segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
domingo, 27 de janeiro de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
porque hoje é 26...!
declaração de 'interesses' pessoais... não sou uma pessoa de manifes e de massas... logo não vou [mas estou solidário...!]...
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
imagine-se, então, o estado da escola...(!)... as crianças não são hiperactivas, são mal-educadas... de henrique raposo... no expresso...!
"É uma comédia que se
acumula no dia-a-dia. Um sujeito vai ao café ler o jornal, e o café está
inundado de crianças que não respeitam nada, nem os pardalitos e os
pombos, e os pais "ai, desculpe, ele é hiperactivo", que é como quem diz
"repare, ele não é mal-educado, ou seja, eu não falhei e não estou a
falhar como pai neste preciso momento porque devia levantar o rabo da
cadeira para o meter na ordem, mas a questão é que isto é uma questão
médica, técnica, sabe?, uma questão que está acima da minha vontade e da
vontade do meu menino, olhe, repare como ele aperta o pescoço àquele
pombinho, é mais forte do que ele, está a ver?". E o pior é que a
comédia já chegou aos jornais. Parece que entre 2007 e 2011 disparou o consumo de medicamentos para a hiperactividade.
Parece que os médicos estão preocupados e os pais apreensivos com o
efeito dos remédios na personalidade dos filhos. Quem diria?
Como é óbvio, existem crianças realmente hiperactivas
(que o Altíssimo dê amor e paciência aos pais), mas não me venham com
histórias: este aumento massivo de crianças hiperactivas não
resulta de uma epidemia repentina da doença mas da ausência de regras,
da incapacidade que milhares e milhares de pais revelam na hora de impor
uma educação moral aos filhos. Aliás, isto é o reflexo da sociedade que
criámos. Se um pai der uma palmada na mão de um filho num sítio público
(digamos, durante uma birra num café ou supermercado), as pessoas à
volta olham para o dito pai como se ele fosse um leproso. Neste
ambiente, é mais fácil dar umas gotinhas de medicamento do que dar uma
palmada, do que fazer cara feia, do que ralhar a sério, do que pôr de
castigo. Não se faz nada disto, não se diz não a uma criança, porque, ora essa, é feio, é do antigamente, é inconstitucional.
Vivendo neste aquário de rosas e pozinhos da Sininho,
as crianças acabam por se transformar em estafermos insuportáveis, em
Peter Pan amorais sem respeito por ninguém. Levantam a mão aos avós, mas
os pais ficam sentados. E, depois, os pais que recusam educá-los querem
que umas gotinhas resolvam a ausência de uma educação moral. Sim,
moral. Eu sei que palavra moral deixa logo os pedagogos pós-moderninhos de mãos no ar, ai, ai, que não podemos confrontar as crianças com o mal, mas fiquem lá com as gotinhas que eu fico com o mal."
opinião... (do dinheiro alemão... e donde veio?...para quê?... como?)... estão a ver o filme?... de joão césar das neves...no dn...!
"Portugal tem uma
dívida nacional externa bruta total quase duas vezes e meia superior ao
produto e dívida pública bem acima do que produzimos. Não há
corrupções, incompetências e desperdícios que cheguem para justificar
uma coisa destas. Quem fez isso não foram os ricos, políticos, ladrões.
Tem de ser a vida comum e os hábitos dos cidadãos honestos a gerá-lo.
Muitos nos lembramos como estávamos há 20 anos, e como tudo melhorou tão
depressa. Muito disso foi mérito e crescimento sólido, mas a euforia
empolou e foi-se para lá do razoável. Agora a situação nacional não se
resolve só eliminando gorduras. É preciso cirurgia profunda e
estrutural. Não é sina nacional, até porque vimos igual noutras zonas.
Mas tem de ser feito.
Cortar 4000 milhões de euros de forma permanente à despesa pública não é a solução. Apenas o primeiro passo para Portugal voltar a ser um país sério. Temos de viver com as nossas possibilidades. Durante uns tempos até um pouco abaixo, para aliviar as dívidas de se ter vivido demasiado tempo acima delas. A correcção não é o fim do mundo: pouco mais de 5% da despesa total prevista no Orçamento para 2013. Pode-se negar, insultar, protestar, mas a aritmética não se comove.
