quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
4000...!
números redondos [entradas editadas]... ainda por cima é 'obra' [penso eu de que... como diz o outro...!].
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
para começo de conversa [e sem muito tempo para isso]... via notícias ao minuto...!
"Estado
Função Pública vai trabalhar mais e receber menos
O aumento do horário de trabalho dos
funcionários públicos de 35 para 40 horas semanais prescrito pelo
Orçamento do Estado de 2013, contrasta com os cortes salariais estimados
para o sector, bem como com a alteração das regras da mobilidade
especial."
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
leitura... [das controvérsias] da educação... de maria de lurdes rodrigues [e ela escreve... e não tem 'culpas' no cartório...!]... no público...!
"3. A controvérsia que opõe escola pública a escola privada,
declarando a falência de uma e enaltecendo as virtudes da outra, é
sobretudo ideológica e motivada por interesses nunca explicitados. Toda a
informação disponível sobre a prestação do serviço público de educação
por privados mostra que essa opção não implica menos gastos nem dá
garantias de uma melhoria global da qualidade do ensino e dos
resultados. Não dispomos de avaliações rigorosas sobre esta questão em
Portugal, mas os estudos conduzidos pela OCDE com base em comparações
internacionais concluem que a privatização dos sistemas públicos de
educação não garante a qualidade global e agrava os riscos de aumento
das desigualdades escolares e sociais. Em Portugal, há várias áreas dos
serviços educativos prestados por instituições privadas por contrato com
o Estado, como seja a educação pré-escolar, o cuidado das crianças nos
tempos livres, os contratos simples para o primeiro ciclo, os contratos
de patrocínio para o ensino artístico e os contratos de associação para
os ensinos básico, secundário e profissional. Em todos estes casos, a
despesa pública não diminui pelo facto de o serviço ser prestado por
privados.
Não foram razões relacionadas com os custos que
determinaram estas opções. A existência de uma diversidade de operadores
públicos, privados e do terceiro sector (IPSS) no nosso sistema de
ensino, apesar da prevalência da escola pública, tem uma história longa e
muitos aspetos positivos que devem ser valorizados. Ganharíamos em
diversificar ainda mais, explorando, por exemplo, o envolvimento e a
responsabilização das autarquias nas políticas de educação. Como
ganharíamos também em aprofundar a participação dos pais na vida das
escolas. Porém, estas opções têm mais a ver com pluralismo e
governabilidade do que com economia."
[excerto] entrevista... a richard stallman... via pplware...!
"Numa entrevista à revista New Internationalist, Stallman
acusa empresas como a Apple, Microsoft e Adobe de terem conseguido
encontrar novas formas de controlar os seus utilizadores. “Hoje
em dia as pessoas que usam software proprietário estão muito
provavelmente a usar malware. O software não livre mais usado tem
funcionalidades maliciosas – falo acerca de funcionalidades específicas e
bem conhecidas”.
Segundo Stallman, existem 3 tipos de funcionalidades maliciosas do
software: aquelas que espiam o utilizador, aquelas que restringem o
utilizador e os backdoors (falha que permite a invasão do sistema). “O
Windows tem todas elas – a Microsoft pode instalar mudanças no software
sem pedir permissão. O Flash Player também, assim como a maior parte
dos telemóveis”.
As pessoas sabem que o Windows tem problemas de segurança, mas
subestimam o problema. Cada programa não livre é um programa “confia em
mim”, explica. As pessoas desculpam empresas como a Microsoft por serem
grandes corporações.
As “algemas digitais” são a funcionalidade maliciosa mais comum.
Estas restringem aquilo que o utilizador pode fazer com os dados do seu
próprio computador. “A Apple tem as algemas mais apertadas da história. Quando
as pessoas não têm conhecimento deste problema escolhem com base na
conveniência imediata apenas. Por isso, podem ser guiadas como um
rebanho, desistindo da sua liberdade, numa combinação de funcionalidades
convenientes, pressão das instituições e as modas. É por isso que luto
para espalhar a mensagem da filosofia do software livre e a luta contra o
problema de liberdade. Porque se se tiver coragem e reconhecer o perigo
então é possível resistir”."
curiosidades... [de um debate 'online']... estaria a economia melhor sem os alunos dos mba(s)?... via the economist debates...!
