sexta-feira, 4 de maio de 2012

gestão e administração escolar... da matéria disciplinar e de um guia de apoio às escolas [sempre útil estar a par das coisas]... da ige...!



 pode encontrar as perguntas mais frequentes [e respectivas respostas]... aqui.

(des)acordo ortográfico [por causa de uma epístola e da(s) (des)obediência(s)]... citando, via aventar... eugénio lisboa...!

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“Desobediência, a mais rara
e corajosa das virtudes”
George Bernard Shaw


Numa carta admirável e meticulosamente fundamentada, dirigida ao Ministro da Educação, a propósito da suposta entrada em vigor do famigerado Acordo Ortográfico, a médica Madalena Homem Cardoso, na sua qualidade de mãe de uma filha de sete anos, agora a iniciar-se na arte de escrever em língua portuguesa, informa aquele Ministro de que não poderá “anuir a que a aprendizagem da [sua] filha seja perturbada pelo autodenominado “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990)” (...) o qual não é “acordo”, pois conta com a oposição quase unânime dos especialistas em língua portuguesa  e da esmagadora maioria dos falantes-escreventes de Português de Portugal(...)”.

Não vou aqui esmiuçar a argumentação lúcida e magnificamente articulada, que a Dra. Madalena Cardoso desenvolve, ao longo de nove páginas, e que eu sugeriria ao Sr. Ministro da Educação que lesse, ele mesmo, com atenção e cuidado, em vez de a mandar analisar pelos seus colaboradores. Creia que é uma boa sugestão!

O meu ponto é outro: na carta referida, a autora, por mais de uma vez – e isto poderá chocar alguns leitores e, provavelmente, o Ministro e os seus directores-gerais – incita, em termos nada ambíguos, “todos os cidadãos portugueses” à desobediência civil, relativamente àquele Acordo. Eu cito uma passagem só: “Todos os cidadãos portugueses (em particular os que assumem especiais responsabilidade na transmissão do património linguístico às gerações futuras) têm, mais que o direito, o dever da desobediência (art.º 21º CRP: “Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias...”) e de objecção de consciência (art.º 41º nº 6 CRP) a recomendações ministeriais ilegais, além de prematuras e de impraticáveis em muitos aspectos.”

O conceito de “desobediência civil” vem de longe e as suas raízes filosóficas estão profundamente enraizadas no pensamento ocidental, em obras de Cícero, S. Tomás de Aquino, John Locke, Thomas Jefferson, Henry David Thoreau ou Bertrand Russell. A “desobediência civil” não é mais do que uma resistência passiva – de carácter simbólico – a actos tidos por injustos e iníquos praticados pelo Estado – actos que podem ser “legais” mas que são eticamente reprováveis. Em África, na América e na Índia, a “desobediência civil” tem sido uma táctica usada, com êxito, ainda que morosa e dolorosa, na obtenção dos resultados almejados. Gandhi, na África do Sul e na Índia, e Martin Luther King, entre outros, nos Estados Unidos, usaram de resistência passiva, isto é, de desobediência civil, para atingirem os seus objectivos.

Em muitos países do mundo de hoje e, em particular, na Europa (incluindo Portugal), os cidadãos sentem-se tentados, perante as medidas de sacrifício promulgadas, não equitativamente, para remediar uma situação económico-financeira de quase catástrofe – de que muitos deles não foram nem cúmplices nem culpados - , muitos deles, dizia, sentem-se seriamente tentados a praticar actos de desobediência civil, em relação a Estados que não consideram “pessoas de bem”: a injustiça persistente gera sempre o desejo de resistência àquilo que se considera “o mal”.

O conceito, repito, vem de longe, dos tempos míticos da Grécia Antiga, em que Antígona, filha de Édipo, afrontou o Rei de Tebas, Créon, em dilema dilacerante, que marcou a fogo a inteligência e o imaginário dos homens, ao longo dos séculos. O conflito, glosado na tragédia de Sófocles, resume-se em poucas palavras: regressando a Tebas, após a morte do pai (Édipo), Antígona e sua irmã Ismena tentam reconciliar os seus irmãos Etéocles e Polinices, que se encontravam desavindos – Polinices, atacando a cidade e Etéocles, defendendo-a. Ambos morrem em combate e o tio Créon, tornado Rei, pune Polinices, proibindo o seu enterro. Antígona, movida pelo amor ao irmão e pelo horror à iniquidade do decreto real, enterra secretamente o irmão. Entre a lei do Estado e a lei divina (a da sua consciência, a da Justiça), optou por esta, arriscando a vida.