Isto não é novidade. Aliás todos o dizem há décadas. Perdemos a conta aos relatórios, estudos, programas de Governo e discursos de Estado em que foi repetida a necessidade de reformas estruturais. Esse é outro consenso. Quando uma das instituições mais experientes e reputadas neste tipo de reformas analisa a situação e sugere medidas concretas, será razoável tratar isso como um disparate? Uma imposição externa? Uma aleivosia? Será que não estão a ver o filme?
Perante o estudo do FMI há duas atitudes razoáveis. Pode-se aceitar e também é sensato discordar. Afinal é só um estudo técnico externo, nem sequer um programa político. Mas quem recusa tem de apresentar cortes alternativos de valor equivalente. Senão diz só uma tolice ociosa de quem não está a ver o filme."
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
notícia... da educação (lá por fora)...belgium's future teachers show worrying gaps in general knowledge [será que isto tem 'algum' significado... para o que se passa neste cantinho...?]... via the guardian...!
"Two in three Belgian final-year teaching students could not identify this man.
A large number of Belgium's future secondary school teachers struggle with basic concepts of geography, politics and history, a study has revealed.
Among final-year teaching
students involved in the study, one in three could not identify the
United States on a map and almost half did not know where the Pacific
Ocean was.
Shown a picture of Mao Zedong, two in three could not
recognise the Chinese communist leader, with the most common response
being that it was the late North Korean leader Kim Jong-il.
Researchers
at the Limburg Catholic University College tested 1,000 students in
eight teacher training colleges in Belgium's Flemish region."
para ler o resto do artigo... aqui.
notícia... (da educação)... antónio nóvoa defende transferências de competências das escolas para autarquias [nada que não se justifique... face ao contexto... e não colide com a 'controversa' autonomia da escola...!]... no diário económico...!
"Reitor da Universidade de Lisboa defende que as escolas se devem focar na aprendizagem.
O reitor da Universidade de Lisboa (UL) defende que as escolas têm
"excesso de missões", que deveriam ser transferidas para outras
instituições, como as autarquias ou famílias. Só assim, considera
Sampaio da Nóvoa, os estabelecimentos de ensino conseguem estar focados
na aprendizagem. "À escola o que é da escola. À sociedade o que é da
sociedade", defende.
Esta foi uma das propostas apresentada pelo reitor da UL, que falou
na cerimónia de abertura do segundo dia de conferências sobre o futuro
do Estado Social, para melhorar o escola básica e secundária.
Sampaio da Nóvoa alertou ainda para as eventuais consequências da
Educação caso as escolas não se centrem na aprendizagem: "O pior que nos
podia acontecer seria uma inclinação das escolas públicas para missões
sociais e uma inclinação de escolas privadas para missões de
aprendizagem".
Depois da grande "batalha do século XX" de conseguir "uma escola para
todos", o reitor defendeu que a atual "batalha" é por "uma escola onde
todos aprendem".
No que toca ao ensino superior, Sampaio da Nóvoa voltou a sublinhar a
importância de reorganizar a rede do ensino superior e de reforçar a
autonomia e a capacidade de gestão das instituições.
O reitor criticou os cortes do financiamento público, - sublinhando
que o investimento em Educação em percentagem do PIB "é claramente
inferior à média europeia" - que classificou como sendo o "garrote
burocrático" que actualmente "atinge as instituições e anula as suas
energias mais dinâmicas".
António da Nóvoa lembrou ainda que as políticas de educação não podem
ser definidas tendo como horizonte de aplicação os "calendários
trimestrais das avaliações da troika". Em educação, "as decisões mais
acertadas" foram sempre "tomadas sempre num horizonte de futuro"."
aqui.
opinião... os cortes e a corte [nada de 'avantajado' e inexequível...?]... de paulo morais... no cm...!
