quarta-feira, 27 de março de 2013
leitura... [por via da 'encomenda' do estudo sobre os vencimentos no público e no privado] a desmistificação... de eugénio rosa...!
eugénio rosa 2013_estudo da mercer distorce a realidade mas serviu na campanha contra a função pública [23... by luiz carvalho
pode consultar o estudo da mercer... aqui.
terça-feira, 26 de março de 2013
divulgando... educação diferenciada... recebida por mensagem...!
Comunicado de Imprensa
25/03/2013
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Portugal recebe Congresso Internacional sobre Educação Diferenciada
EDUCAÇÃO DIFERENCIADA PODE SER SOLUÇÃO CONTRA ABANDONO ESCOLAR
O
fracasso e o abandono escolar são uma realidade presente nas cidades
portuguesas. Em 2011 saíram da escola sem o secundário completo,
incluindo os que nunca o frequentaram 27,1% dos jovens portugueses.
Aqui, a educação diferenciada pode surgir como uma opção de sucesso. Nos
últimos anos, países por todo o mundo têm demonstrado um maior
interesse por este modelo de organização escolar, que beneficia das
caraterísticas individuais de cada aluno e onde as diferenças são
respeitadas, com vantagens ao nível do desenvolvimento pessoal e
académico.
Nos Estados Unidos experiências como as Urban Prep Charter
atingiram níveis de sucesso muito próximos dos 100% quando
transformaram escolas mistas, com elevados níveis de insucesso escolar,
em escolas de educação diferenciada.
A
educação diferenciada é um modelo escolar assente no princípio de que a
educação deve ser personalizada em função dos diferentes ritmos de
desenvolvimento a aprendizagem de rapazes e raparigas. Este modelo cria
um ambiente com menor pressão social e reduz a influência de
estereótipos sociais. Neste contexto educativo com estratégias que se
adequam às caraterísticas de rapazes e raparigas, conseguem-se maiores
níveis de motivação, desenvolvem-se novas competências e melhores
resultados académicos.
Nos dias 19 e 20 de abril vai decorrer em Lisboa o IV Congresso Internacional de Educação Diferenciada, promovido pela EASSE – European Association of Single-Sex Education,
cuja presidente em Portugal é Margarida Garcia dos Santos,
administradora dos Colégios Fomento. A educação diferenciada como opção
de vanguarda é o tema em debate para o IV congresso. O Congresso, que
decorrerá no Campus de Campolide da Universidade Nova de Lisboa,
pretende debater o sistema de educação diferenciada e as razões para
esta diferenciação, com enfoque no desenvolvimento da personalidade de
raparigas e de rapazes, na melhoria do processo de socialização e no
aumento do rendimento académico.
COLÉGIOS FOMENTO
Fundados em 1978 por um conjunto de pais e educadores, os Colégios Fomento
traduzem um projecto inovador, assente num modelo de educação
personalizada e diferenciada. Intervindo directamente na orientação
pessoal e profissional do aluno e contribuindo para o enriquecimento e
diversificação da área educativa nacional, os Colégios Fomento promovem uma educação one to one
de todos os seus educandos, de modo a que cada um alcance o máximo
desenvolvimento possível em função das suas capacidades e aptidões. São
quatro os Colégios Fomento: Colégio Mira Rio e Colégio Planalto (ambos em Lisboa), Colégio Horizonte (no Porto) e Colégio Cedros (em Gaia).
Informações:
Colégios Fomento – 21 754 15 00
Para mais informação:
Grupo Inforpress – 21 324 02 27 / 96 346 12 91
Liliana Batista – lbatista@inforpress.com
Joana Sousa – jsousa@inforpress.com
segunda-feira, 25 de março de 2013
domingo, 24 de março de 2013
(des)acordo ortográfico [naturalmente contra]... de uma notícia... “cidadãos da língua portuguesa” sentem-se assaltados pelo acordo ortográfico... no público...!