O centro da peça, que ainda hoje serve de medalha às consciências em luta e dilacera espíritos e corações, é o diálogo entre Antígona e Créon. Antes de desferir a sentença de morte, por desobediência, o rei pergunta: “E tu, responde-me, numa palavra e sem rodeios: conhecias a proibição que fiz publicar?” Antígona responde com altivez. ”Conhecia. Como podia ignorá-la? Toda a gente a conhecia.” O Rei desfere, então, a pergunta final: “E ousaste infringir as minhas ordens?” A resposta de Antígona ficou sendo o fundamento ardente de todas as futuras “desobediências civis”: “Ousei, porque elas não emanavam de Zeus nem da Justiça, que habita junto às divindades infernais; e não acreditei que um simples mortal como tu pudesse ter suficiente autoridade para se permitir transgredir as leis não escritas mas imortais dos deuses.”

A postulação da princesa é clara e pode “traduzir-se” deste modo: entre um mandato falível do Estado e o imperativo mais alto da nossa consciência (o nosso íntimo conceito de justiça e de bem), a escolha só pode ser uma: seguir o imperativo da consciência.

Este princípio de “desobediência civil”, a que outrora ficaria bem apelidar de “desobediência divina”, atingiu algum estatuto de lei internacional, por ocasião dos famosos julgamentos de Nuremberg, nos quais não foi considerado como atenuante aos crimes cometidos pelos réus nazis o facto, por eles alegado, de terem apenas “cumprido ordens”. Nesse famoso e controverso tribunal, foi afirmado, de modo imperativo, o princípio de que um indivíduo pode, em certas circunstâncias, ter que responder, em tribunal, por não ter desobedecido às leis do seu país.

Numa belíssima versão contemporânea do mito de Antígona, da autoria do grande dramaturgo francês, Jean Anouilh, a protagonista, pouco antes de ser mandada para a morte, envia, por intermédio de um dos guardas, uma mensagem a seu noivo Hémon, nos seguintes termos: “Sim. Perdão, meu querido. Sem a pequena Antígona, vós estaríeis todos muito tranquilos. Amo-te...” É, precisamente, o papel das Antígonas deste nosso mundo impedir-nos de ficarmos demasiado tranquilos, quando aquilo que as iniquidades vigentes estão a pedir é o desassossego, a intranquilidade geradora de acção e justiça. O coração indomável de Antígona é uma luz ao fundo do túnel.
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daqui.

avaliação externa das escolas... quadro de referência [com alguns pontos 'muito interessantemente equívocos']... da ige...!




para complementar a leitura com um estudo... aqui.

cartoon... de museu [ironias]... de pat bagley...!


daqui.

efeméride... desenho e pintura [posters]... de keith haring...!

o doodle de hoje...


e alguns cartazes...



 
pode apreciar mais... aqui e aqui.

novidades...? nada que não se 'veja' aqui pelo 'continente', também... ou não será...?


da capa do público de hoje.

desenho... ravel... de jacques raugnies...!


desenho... de allison reich...!





aqui.

desenho e pintura... de amanda mocci...!






aqui.

leituras... da escola do futuro [hoje...?]... [artigo] de autores vários

leituras... na 'senda' da libertação... a desobediência civil... de henry david thoreau...!

leituras... da estratégia de 'libertação'... à arte da guerra [que bem dela estamos precisados]... de sun tzu...!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

sociedade civil... [pelo menos para ouvir, em pano de fundo] sobre 'separar bons de maus alunos'...?

como não existe código para embutir o vídeo... fica a ligação.

aqui.

desenho... de [diário gráfico] campo d'ourique... de mário linhares...!


via urban sketchers...!

banda desenhada... fragmentos... de topedro...!




design de equipamento... explorando conceitos... de tembolat gugkaev...!





aqui.

pintura... de emily winfield martin...!




aqui.

cartoon... ironias [de cão, van dog]... de antónio pilar


daqui.

curiosidades... sem nexo...? parece-nos a europa na espiral da crise...!


via fb...!

ilustração... de josée bisaillon...!




aqui.

leituras... da educação e da (sua) crise... [revisitando] annah arendt...!

leituras... pedagogia da indignação... de paulo freire [revisitando]...!

leituras... administração e gestão escolar... da auto-avaliação, da avaliação externa e dos resultados dos alunos [um estudo]...!




pode complementar esta leitura com outras já divulgadas... aqui e aqui.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

reflexão... o nosso mundo global...!



justiça... era bom que não se limitassem à publicação de números [porque não comparar com o que acontece nos estados unidos, inglaterra, espanha ou frança...?]... isso sim...seria jornalismo sério...! para além de que não pedem 'contas' a ninguém... a culpa é do ´sistema'...? litigância a mais...?


curiosidades... dos 'mandamentos' paradoxais...!

tic e educação... divulgação do congresso no ie...!


educação... nas mãos [e sabe-se lá onde mais...?] de analistas economistas... sobre as mudanças na avaliação escolar... nas palavras [entrevista] de paulo santiago...!

