soldados norte-americanos. Os talibãs têm provocado baixas consideráveis no exército afegão e estão à beira de tomar Sangin, uma cidade na província de Helmand que, no passado, foi palco de notáveis combates das forças americanas, britânicas e de outros aliados da NATO. Hoje está de novo praticamente nas mãos das forças talibãs.

O sudoeste da Turquia está a ferro e fogo com tanques e tropas a intervirem na área mais populosa do país, em particular de etnia curda. Os hospitais estão em alerta e três mil professores foram afastados das escolas em zonas de onde já fugiram dezenas de milhares de pessoas. Desde o colapso do processo de paz em julho último, morreram 550 pessoas (150 civis) na região onde se concentram os curdos. A revista The Economist (fechada) sustenta que o ocidente finge não estar a assistir ao regresso da regra militar imposta pelo partido AK a partir de Ancara, tal como aplicava nos anos 90: sem sucesso. As perspetivas de paz parecem ténues, já que novos jovens militantes, munidos de armamento caseiro, já cavam trincheiras e constroem barricadas. A Al-Jazeera chama à situação a “passagem da paz a guerra de baixa intensidade”.

“Ainda sou o presidente da FIFA, lamento, mas não estou envergonhado”, sustenta Sepp Blatter depois de ter sido afastado do futebol por um período de oito anos. A história não está resolvida e Blatter insiste - “Voltarei!” - quando tanto ele como o dirigente da UEFA, Michel Platini, foram banidos “com efeitos imediatos”, proibidos de desempenhar qualquer papel no mundo do futebol. Leia aqui a história. E aqui, em português.

98,1% de votos favoráveis foi quanto o Presidente Paul Kagame obteve no referendo para alterar a Constituição do Ruanda para poder candidatar-se a um terceiro mandato presidencial. Segundo o diário sediado em Kigali New Times, Kagame, de 58 anos, no poder desde que o seu movimento/partido - Frente Patriótica do Ruanda - pôs fim ao genocídio de 1994, poderá presidir ao Ruanda por mais 17 anos! A comunidade internacional reclama com a moderação de quem aceitou reconhecer-lhe os louros do desenvolvimento do país. A oposição está silenciada e o pós-Kagame já foi pensado: depois de 2017 - ano em que o chefe de Estado poderá candidatar-se a um terceiro mandato de sete anos, os ciclos presidenciais serão reduzidos a cinco anos e limitados a dois por cada candidato. Kagame faz escola e inspira o combate à corrupção. Na Tanzânia, o novo Presidente John Magufuli tomou posse em 5 de novembro e já “limpou” uma série de privilégios às elites tanzanianos, como reporta a Merih-News.com. Chama-lhe a “ruandização” da Tanzânia.

 
FRASES
“Há vendaval político na Europa. O centro político está a desaparecer”, António Campos, ex-eurodeputado do PS, i

“Com a colaboração do Banco de Portugal e da Comissão Europeia, a Direita passou aos contribuintes de hoje a fatura [Banif] da sua ‘saída limpa’”, Mariana Mortágua, deputada do BE, Jornal de Notícias

​ “O Estado pagou o preço de três anos de inação, depois de investir 1.100 milhões de euros no Banif e não ter acautelado o sucesso dos sucessivos planos de reestruturação do banco, que foram sempre chumbados por Bruxelas. A capacidade de recuperação de valor para o Estado está nos ativos transferidos para o veículo”, Mário Centeno, Ministro das Finanças, Negócios

 
O QUE ANDO A LER
Acabada de regressar de férias, desconcentrada pelos melhores motivos… só assim me veria empurrada para um policial que se transformou em mega-sucesso de Bollywood: The Bettelnut Killers, de Manisha Lakhe. Descobri-o numa loja de Colombo, uma espécie de mini LxFactory da capital do Sri Lanka. O destaque de capa, assinado pelo crítico Cyrus Broacha, tornou-o logo irresistível: “It deserves de ultimate accolade: “I’m going to copy it word by word for my next book”. A capa, tão expressiva como qualquer sinal de trânsito daquele lado do mundo, contribuiu para o entusiasmo provocado pelo folhear do arranque: “On a motherfuckin’ day of the Lord… the bastards!”, detective Franklin D Wade muttered under his breath as he negociatedd the far-lined to the sanatorium located by the woods along the Willamette”. Só promessas, por isso comprei as cópias todas (duas). Lamento o egoísmo, mas aquém da Taprobana, só eu posso emprestar um exemplar. As estrelas das criticas não são muitas, mas um sucesso editorial na Índia/Sri Lanka vale uns milhões de exemplares impressos, vendidos e lidos!