"Escritores, jornalistas, professores e alunos reuniram-se na
quarta-feira para debater o Acordo Ortográfico, no fórum "Onde Pára e
Para Onde Vai a Língua Portuguesa?", Faculdade de Ciências Sociais e
Humanas, da Universidade Nova de Lisboa. João Bosco Mota Amaral, Miguel
Sousa Tavares, Nuno Pacheco e Maria Alzira Seixo pronunciaram-se contra o
diploma, na qualidade de “cidadãos da língua portuguesa” - palavras de
Miguel Sousa Tavares.
“Não sou linguista,
gramático nem especialista, sou um simples utilizador da língua, que se
sente assaltado como os cipriotas, que têm dinheiro nos bancos, se
sentem neste momento”, revelou durante a sessão. Definiu como “surreal” a
encruzilhada que se vive neste momento. “Neste momento, há três
dialectos oficiais de português: o que se fala no Brasil, o que se fala
em Moçambique, Angola e outros PALOP, que é o nosso antigo; e há o nosso
acordo, que só nós aplicamos. Sendo que queríamos unificar, ficámos
sozinhos num suposto texto unificador da língua portuguesa”, afirmou.
“Um
dos argumentos iniciais era: ‘a língua tem de ser uma coisa de todos’.
Mas a língua já é uma coisa de todos, uns escrevem melhor, outros pior,
uns são escritores, outros quase analfabetos. A sociedade sempre
conseguiu viver com isto, da mesma forma como consegue viver com as
diferenças que existem entre cada país”, disse Nuno Pacheco,
Vice-Director do PÚBLICO. “Desde a República, que não existe uma
coincidência entre a forma como o Brasil e Portugal escrevem. A própria
estrutura frásica é diferente e não é um acordo ortográfico que vai
resolver isso. Temos de entender que essas diferenças são óptimas”,
continuou.
Partilhando da mesma indignação, o deputado João Bosco
Mota Amaral foi apanhado de surpresa quando o seu computador na
Assembleia da República passou a “assinalar como erro o modo de escrever
aprendido há muitas décadas”.
Sousa Tavares confessou que quando
tomou conhecimento do acordo ortográfico, em 1991, chegou à conclusão,
“não tão irónica quanto isso”, de que a origem deste documento estava
num conjunto de “cabeças pensantes, mas pouco activas, da Academia de
Ciências, que para arranjar financiamento para viagens ao Brasil”, deram
como “pretexto” o acordo ortográfico.
Pelo contrário, Maria
Alzira Seixo aponta uma “origem universitária e não partidária” ao
documento. “Vi nascer este acordo nos corredores da faculdade nos anos
1980, pelas mãos dos meus colegas Fernando Cristóvão e João Malaca
Casteleiro”.
“Vínculo amoroso à palavra”
João
Pedro Serra, professor de estudos clássicos da Faculdade de Letras da
Universidade de Lisboa, não esconde o afecto que o liga à língua materna
e procura transmitir aos seus alunos esse “vínculo amoroso à palavra”.
Condena este acordo que conduz ao “obscurecimento da palavra” e
“transforma numa convenção, aquilo que deveria ser luminoso”.
Para
este teórico e amante da palavra, a luta em que participa, mais do que
colectiva, é pessoal. “Não gosto que me mexam nas contas do banco mas
ainda menos gosto que me mexam naquilo que me tece a alma”.
Jorge
Buescu, matemático, disse que a sua presença no encontro se devia à mãe,
Maria Leonor Buescu, professora universitária e opositora do acordo
desde o início. Tendo recebido como herança essa ligação com a língua
portuguesa, revela que “escrever assim é uma dor de alma”. “Se for
preciso vou dar erros de ortografia pela primeira vez”, continua.