Comecem, de uma vez por todas, por reduzir os custos
das parcerias público-privadas (PPP), desde logo as rodoviárias. Não é
admissível que se continuem a garantir, apenas pela existência e
disponibilidade de uma qualquer autoestrada, rentabilidades anuais de
dezassete a vinte por cento aos concessionários privados. E muito menos
se admite que no fim de cada ano estes sejam ainda compensados com bónus
milionários... por causa da baixa sinistralidade. Os governantes estão
obrigados a baixar os custos que as PPP representam para o erário
público em, pelo menos, mil milhões de euros. Para tal, negoceiem a
sério ou, em alternativa, expropriem os equipamentos pelo seu real
valor, o que diminuiria brutalmente os custos. Em qualquer caso,
suspendam de imediato os pagamentos.
Haja ainda
coragem de estancar a sangria dos juros da dívida pública, que
representam a maior despesa do estado e consomem treze por cento dos
impostos pagos por todos os cidadãos e empresas. Para baixar o custo do
serviço da dívida é necessário competência para a reescalonar e
renegociar, coragem para enfrentar o "lobby" financeiro e credibilidade
para colocar parte da dívida no mercado interno. Com uma nova atitude, o
estado pouparia bem mais de dois milhões de euros.
Poder-se-iam
ainda economizar largas centenas de milhões nas rendas imobiliárias que
o estado continua a pagar para favorecer amigos, começando no Campus de
Justiça de Lisboa e acabando em qualquer pequena repartição pública na
província.
É ao nível dos grandes negócios de
favor e da Corte indecente de privilégios que se deve provocar a
diminuição da despesa do estado; antes sequer de se discutirem quaisquer
novos cortes na saúde ou na educação. Reduzir mais as regalias sociais,
apenas para manter intactas as prebendas dos grupos económicos
favorecidos pelo regime, seria uma infame traição ao povo.
aqui.
opinião... a educação em perpétua mudança... de paulo guinote... no público...!
"Perante tudo isto:
– Não posso concordar com propostas baseadas em escassa fundamentação empírica e com truncagem de dados sobre aspectos fundamentais. Sabemos agora que o relatório do FMI ainda foi mais adulterado do que se pensava. Os dados usados no debate em curso e apresentados à opinião pública são semelhantes aos do relatório, para pior.
– Considero que o sistema de ensino não-superior e superior em Portugal melhorou muito nos últimos 15 anos e que esses sinais são claros. Apesar de insatisfatórios, os testes PISA 2009 já trouxeram melhorias em relação aos anteriores e os resultados dos PIRLS e TIMMS de 2011 são claros. Afinal, o mito da “má escola publica” começa a cair e não são os rankings internos que o desmentem, pois apenas sublinham que as escolas privadas exclusivistas e não inclusivas conseguem melhores resultados.
– Os exemplos externos que são fornecidos como “faróis” são ilusórios, apresentados de forma parcial ou com base em realidades culturais completamente diversas (casos dos países do extremo oriente). Para casos mais próximos do nosso, oculta-se que o financiamento por aluno deu maus resultados na Suécia, que na Holanda as escolas privadas não podem gerar lucros para os stakeholders e que nos EUA o desempenho global das charters é inferior ao das escolas tradicionais. E isto não é recorrer a detalhes para denegrir seja o que for, essa é a estratégia dos que, de forma ligeira, acusam as escolas públicas portuguesas de má qualidade, com base nas suas mitigadas experiências pessoais como professores ocasionais ou virtuais encarregados de educação.
– Perante este cenário considero que mudar de novo, querer novamente reconfigurar elementos fundamentais do sistema de ensino, quando sabemos de fonte segura e não por relatórios encomendados e cozinhados a várias mãos, que está a dar bons resultados, é algo que só trará perturbação em troca de muito pouco de interesse para os alunos, visto que o recurso ao conceito de “liberdade” esbarra com condicionantes que já expus há algum tempo, em outros escritos, de forma que considero bem clara.
– Só posso defender que qualquer “mudança” seja feita, nesta matéria e de uma vez por todas, com segurança quanto à fiabilidade do caminho a percorrer e mobilizando positivamente os seus executantes no terreno, em vez de os amesquinhar publicamente de modo sistemático, apresentando-os como privilegiados, acomodados e maus profissionais. Não posso ainda aceitar que por “mudança” se entenda mudança dos fluxos financeiros do orçamento do MEC, com o argumento do “preço” mais baixo.