Agora mais a sério e totalmente acessível aos leitores, comecei a ler Um Espião na Casa do Amor e da Morte (Arranha-Céus) do grande-grande António Cabrita. Trata-se de uma “reportagem-manifesto contra a diferença do género” que o António escreve combinando os seus trunfos de repórter, analista, ensaísta e escritor. O livro parte de uma investigação no terreno (a realidade ajuda sempre!) para cruzar os factos com o “desencontro” (to say the least) entre a legislação existente e a tradição cultural. O país é Moçambique, ainda que as histórias estejam longe de ser exclusivas, uma mistura explosiva da qual as mulheres são as principais vítimas.

Artes Visuais. A olhar para o ano que está prestes a entrar, o “Espresso”, o diário digital da revista “The Economist”, lembrou que, em 1989, as Guerrilla Girls, um grupo empenhado em expor o sexismo e o racismo no mundo da arte, perguntaram: “As mulheres têm de estar nuas para entrar no Met?”. Deveria ajudar, sem dúvida, uma vez que 85% dos nus do Met são mulheres quando apenas 5% dos artistas ali expostos eram mulheres. A verdade é que a luta continua! Se assim não fosse, as famosas Pussy Riot - que já experimentaram as prisões e a “justiça” de Putin e não desistiram - não se dariam ao trabalho de anunciar que vão abrir um museu em Montenegro que será exclusivamente dedicado a expor trabalho de mulheres. A propósito, no próximo mês, a Saatchi de Londres vai celebrar os seus 30 anos com a primeira exposição composta exclusivamente por obras de mulheres. Abre a 13 de janeiro, chama-se Champagne Life e vai mostrar 14 artistas emergentes dos EUA, Canadá, Coreia do Sul e tal. Vale celebração, não? Fica aqui o preview.

E de novo a propósito, encontra aqui o link para um artigo do site thisisafrica.me que analisa o papel das mulheres no desenvolvimento do continente. Whose Africa is rising? A feminista perspective pergunta quais os critérios para medir os crescimentos e avalia o que eles refletem das sociedades africanas. Das sociedades às pessoas, como aproximar os números das análises das cidadãos individuais?

Deixo-lhe ainda aqui o link para poder apreciar o ano 2015 em fotografias dos Médécins sans Frontières. A lista de fotógrafos é de seguir, se não o fazia já. É uma maneira diferente de viajar pelos acontecimentos. A realidade ajuda sempre! Caso prefira só mesmo pensar em viagens, sugiro para banda sonora este Slip, passível de ser ouvido em loop. Ou este Drop the Game, idem (se não tivéssemos peso seria assim…). Se estiver mesmo a planear viajar não o faça sem primeiro avaliar os preços que o esperam em todo o mundo usando esta infografia.

E chega de Curto por hoje, fique com a atualização permanente do Expresso Online até à hora de “folhear” o Expresso Diário que estivemos azafamados a preparar para si. O João Vieira Pereira fecha a série da cafeína matinal antes do Natal. Bom dia!

continuando o dia... [cada vez mais] boquiaberto...!

Opinião


 
Pedro Tadeu
DN
Entalados com o Banif? Então e o Novo Banco?
Ferreira Fernandes
DN
Bancos, não é por maldade é mesmo não saber


no dn em linha...


comentário:
já não tenho ânimo para uma palavra sequer, tal é o pudor...

a começar [tardiamente] o dia... [mais do que] estarrecido...!

com este espírito natalício...


DN
Newsletter
Terça-Feira, 22 de dezembro | 06:49
O tapume
Comecemos pelo evidente. Ontem, Pedro Passos Coelho deveria ter dado a cara. Delegar em Maria Luís Albuquerque as justificações - paupérrimas, por sinal - sobre o Banif confirma sem margem para dúvida...
Editorial, André Macedo
DN Banca Portugueses já deram 13 mil milhões para salvar bancos



no dn em linha...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

hoje e agora, é mesmo o que está na ordem do dia...?



no público...

portanto, a conversa da treta é contínua...!