"voters have agreed with the notion that the economy would be better off without MBA students"
aqui.
domingo, 9 de dezembro de 2012
arrumando a 'casa'...!
depois de na semana passada ter dado indicação [aqui] que a edição de entradas, por estas bandas, estaria em modo [quase] 'off... ainda consegui produzir umas quantas actualizações diárias...
isto apesar de [já] ter cerca de três semanas de atrasos em digitalizações [de coisas que considero relevantes]... e de [ainda] ter cerca de quatro conjuntos de documentos que gostaria de divulgar... e estão [à espera] no baú.
isto apesar de [já] ter cerca de três semanas de atrasos em digitalizações [de coisas que considero relevantes]... e de [ainda] ter cerca de quatro conjuntos de documentos que gostaria de divulgar... e estão [à espera] no baú.
se já está cumprida a tarefa relativa aos testes... agora, aparecem as tabelas, grelhas, 'grelhados' [para todos os gostos e feitios]... relacionados com a avaliação de final do período escolar...
assim... tenho que me ater às intenções expressas [novamente... e se as conseguir cumprir... do que tenho sérias dúvidas...!]... aqui.
como sempre... há muita coisa para ler... por aqui.
estejam à vontade...!
sábado, 8 de dezembro de 2012
leitura... da educação... 'as tecnologias sem o professor não funcionam'... de andreia lobo... via educare...!
...
"Com mais de 30 anos a dar
aulas, confidencia à assistência: "A conclusão a que este modesto
professor chegou é que nunca encontrou soluções completas para problemas
que continuam a existir. Às vezes há uma ajuda. Mas as tecnologias sem o
professor não funcionam". O público concorda, ouvem-se fortes aplausos."
para ler... aqui.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
crónica... [da política]... o número um e o número dois são zeros... de santana castilho...!
"
1. A história da política é também a história de muitas ideias falsas. Com dolo ou sem ele, é sempre condenável que se apresente o que não é factual e não pode ser demonstrado como algo sem apelo nem alternativa. Este é o pecado de ambos: do número um, ignorante convencido, e do número dois, taliban assumido. Ambos são responsáveis por sofrimento que derrota e por desesperança que deprime. Dizem as estatísticas que dois milhões e 600 mil portugueses vivem abaixo do limiar da pobreza, que três milhões vivem com 16 euros por dia e dois milhões com 14, que 21 por cento dos velhos são pobres, que um milhão e 400 mil não têm trabalho e, destes, um milhão e 30 mil não recebem subsídio de desemprego. E dizem eles, o número um e o número dois, que temos que empobrecer, porque vivemos acima das nossas possibilidades? Que desígnios guardam para o povo? Desemprego eterno? Estrangeiro para os novos e caridade para os velhos? Retorno aos bairros de lata e à miséria honrada de Salazar? Ambos rejeitaram a obrigação nobre de gerar e redistribuir riqueza e abraçaram a missão abjecta de generalizar a pobreza. Saibam lá no inferno que, quem assim governa e refunda são zeros!