Maria
Alzira Seixo, escritora e professora na Faculdade de Letras, recorre à
metáfora do corpo para explicar a importância da língua. “Há duas coisas
fundamentais para o corpo se exprimir: respirar e comunicar”. “A
ortografia funciona como a pele para o corpo e se esfaquearmos a nossa
pele todo o corpo sofre”. Para a autora, a identidade da língua depende
“do lugar onde se está” e da “herança cultural” de cada país. Daí que
considere que escrever e “falar o português de formas diferentes em
Portugal e no Brasil seja uma coisa perfeitamente natural”. Explica que a
evolução natural de uma língua não é imposta por um “diploma”, é feita
pelos seus utilizadores. “Somos nós a falar que modificamos certas
formas de expressão e as consagramos através do uso”.
Estratégias de luta
José
Luís Porfírio, crítico de arte, revelou a estratégia que utiliza para
contornar as normas do acordo ortográfico, aplicadas no semanário Expresso,
onde escreve desde 1980. Perante a “traição do jornal”, decidiu fazer
“uma coisa à portuguesa”, escrever “sem usar as palavras novas”.
Exemplificou contando que num texto que escreveu esta semana, sobre o
arquitecto João de Almeida, substituiu “arquitecto” por “desenhador de
casas”. Deixou, no fim da sua intervenção, uma mensagem: “O crítico é um
‘espetador’ com espeto afiado, que vai buscar ao seu estoque a matéria
para a espetada final. E o que eu desejo a todos é que a espetada final
não seja na língua portuguesa, seja no acordo”.
Pedro Afonso,
estudante do Instituto Superior Técnico, representou, perante uma
plateia repleta de jovens, o movimento estudantil “Desacordo Técnico”,
com o qual procura “consciencializar os colegas de que os objectivos do
acordo não passam de um canto de sereia, que nunca será concretizado”.
Enquanto estudante de engenharia, “habituado a comprovar os teoremas com
provas empíricas” deduz, a partir da sua experiência, que o acordo
ortográfico é “um objectivo quimérico e impossível” de aplicar.
Nas
escolas do ensino secundário, a situação é de “caos linguístico”,
revelou Ana Silva, professora na Escola Secundária da Amadora. “Os
alunos deparam-se com modelos opostos, em termos de escrita, desde a
comunicação social aos manuais que utilizam. Neste momento, perderam a
noção do erro”, explicou ao PÚBLICO a professora, que veio acompanhada
de quatro alunos.
No final do debate, Maria Filomena Molder, uma
das organizadoras do evento, fez o balanço daquela que considerou ser
“uma sessão de esclarecimento constante” e elogiou a “capacidade de
resistência” dos oradores perante a “estupidez instalada e a ignorância
que neste momento grassa no nosso país”."
(do) comunicado de imprensa... os orçamentos da educação sob pressão nos estados membros... via comissão europeia [março]...!
"«As finanças nacionais atravessam um período difícil, mas precisamos de uma abordagem
coerente em matéria de investimento público na educação e formação, porque é aqui que
reside a chave do futuro dos nossos jovens e de uma retoma económica sustentável a
longo prazo. Se os Estados-Membros não investirem suficientemente na modernização da
educação e das competências, ficaremos aquém dos nossos concorrentes mundiais e será
mais difícil combater o desemprego juvenil» declarou Androulla Vassiliou, Comissária
Europeia responsável pela Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude."
por cascais... do comunicado do conselho de ministros [21 março]...!
"9. O Conselho de Ministros aprovou, sob
proposta da Câmara Municipal de Cascais, e do respectivo o Conselho
de Fundadores um diploma que procede à extinção da Fundação Paula
Rego, internalizando nas competências municipais o normal
funcionamento do Museu Casas das Histórias Paula Rego.
O acordo do município com a artista Paula Rego para a exposição
das obras mantêm-se inalterado, havendo tão só uma reconfiguração
institucional da sua aplicação prática."
para ler o dito... aqui.
sábado, 23 de março de 2013
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