Mário Centeno explicou os números no final do Conselho de Ministros que aprovou um orçamento retificativo. Ministro das Finanças acusou o anterior Governo de causar atrasos e aumentar custos. banif
Bruxelas diz que o auxílio público ao Banif pode chegar até 3000 milhões de euros. Valor inclui veículo para ativos tóxicos, garantias ao Santander e aumentos de capital de 2012 e 2015. 
 
 
no observador...

o boneco do dia...



no cm domingo...

a actualidade do dia-a-dia, numa visão pessoal do jornalista...!

Bom dia, já leu o Expresso Curto Bom dia, este é o seu Expresso Curto

Ricardo Costa
Por Ricardo Costa
Diretor
 
21 de Dezembro de 2015
 
Onde é que eu já vi isto? Um vencedor que não governa e um banco que nos sai muito caro
 
Por onde começar o Expresso Curto? Por umas eleições espanholas que acabaram com o bipartidarismo e deixaram o vencedor sem aparentes condições para governar? Ou por um Banco de que o Estado português tem 60% do capital desde 2013 e que foi sendo empurrado com a barriga até ser vendido à pressa com uma perda imediata para os contribuintes de €700 milhões e mais €1,7 mil milhões potenciais a caminho?

O primeiro assunto é fundamental porque nos é próximo, porque lança incerteza sobre uma das maiores economias da União Europeia e porque pode abrir caminho, pela primeira vez em 40 anos de democracia, a um governo que não é liderado por quem ganhou as eleições, mas por uma coligação alternativa ou por um acordo parlamentar liderado pelo segundo partido mais votado (PSOE), que, por acaso, até teve o seu pior resultado de sempre.

Depois da Dinamarca e de Portugal, seria o terceiro governo europeu nascido em 2015 que não incluía o partido mais votado. E convém não esquecer que já é assim no Luxemburgo, na Bélgica e na Letónia. A vitória do PP é inequívoca, com 123 deputados, mas a queda brutal (vinha de 186 lugares) e a enorme subida da esquerda (PSOE+Podemos) tornam a investidura de Mariano Rajoy quase impossível, num pesadelo para o centro-direita muito parecido com o que se abateu sobre PSD e CDS em outubro.

A política de alianças alternativas ao vencedor é muito habitual em Espanha em governos autonómicos. Mas essa prática nunca foi usada a nível nacional. Com o novo parlamento, isso parece inevitável, embora seja preciso recorrer aos partidos mais pequenos.

Só um número, para percebermos como esta eleição é histórica: dois partidos que não existiam há 4 anos conseguiram 109 deputados! O Podemos – equivalente ao Bloco de Esquerda - alcançou uns fabulosos 69 lugares e o Ciudadanos, de centro-direita anti-PP, conseguiu 40 assentos. O resultado do Ciudadanos ficou muito aquém do projetado em sondagens, mas foi suficiente para baralhar tudo.

O El País tem ótimos gráficos aqui que mostram bem a dimensão da mudança, o El Mundo faz uma ótima simulação de todas as coligações e acordos possíveis num parlamento muito fragmentado e El Español tem um excelente artigo sobre os caminhos que o Rei pode seguir para que se consiga formar governo. Não sei se o Rei Filipe estava preparado para este cenário, mas vai ter um dos maiores testes da democracia espanhola em muitas décadas.

Enquanto os espanhóis fazem contas aos deputados, nós fazemos contas a mais um banco que nos ia sair barato e que, afinal, fica por uma fortuna. Para os mais distraídos, convém lembrar que o Banif era tecnicamente do Estado desde 2013, quando o Tesouro teve que acudir ao banco com cerca de €700 milhões e ficou com 60% do capital. Além disso ainda emprestou cerca de €125 milhões convertíveis em capital, que nunca foram devolvidos.

O problema foi sendo inexplicavelmente adiado até que nos aproximamos do dia 1 de janeiro de 2016, em que Bruxelas passa a ter novas regras para a resolução bancária, nomeadamente com perdas diretas para os depositantes. E então era assim: ou Portugal e o Banif eram cobaias num resgate estilo Chipre ou vendiam a coisa depressa e à melhor oferta. E é assim que, hoje, todos os clientes do Banif acordaram como clientes do Santander, que comprou a parte boa do banco por €150 milhões, num negócio fechado em contrarrelógio no fim de semana.