2. O orçamento de Estado para 2013 é uma mentira. A última avaliação da Troika sobre o programa de ajustamento, cujos perigos foram postos em relevo pelo FMI logo a seguir, é outra. E Passos, o pai delas todas, é agora servo de três senhores: Hayek para consumo interno, Keynes para serviço externo e Gaspar para sempre. Com o cheque de mil e cem milhões de euros passado a Jardim, para garantir o voto dos quatro deputados da Madeira, retomou a ética política que presidiu ao episódio do queijo Limiano. Alterou à pressa a Lei das Finanças Regionais e consagrou a coisa na segunda rectificação do Orçamento de Estado de 2012. E, com cara de pau, um comissário político veio jurar que o Governo sabe bem o que é a ética na austeridade. A mesma que lhe permite passear-se em peso em carros de luxo, porque são “peanuts” no orçamento e nada se corrigia se deles abdicasse. Que financia o golfe dos deputados retirados, enquanto encolhe os subsídios de desemprego, doença, nascimento e funeral dos outros. Que cilindra grosseiramente os artigos 13º e 104º da Constituição da República, quando esmifra mais os reformados que os activos com igual salário e remete às malvas a progressividade do imposto pessoal. Que recusa aplicar uma taxa adicional de 10 por cento a rendimentos superiores a 40 mil euros mensais, por excessiva, enquanto a aplica aos funcionários públicos e reformados, gradualmente, a partir de mil e 500 euros de salário.
3. Em entrevista à TVI, num dia, o número um, um Passos impreparado, (veja-se a ignorância vergonhosa que exibiu quando, para justificar a trapalhice inicial, disse que “o ensino secundário praticamente desapareceu, na medida em que o ensino obrigatório foi estendido até ao 12.º ano”) deixou implícito que estaria em risco a gratuidade da escolaridade obrigatória, ao aludir à diferente lógica constitucional de financiamento entre os sectores da Saúde e da Educação e ao considerar um financiamento partilhado entre Estado e cidadãos. No dia seguinte, o número não sei quantos, Crato, desmentiu o número um, dizendo o contrário. Como a palavra de um e do outro valem o que sabemos, preparemo-nos, pelo menos, para o fim de várias ofertas formativas complementares, nova varrida na educação especial, eventual aumento do horário de trabalho dos professores e consequente diminuição do seu número, a que se somará o despedimento dos que ficaram sem horário e dos que sobrarão dos jogos de cintura em curso com o IEFP. Acabará por ser essa a retaliação à existência das alíneas a) e e) do nº2 do Artº 74º da Constituição, que Passos gostaria de eliminar.
4. Na segunda-feira passada, a jornalista Ana Leal, da TVI, e o jornalista desta casa, José António Cerejo, assinaram serviços cívicos de um género em vias de extinção: jornalismo de investigação. José António Cerejo contou mais uma longa história, em que Passos foi protagonista. Se a juntarmos ao episódio da putativa formação de centenas de técnicos para aeródromos que apenas tinham 10 funcionários, temos mais elementos para perceber o carácter e as tendências comportamentais de quem viria a ser primeiro-ministro de Portugal. Ana Leal, com a coragem própria e a de entrevistados que ouviu, denunciou o escândalo de um mau ensino privado**, que tem que ter consequências. Que já teve consequências. Ficou patente, por omissão de intervenção, pelo menos, a conivência de alguns, com nome: ministro da Educação e Ciência, secretário de Estado da Administração Escolar e inspector-geral da Educação e Ciência. Se não fossem incompetentes, já teriam cerceado a sujeira que Ana Leal denunciou."
como sempre... são os mesmos a 'sofrer' na pele... ensino básico e secundário sem 22,5 milhões... no oje...!
a educação sempre ne berlinda...
basta atentar na lista da cga com as aposentações deste mês... oito páginas e meia [mais nenhum ministério lá chega perto...!]... só do mec... [livra... é tudo a arrepiar caminho...!]... pode consultar a lista... aqui.
da notícia...
da notícia...
"A Caixa Geral de Aposentações vai começar a pagar a pensão a mais 1579 novos reformados a partir de janeiro. Trata-se de uma subida de 67% face ao número registado no início deste ano.
O Ministério da Educação é o que vai perder o maior número de funcionários, já que de acordo com a contagem realizada pelo Dinheiro Vivo, vão passar para a reforma 696 trabalhadores, dos quais dois irão receber mais de 4 mil euros mensais."
aqui.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
leitura... da educação... (das) agenda privadas e corporativas [anseios subliminares... e de economia de escala...?]... 2... via paulo guinote...!