é um dos responsáveis pelo relatório da oecd 2012 [aqui] e por causa de uma referência já atrás aduzida, aqui... volta à carga com uma entrevista com muitos 'paninhos quentes'...?!!

para ler as entrelinhas da coisa... nas duas vertentes, a da avaliação 'escolar' e a da avaliação de 'desempenho' docente...





já agora complementem com este comentário...aqui.

e mais outro... aqui.

saúde... jovens [bons e maus hábitos... e outras questões]... de uma notícia e de um estudo...!



para dar conta da notícia... aqui.

para [com tempo] ler o relatório... aqui.

'states'... como pode ser por cá... isto dá que pensar...!


para ver com mais detalhe... aqui (é melhor).

desenho... dos encontros em grândola... de pedro cabral...!


ilustração... digital e não só... de nicolas gouny...!





aqui.

da saúde... alguns valores de exames para o sns...! há números que deixam alguma perplexidade com as variações de mínimos e máximos [e isto é um exemplo]...!


do diário económico.

da saúde... alguns indicadores... temos disponibilidades de equipamentos a mais [desperdício...?],... temos (poucas) consultas [isto parece ser bom...!] e pagamos [do nosso bolso mais que a média da europa...!] mais pelos 'serviços'... com a despesa 'pública' a aumentar...!


do diário económico.

leituras... da administração e gestão escolar... a figura dos agrupamentos e a nova 'gestão'... um estudo [revisão da literatura] de licínio lima...!

crónica... há alternativa [não há nem coragem nem 'liberdade', nem ética, rigor e moral para tal cometimento político...!] na opinião... de paulo morais...!

"A austeridade que fustiga os portugueses, com aumento de impostos e redução de salários, é perfeitamente evitável. Desde que o governo opte por outro tipo de medidas, que penalize menos os cidadãos e as empresas, retire privilégios aos poderosos e altere de facto a estrutura de despesas do Estado.

Em primeiro lugar, devem ser renegociadas todas as parcerias público-privadas rodoviárias, que chegam a ter rentabilidades garantidas superiores a 14%; o Estado terá, desde já, um ganho anual de cerca de três mil milhões de euros. A segunda medida consiste na imediata reestruturação da dívida pública, bastando substituir os contratos de crédito ruinosos, e assim poupar cerca de dois mil milhões. Não é admissível que o Estado continue a pagar anualmente em juros nove mil milhões de euros, mais do que gasta com o Serviço Nacional de Saúde.

Impõe-se ainda reduzir os alugueres e rendas imobiliárias que o Estado paga neste momento. São centenas de milhões de euros a mais em cada ano! Numa fase em que o mercado imobiliário está em baixa e as rendas nos privados vêm diminuindo progressivamente, porque não baixa a despesa do Estado nesta rubrica? Ainda por cima, quando muitos contratos foram inflacionados para favorecer proprietários amigos!
Outra área onde se poderia também obter um ganho de mil milhões é a da formação profissional. Grande parte da formação financiada limita-se a manter os formandos ocupados, enquanto a maioria dos recursos é desviada para o enriquecimento de alguns ‘empresários’ mais habilidosos.

Se o governo tiver coragem para implementar este tipo de medidas, pode poupar anualmente até sete mil milhões, sem penalizar os cidadãos. E muda definitivamente a estrutura da despesa do Estado, retirando privilégios aos poderosos.

Só quando os governantes tiveram a coragem de ousar este caminho, Portugal progrediu. Foi assim com D. João II, que pensou os Descobrimentos, ou com o Marquês de Pombal, instituidor do Vinho do Porto, que limitaram regalias às grandes famílias do seu tempo – como os Duques de Bragança e Viseu ou os Távora. Se não souber ler a história, Passos Coelho será apenas mais um mau governante, dos muitos que os portugueses já tiveram de suportar."