E é tudo? Não, porque nestas coisas há sempre mais qualquer coisa. Nesta parte é melhor estar sentado: é que o Estado tem que disponibilizar €1,7 mil milhões para salvar a atividade do banco e o Fundo de Resolução (ou seja, o sistema bancário) cerca de €500 milhões. São €2,2 mil milhões para um banco que já estava na esfera do Estado desde 2013…

O primeiro-ministro fez uma declaração ao país perto da meia-noite, sobre esta “solução dolorosa e catastrófica”, que pode custar aos contribuintes €2,4 mil milhões: 700 agora e 1,7 mil potenciais.

Perante uma conta calada destas, a política acelerou. PS, PCP e Bloco vão avançar com uma comissão parlamentar de inquérito em que os bombos da festa vão ser Pedro Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque e Carlos Costa. Há, obviamente, muitos argumentos para se defenderem estão preparados para isso. Mas a gestão do dossiê do Banif, tal como o do Novo Banco, em função do calendário eleitoral é relativamente difícil de disfarçar.

Cada um que decida pela sua cabeça, mas a coisa será mais ou menos assim: vai ser uma tourada parlamentar, o duelo Mariana Mortágua vs. Maria Luís Albuquerque vai ser um dos melhores momentos televisivos de 2016, o CDS vai demarcar-se do PSD e atacar Carlos Costa, PCP e Bloco vão surfar a onda anti-bancos e o PS vai desmontar a teoria da saída limpa, defendendo que o Banif e o Novo Banco foram atirados para debaixo do tapete quando a troika tinha disponíveis para banca portuguesa €12 mil milhões e o anterior governo só usou metade.

Enquanto tudo isto acontece, nós pagamos a conta e ficamos sentados à espera da fatura do Novo Banco. Talvez em 2017 eu consiga escrever um Expresso Curto sem notícias destas…


OUTRAS NOTÍCIAS

Como a primeira parte foi excecionalmente longa, hoje esta secção é bem mais enxuta.

Começo por uma notícia de última hora: a FIFA acaba de anunciar que Joseph Blatter e Michel Platini são banidos oito anos de qualquer atividade ligada ao futebol. Mão pesada para os dois homens mais importantes da modalidade nos últimos anos.

A Índia está em convulsão por causa da libertação dos mais jovem dos violadores que participou num brutal crime que provocou a morte de uma jovem num autocarro em Nova Dehli. O país tem uma legislação muito ligeira para crimes sexuais.

Na China ainda há 91 desaparecidos, depois de um aluimento de terras e lixo ter provocado a destruição de 33 edifícios em Shenzhen

Na Eslovénia, os eleitores rejeitaram em referendo o casamento homossexual. O parlamento tinha aprovado uma lei a permitir o casamento e a adoção por casais do mesmo sexo, mas ontem 63,3% dos eleitores que participaram no referendo disseram não.

Na curiosa democracia venezuelana, os funcionários da fábrica local da Pepsi foram finalmente libertados, depois de terem sido detidos na sexta-feira por, segundo o governo, terem parado de produzir Pepsi Cola para prejudicar a economia local. A empresa desmente as acusações e garante que fábrica deixou de operar por falta de matérias-primas.

No futebol nacional, a jornada de ontem mexeu com a classificação. O Sporting teve a primeira derrota da época na visita ao União da Madeira e entregou o primeiro lugar ao Porto, que já não passava a noite de ano novo no primeiro lugar desde 2011.

Sporting e Porto defrontam-se na próxima jornada dia 2 de janeiro, num jogo que permite aos jornais desportivos usarem com propriedade um adjetivo que tanto acarinham e que ganha outra força em pleno inverno: escaldante.

Os jogadores do Benfica tiveram que ouvir assobios enquanto tentavam ultrapassar o Rio Ave, mas ganharam com folga (3-1). Segundo os desportivos houve três penáltis por assinalar, o que dará para encher uns vinte programas de análise desportiva. Afinal, o que é o Banif ao pé de três grandes penalidades por assinalar na Luz?

No futebol internacional, o Bayern de Munique anunciou que o treinador Guardiola deixa o clube no final do ano. São más notícias para alguns treinadores que andam em apuros e que, de repente, veem Mourinho e Guardiola no mercado e prontos a ser contratados.