– Só posso aceitar que a mudança signifique um reforço da dimensão humana da Educação, da proximidade, do seu recentramento na sala de aula, em que as decisões sejam de tipo partilhado e não hierárquico e em que a responsabilização seja geral e não apenas unidireccional, cabendo sempre o ónus da prova por via da avaliação do seu desempenho aos mesmos (os executores), enquanto quem promove a permanente mudança escapam sempre ao escrutínio das suas decisões.
– E só posso aceitar que uma “mudança” radical na forma de funcionamento do sistema educativo (mesmo se partes dessa engrenagem já estão instaladas no terreno há um punhado de anos) se faça integrada numa política global de desenvolvimento do país que dê sentido a um projecto que mobilize a população para uma mudança que não passe pelo ideal da mediocridade da maioria para alimento da excelência de um estreitíssima minoria."
– Não posso concordar com propostas baseadas em escassa fundamentação empírica e com truncagem de dados sobre aspectos fundamentais. Sabemos agora que o relatório do FMI ainda foi mais adulterado do que se pensava. Os dados usados no debate em curso e apresentados à opinião pública são semelhantes aos do relatório, para pior.
– Considero que o sistema de ensino não-superior e superior em Portugal melhorou muito nos últimos 15 anos e que esses sinais são claros. Apesar de insatisfatórios, os testes PISA 2009 já trouxeram melhorias em relação aos anteriores e os resultados dos PIRLS e TIMMS de 2011 são claros. Afinal, o mito da “má escola publica” começa a cair e não são os rankings internos que o desmentem, pois apenas sublinham que as escolas privadas exclusivistas e não inclusivas conseguem melhores resultados.
– Os exemplos externos que são fornecidos como “faróis” são ilusórios, apresentados de forma parcial ou com base em realidades culturais completamente diversas (casos dos países do extremo oriente). Para casos mais próximos do nosso, oculta-se que o financiamento por aluno deu maus resultados na Suécia, que na Holanda as escolas privadas não podem gerar lucros para os stakeholders e que nos EUA o desempenho global das charters é inferior ao das escolas tradicionais. E isto não é recorrer a detalhes para denegrir seja o que for, essa é a estratégia dos que, de forma ligeira, acusam as escolas públicas portuguesas de má qualidade, com base nas suas mitigadas experiências pessoais como professores ocasionais ou virtuais encarregados de educação.
– Perante este cenário considero que mudar de novo, querer novamente reconfigurar elementos fundamentais do sistema de ensino, quando sabemos de fonte segura e não por relatórios encomendados e cozinhados a várias mãos, que está a dar bons resultados, é algo que só trará perturbação em troca de muito pouco de interesse para os alunos, visto que o recurso ao conceito de “liberdade” esbarra com condicionantes que já expus há algum tempo, em outros escritos, de forma que considero bem clara.
– Só posso defender que qualquer “mudança” seja feita, nesta matéria e de uma vez por todas, com segurança quanto à fiabilidade do caminho a percorrer e mobilizando positivamente os seus executantes no terreno, em vez de os amesquinhar publicamente de modo sistemático, apresentando-os como privilegiados, acomodados e maus profissionais. Não posso ainda aceitar que por “mudança” se entenda mudança dos fluxos financeiros do orçamento do MEC, com o argumento do “preço” mais baixo.
– Só posso aceitar que a mudança signifique um reforço da dimensão humana da Educação, da proximidade, do seu recentramento na sala de aula, em que as decisões sejam de tipo partilhado e não hierárquico e em que a responsabilização seja geral e não apenas unidireccional, cabendo sempre o ónus da prova por via da avaliação do seu desempenho aos mesmos (os executores), enquanto quem promove a permanente mudança escapam sempre ao escrutínio das suas decisões.
– E só posso aceitar que uma “mudança” radical na forma de funcionamento do sistema educativo (mesmo se partes dessa engrenagem já estão instaladas no terreno há um punhado de anos) se faça integrada numa política global de desenvolvimento do país que dê sentido a um projecto que mobilize a população para uma mudança que não passe pelo ideal da mediocridade da maioria para alimento da excelência de um estreitíssima minoria."
aqui.
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