"A cortina de nevoeiro que envolve as opções do Governo em matéria de
anunciados cortes, como se fossem algo inevitável e decorrente de uma
realidade objectiva e incontornável, não é especialmente densa.
Parece é existir pouca vontade em dissipá-la por parte de muita gente
que, mesmo quando critica as opções feitas ou anunciadas, não parece
excessivamente interessada em ir até aos detalhes. A razão fundamental é
simples, pois há muito que os números se tornaram meros
instrumentos de arremesso para justificar opções políticas muito
duvidosas e em que demasiada gente está de acordo, apenas tendo este
Governo decidido extremar posições por razões puramente ideológicas.
Vejamos o número de 4 mil milhões que se apresenta como algo
incontestável para o montante dos cortes a fazer nas funções sociais do
Estado e que mesmo na área do PS nem sempre é devidamente
contestado 8o Galamba conta pouquinho) na sua formulação, mas apenas nas
metodologias para os fazer. O número apareceu no ar pela boca de Gaspar
e Passos Coelho, com a aparente chancela da troika e do FMI. Ou seja, pela
boca daqueles que mais erraram estimativas, previsões e execuções (a
par de Sócrates, mas isso não é desculpa, é ofensa suprema) no nosso
país nos últimos tempos. Acho que até a direcção do Sporting
não terá feito tão ridícula figura nos últimos dois anos do que o nosso
PM, o nosso pausado ministro das Finanças e as instituições debaixo de
cuja asa se abrigam sempre que precisam anunciar qualquer coisa (que vai
sendo tudo) de negativo.
Qualquer pessoa de bom senso tem razões para duvidar de qualquer
número dado das bocas de Passos Coelho e Vítor Gaspar. A sua manifesta
incapacidade para lidar com rigor com qualquer realidade
quantitativamente enunciável na área das Finanças e da Economia vai-se
tornando proverbial. pelo que toda a ladaínha em torno dos 85% (não será
385%, já agora?) de despesa do Estado com funções sociais e de mais 85%
de despesas com pessoal, por exemplo, na área da da Educação (não serão
850%?) deveria despertar tédio, bocejo e nula credibilidade.
Mas não… a maior parte de quem faz notícias ou comenta, mesmo
quando é contra, assume como bons os números que lhes são fornecidos,
parecendo não reparar que estão a fazer algo equivalente a tomar como
prosa bela e escorreita qualquer ditado feito por um disléxico profundo
durante um episódio vagal. Os números que Gaspar vai debitando
fazem-me lembrar, para pior, os horários dos comboios da CP na margem
sul durante os anos 80… eram tabelas meramente indicativas, com escassa
aproximação à realidade.
E assim vamos acreditando que gastamos e gastámos imenso – acima das
nossas possibilidades – em funções do Estado destinadas a facultar
serviços públicos básicos e apoios sociais aos mais necessitados.Quando
apenas estamos ligeiramente acima da média como se pode constatar na
publicação da OCDE Is the European Welfare State Really More Expensive?
Querem ainda fazer-nos acreditar que estamos a fazer um ajustamento
similar ao que é feito em outros países, o que é rematada mentira, pois
estamos em contra-ciclo com a maioria dos países que aumentaram as
despesas sociais para acudir à situação de crise, enquanto nós estamos a
fazer exactamente o contrário
Between 2007 and 2010, national aggregates suggest that social spending in real terms increased by 10% or more in most OECD countries, and this increase was 20% or more in Chile, Estonia, Korea, Luxembourg, Spain and the United States. Overall, real spending trends are estimated to be relatively flat from 2009/10 onwards in most countries. Pronounced falls in real social spending after 2008/09 as a result of fiscal tightening are estimated for Greece, Hungary, Iceland, Ireland and Portugal.