A conta de Instagram de Isabel dos Santos (Isabel_santos_angola) deu ontem muito que falar, com uma foto da empresária ao lado de Nicki Minaj ontem em Luanda. A cantora tinha sido muito pressionada a cancelar o concerto por causa do julgamento de Luaty Beirão e de outros ativistas, mas fez uma grande atuação no Estádio dos Coqueiros, para gáudio do público e da organização da Unitel (telecom controlada por Isabel dos Santos). A Blitz conta tudo aqui.


FRASES
“A venda do Banif ao Santander tem um custo muito elevado para os contribuintes”. António Costa, primeiro-ministro, na comunicação ao país feita ontem à noite

“Quem ganha eleições deve formar governo e eu vou tentar formar governo porque Espanha necessita de um governo estável”. Mariano Rajoy, primeiro-ministro de Espanha e líder do Partido Popular

“Não estávamos à espera disto. Empatar já não era bom, perder foi pior”. Jorge Jesus, treinador do Sporting, ao ver escapar-lhe o primeiro lugar


O QUE EU ANDO A LER
O final do ano é tempo de balanços. Nos últimos dias vários jornais e revistas têm dado espaço às suas escolhas. Pode ler aqui as dos críticos do Expresso (artigo disponível neste link) ou o Top 10 do suplemento cultural dos nossos colegas do caderno ípsilon, do Público.

No Público o pódio é ocupado por Assim Começa o Mal, de Javier Marías, História do Novo Nome, de Elena Ferrante, e A Senda Estreita para o Norte Profundo, de Richard Flanagan. Metade do top é ocupado por portugueses: Gonçalo M. Tavares, António Lobo Antunes, Mário Cláudio, Teresa Veiga e Alexandre Andrade.

No Expresso não optámos por um top único, mas por listas dos vários críticos. Muitos dos livros e autores acima citados reaparecem nas nossas escolhas, bem como a nota de 2015 ter sido o ano em assistimos à perda de um dos nossos maiores poetas do séc. XX, Herberto Helder, e de um dos mais originais e coerentes editores nacionais, Vítor Silva Tavares, da & etc.

Uma nota destacada nas escolhas foi a importância das reedições. Alguns dos grandes acontecimentos editoriais estiveram mesmo nesse campo. Relevo dois autores de que gosto muito: primeiro, José Cardoso Pires, que viu finalmente a sua obra ser reeditada na Relógio D’Água. Cardoso Pires é um escritor notável, com uma mão cheia de grandes livros e que, pouco a pouco, foi desaparecendo das nossas livrarias. Aproveitem agora.

Outra escolha pessoal reeditado este ano: Saul Bellow, o príncipe dos escritores judeus norte-americanos, republicado por cá na Quetzal. Que me desculpem os fãs de Roth, mas Bellow é o melhor de todos e não vai ser fácil destroná-lo.

Se quiserem acabar o ano com um livro de Bellow e outro Cardoso Pires na cabeceira ficam em boas mãos para entrar em 2016. Enquanto não pegam em livros, já sabem, é só estarem atentos ao Expresso Online, onde não vai faltar informação, análise e opinião sobre o Banif, Espanha e tudo o mais que acontecer. Ao fim da tarde trazemos o Expresso Diário, com tudo isto bem enquadrado e nova ronda de opinião e notícias em primeira mão. E como o mundo não para de girar, o Expresso Curto volta amanhã de manhã.

Bom dia, bom trabalho e boas compras de natal e não se esqueça que, se alguém lhe perguntar o que fez no fim de semana, pode sempre dizer: “ontem vendi um banco…”

e o 'garganta funda' ainda consegue piar sem gaguejar...?



no público...

continuando o dia... iracundo...!


no público...



p. s.
e já não estou, sequer, a falar da salvaguarda dos depósitos em conta na instituição, que são mera responsabilidade da mesma... ou não...?

a começar o dia... com os ranquingues [resultados da sondagem]...!

Resultados da Sondagem da Semana | Concorda com o ranking das escolas?

by Alexandre Henriques

Resultados e opinião de Paulo Guinote
Ranking
Total de votos: 1925


Rankings, sim, mas…


Paulo GuinoteO conhecimento público dos dados sobre o desempenho dos alunos nas provas finais e exames do Ensino Básico e Secundário é algo positivo para toda a sociedade e para o sistema de ensino. A sua transformação em rankings de consumo rápido nos primeiros anos da divulgação da informação transformou-os numa arma de disputa política e ideológica em vez de os tornar num útil instrumento para a análise da realidade que levassea uma melhoria global do sistema de ensino.
Ao longo do tempo, a informação disponibilizada sobre as escolas públicas foi-se alargando e permitindo matizar os resultados absolutos com indicadores do contexto socio-económico e cultural dos alunos e respectivas famílias. Infelizmente, toda esta informação sobre as escolas públicas não tem tido contrapartida no sector privado, sobre o qual continuamos a desconhecer muitos dados essenciais para que a comparação dos diferentes tipos de escolas possa ser feita com pleno conhecimento das diversas realidades em presença.
Os rankings só atingirão a perfeita maioridade quando, para além de alcançarmos uma completa transparência dos dados disponíveis, os instrumentos de avaliação externa deixarem de mudar anualmente de natureza, de grau de dificuldade ou mesmo de critérios de classificação. É complicado estabelecerem-se análises significativas das tendências de médio prazo, à macro ou micro-escala, quando se comparam provas de aferição com provas finais ou quando se comparam resultados em disciplinas, como em Português ou Matemática, que mudam de programa duas ou três vezes num punhado de anos.
Enquanto estes problemas não forem resolvidos os rankings continuarão em busca da sua idade adulta e não contribuirão, como poderiam, para um melhor conhecimento e melhoria da qualidade do nosso sistema educativo.
* Artigo também publicado no Diário Económico

comentário:
eu estou exactamente como o título do mesmo...mas...
posso dizer que desde muito cedo ,na minha escola, fazia as estatísticas dos resultados dos alunos na área das artes visuais, a todas as disciplinas com exames e o grupo disciplinar convivia bem com a situação, apesar de não ser possível, na altura, comparações que não passassem exclusivamente pela média nacional, por falta de acesso a dados trabalháveis...

domingo, 20 de dezembro de 2015

por hoje fico-me com esta...

conselhos
Há várias obras à venda nas livrarias que ensinam um pai a ser melhor, mais competente e mais presente. Nuno Costa Santos leu-as e revela o que aprendeu com elas (fez uma lista e tudo). 


via mensagem do observador...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

pois, o carnaval são só três dias... como diria o outro...!



no público...

coisas da educação [ensino vocacional]... resultados da sondagem [via com regras]... reflexões para o fim de dia...!

Resultados da Sondagem | O ensino vocacional deve manter-se no ensino básico?

by Alexandre Henriques

Ficam os resultados e a análise de Paulo Guinote. Obrigado por votarem ;)

Ensino vocacional

 

Vocações Precoces

 