A situação é muito simples, quando se retira o véu ideológico – modelo tea party
americano – dos olhos: numa situação de crise económica e social, a
maioria dos países reforças as políticas sociais. Entre nós passa-se
exactamente o contrário, em virtude das políticas inspiradas (tal como
aconteceu na Irlanda e Grécia, sendo curiosa a presença neste lote da
Islândia para alguns… que pensam ser lá o paraíso na Terra…) nas teorias
da troika, aquela que já admitiu por diversas vezes ter
falhado previsões quanto aos efeitos económicos e sociais das políticas
de austeridade.
Mas lá vamos alegremente tomando como boa a informação deformada e
manipulada daqueles que, com nulo espírito de solidariedade com os mais
necessitados, querem fazer avançar um programa ideológico e assumindo
serrem rigorosos números que ninguém explica verdadeiramente,
limitando-se a anunciá-los como mandamentos divinos.
E é nessa base que se pretende emagrecer um Estado Social que entre
nós é, mais do que um luxo, uma frágil barreira contra a miséria
generalizada."
leitura... da educação... (das) agenda privadas e corporativas [anseios subliminares... e de economia de escala...?]... 1... via paulo guinote...!
"Ontem foram (re)fundidos e
(re)disponibilizados três cenários sobre a privatização da Educação e do
orçamento do MEC para os Ensinos Básico e Secundário que se conhecem há
muito tempo: cheque-ensino, alargamento da rede dos contratos de
associação e introdução de equipas de gestão privada nas escolas
públicas.
Algo que faz(ia) parte do programa liberal
de Passos Coelho e deste PSD para a área da Educação e que, na falta de
uma revisão constitucional para apagar umas alíneas e refrasear outras,
tinha em estado em banho-maria, à espera dos efeitos de outras iniciativas que aplainassem o terreno.
Só que as coisas não correram pelo
melhor… os estudos não concluíram o que era suposto concluírem e alguns
convidados estrangeiros que cá vieram não disseram, nem escreveram,
exactamente o que se esperava que dissessem e escrevessem.
Então foi preciso refundar a estratégia.
O timing e o modus operandi
(ena pá tantos termos estrangeiros!) foram particularmente
transparentes, porque os seus mentores estão muito perto dos truques e
das estratégias de conspiração das jotas e dos blogues, mas muito
afastados de uma qualquer sofisticação intelectual.
Então… o Pedro foi dar uma entrevista à TVI na qualidade de PM (e não de líder do PSD ou de amigo dos amigos) e
aflorou um assunto, encenando uma inexistente brecha constitucional
para proceder à desejada reafectação dos recursos financeiros do Estado e
do orçamento do MEC, para dar um empurrão à coisa.
Arranjaram-se uns dossiês, como outrora
se fazia no tempo do engenheiro, conseguiram-se umas âncoras
comunicacionais e um constitucionalista que ora diz que isto é, ora que
não é (veja-se a posição flutuante do dito sobre os cortes salariais). E
avançou-se para uma realidade virtual… o pagamento de propinas em anos
de escolaridade obrigatória…
Que se sabe serem impossíveis de
concretizar no quadro moral (não falo sequer legal) existente entre
pessoas de bem que não obrigam alguém a fazer uma coisa, sem
alternativa, e a pagá-la.
E aparece este ou aquele representante dos privados a dizer que sim, que não foram ouvidos, mas estão todos escancarados,
desculpem, disponíveis para discutir aquilo que nas sombras andavam há
mais de um ano a pedir para que acontecesse (sim, meu caro RQM, a coisa
foi demasiado óbvia por parte da AEEP).
O objectivo é simples e o truque não muito elaborado: encenam-se
propinas mas depois diz-se que se dá um cheque-ensino nesse valor às
famílias… em especial para o Ensino Secundário e finge-se que isso
mantém tudo gratuito e que há um co-pagamento pelas famílias.