Paulo GuinoteEstou em claro desacordo com aqueles colegas que acham que o vocacional, sim senhor, até pode continuar, desde que lhe sejam feitas algumas alterações, alguns remendos, que o tornem melhor. O meu problema é que não sei bem que alterações podem ser feitas de modo a tornar algo que está, em meu entendimento, errado na sua própria lógica, muito em especial no que se relaciona com o Ensino Básico.
Se me disserem que o vocacional, neste sistema pretensamente dual, pode ser aplicado no Ensino Secundário, a alunos com mais de 15 anos, em situação de pré-entrada no mercado de trabalho após os 18 anjos, ainda posso aceitar. Mas como solução na partir dos 12-13 anos, no Ensino Básico acho-o uma mistificação, uma fraude completa, um engano servido aos alunos e respectivas famílias como saída para o insucesso escolar e às escolas e professores como solução para “limpar” esse insucesso das pautas de provas finais e circunscrever a maioria dos alunos problemáticos a turmas específicas, deixando em paz as restantes. Algo cuja aceitação pode ser compreensível em quem está muito desgastado com todo o peso do quotidiano, mas que está longe de ser uma solução razoável a médio prazo em todos os restantes aspectos. Não me parece que a fórmula “então, onde é que os metemos e o que fazemos com eles?” seja o método mais adequado para lidar com o risco de abandono e insucesso a partir do 2º ciclo de escolaridade, enquanto se finge que as “vocações” precoces são exactamente aquelas que se encaixam no perfil de qualificações ou 2vocação” dos professores disponíveis para levar estes projectos adiante. Mas podemos fingir. E auto-avaliar como bom, ou mesmo a raiar a excelência, aquilo que mais não é do que um truque e que, na prática concreta de muitas realidades, é apenas uma fast lane para despachar alunos com um mínimo de competências gerais e um certificação vocacional que nenhum empregador leva mesmo a sério. Há excepções, claro que há excepções. Se não existissem, nem dávamos pelas regularidades.
Vou procurar explicar de forma breve porque acho que no plano macro e micro os alegados cursos vocacionais até podem ser “úteis” na base de uma forma errada – e barata – de lidar com as estatísticas do insucesso e abandono escolar, ao mesmo tempo que se pisca o olho aos professores que querem expurgar as suas turmas de indesejáveis, pelo que apoiam a sua arrumação algures.
No plano da macro-escala, o encaminhamento de alunos com historial de insucesso para turmas de “ensino vocacional” é um modo de lhes dar um caminho que, evitando os exames ou provas finais, traz vantagens no curto prazo a todos. Os alunos porque ficam com o sucesso quase garantido (são muitas as exigências formais de rigor que na prática de quem aparece a inspeccionar não passam de garantias de responsabilização dos professores pelo insucesso dos alunos) e o Ministério da Educação porque pode apresentar estatísticas maravilhosas de certificação de tipo profissionalizante, sem que seja feito investimento sério numa verdadeira formação profissional a partir das escolas. Para os mais distraídos, esses dinheiros passaram a seguir para outros alfobres, os das formações dadas nas próprias empresas que nunca dariam um posto de trabalho sem verificação prévia de competências que estágios de um mês, arrancados a ferros, não podem garantir. Salvo as tais excepções. A via vocacional que nasceu da crítica aos CEF e PCA, negando-lhes as adaptações que agora querem para ela, tem problemas maiores para resolver do que aquelas vias tinha, Para além de quem amputa de forma bem mais precoce a formação básica dos alunos em áreas gerais do conhecimento em troca de um afunilamento para formações “específicas” que fazem pouco sentido ou terão dificuldade em progredir sem noções fundamentais das tais disciplinas gerais. Não é a partir do 5º, 6º ou 7º ano que se trunca alegremente um currículo generalista – retirando-lhes a História, a Físico-Química ou reduzindo os conteúdos da Matemática e do Português a caricaturas – sem consequências a médio e longo prazo. A concepção de ensino subjacente ao vocacional é do mais oitocentista possível.
À micro-escala, a criação de cursos vocacionais resulta da combinação da pressão da tutela sobre os órgãos de gestão no sentido de assegurarem essa “oferta” e assim coreografarem um combate ao “insucesso” em troca de uma avaliação de excelência nas lideranças, com a sensação de alívio que traz uma “alternativa” que arruma os alunos mais problemáticos em turmas “especiais”, para que seguem tanto professores que até tentam fazer o seu melhor nestas condições quanto outros que, na ausência de pessoal voluntário disponível, se vêem a braços com grupos de alunos heterogéneos, com perfis de aprendizagem muito diversos, sem uma verdadeira coerência “vocacional” para as áreas específicas disponíveis. Sendo que as exigências formais de rigor na assiduidade e avaliação, com alunos que têm um percurso contrário a esse tipo de práticas, desaguam quase sempre num malabarismo por parte dos DT e dos professores para simularem que a falta de assiduidade foi justificada e que a avaliação é mesmo uma avaliação e não mais uma simulação porque, afinal, aqueles alunos não estão ali para terem insucesso outra vez. E eles rapidamente percebem isso e todos os vícios de um sistema destes. O que, depois, lhes falta perceber é que ou a formação específica e pretensamente profissionalizante de nada lhes vale aos 14-15 anos e aos 17-18 só serve para terem um certificado na gaveta, pois a generalidade dos empregadores não a leva a sério e dificilmente a considera um factor decisivo na contratação do seu pessoal. Salvo, excepções, claro, que são sempre excepcionais.
Mas podemos fingir. Ou levar as coisas a sério, cheios de boas intenções, e ficarmos a pensar que aquilo que vemos não é a a realidade, que a realidade são os papéis a dizer o contrário.