Ahhhh… e diz-se que podem escolher a
escola que quiserem, pública ou privada, porque já pagaram o valor da
propina que se baseia num tal custo médio e etc. E as escolas privadas
passam a apostar mais no Secundário que é o que apresenta encargos mais
elevados por aluno e é nesse nível de ensino que se faz pressão para os
alunos saírem das escolas públicas. Elementar, meus caros.
A verdade é que apenas se
pretende fazer um curto-circuito na redistribuição dos recursos
financeiros e redireccioná-los para os tais grupos de interesses que
conseguiram colocar em lugares-chave (gabinetes ministeriais, assessorias de grupos parlamentares) alguns dos seus elementos mais jovens, activos e aguerridos, responsáveis pela produção de alguns materiais de deformação (não confundir com informação) sobre o assunto.
Não pensem que estou a efabular… assisti a
um ou dois casos em directo de quem tem um pé em dois lados, um deles
mais encoberto, fazendo-se passar por especialista.
O mesmo para as tentativas de sedução particular…
Não é bonito, mas os fins que almejam (o
dinheiro dos contribuintes que consideram estar mal empregado no
pagamento a professores acima dos 1000 euros) justificam os meios (uma
razoável desonestidade intelectual e académica).
Pelo caminho, há gente mais velha que
alinha, na esperança de que o seu trajecto mude (será interessante
analisar de onde aparecem certas figuras e onde eventualmente acabarão
por poisar), enquanto há quem fique entre a sedução de ideias que já
lhes agradaram e o receio do que será a sua prática por estes liberais
de aviário que agora brotam atrás de cada ministro. É caso de antigos
ministros ou mesmo secretários de Estado.
E foi colaborando, por acção ou omissão, na desmoralização da rede pública de ensino.
Claro que há quem tenha como função
desmontar isto a tempo e horas e que tenha, pelo menos em teoria, os
meios para o fazer, mas a Fenprof está demasiada enleada com a estratégia unitária arménia
e o congresso do PC, enquanto a FNE foi mantida debaixo de controlo com
a cenoura da vinculação extraordinária e agora chega tarde à área vocal
da contestação.
No meio disto, restam os maus da
fita… os professores, que são caros em média para os interesses
económicos que querem lançar mão sobre a Educação. E que são o objecto
principal e quase exclusivo do corte às chamadas gorduras.
A estratégia é agora dizer que 85% dos encargos na Educação são com
pessoal (mesmo se o orçamento do MEC aponta para menos de 70%) e que os
cortes devem ser feitos aí… basta ler a imprensa de hoje, nas pequenas
notas inseridas aqui e ali. O outro objecto de poupanças são os alunos, por vergonhoso que seja, pois nada disto é feito a pensar neles. NADA.
No cenário 2… explicarei dentro das
minhas possibilidades como se articulam os contratempos com os custos
médios por aluno, a cobiça dos interesses privados e as estratégias que o
Governo e o MEC vão desenvolvendo para embaratecer os custos de
funcionamento das escolas para as tornar mais atractivas para os
gestores da mediocridade alheia.
.
Como complemento a este post, deve ser lida a mini-entrevista a Ramiro Marques no DN de hoje onde é exposta a estratégia subjacente a estas medidas, que incluem um
maior papel da Igreja Católica na privatização do ensino, a entrega das
escolas com piores resultados à gestão privada e a dispensa dos
professores considerados excedentários, após um “período de adaptação”
(ao desemprego). Adoro ex-esquerdistas quando chegam ao poder."
domingo, 2 de dezembro de 2012
sábado, 1 de dezembro de 2012
'pedimos desculpa por esta interrupção... o programa [edição] segue dentro de momentos'...!
novo aviso à 'navegação'... tenho oito turmas de testes comuns para ver... e [obviamente] não tenho tempo...!
até concluir esta tarefa... não haverá actualizações [isto anda a precisar de uma 'restauração'... por estas bandas...!]... eventualmente uma ou outra entrada, de oportunidade.
como sempre... há muita coisa para ler... por aqui [no baú]...!
estejam à vontade.
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