no dre...
terça-feira, 30 de setembro de 2014
coisas da (des)educação... 'o admirável mundo novo'...?
nos tempos que correm a gestão educacional 'crática' faz-se pelo erro, de erro em erro, até ao enterro final da escola e ensino público...?
é que, acima de tudo, esta situação só pode configurar mais uma piada de mau-gosto...
no dn 'online'...
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segunda-feira, 29 de setembro de 2014
quem diria... afinal há 'fórmula'...!
no público...
"O vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, Jorge Buescu, considerou esta segunda-feira “surpreendente” que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) não tenha revelado ainda qual a segunda fórmula matemática que vai utilizar para ordenar os professores na Bolsa de Contratação de Escola. “Antes de publicar as listas, o MEC devia vir a público explicitar como está a resolver o problema da harmonização das escalas, por uma questão de transparência de um processo que se tem caracterizado pela opacidade”, frisou, em declarações ao PÚBLICO.
Em causa está a fórmula matemática usada para listar por ordem decrescente os 40 mil professores sem vínculo que se inscreveram na BCE, candidatando-se a dar aulas nos 304 agrupamentos de escolas com autonomia ou em Território Educativo de Intervenção Prioritária (TEIP). Nos restantes concursos de colocação de professores a lista está ordenada com base na graduação profissional (a nota de curso, mais os anos de serviço mais uma bonificação pela avaliação de desempenho). Neste concurso em particular, designado por BCE, a legislação determina que a classificação é feita com base na graduação profissional (com a ponderação de 50 %) e com a avaliação curricular. Acontece que a lei não indica qual a fórmula matemática a utilizar e o MEC não adianta o que vai fazer. Apenas revelou, este sábado, que pretende " harmonizar as duas escalas, ambas com valores entre zero e vinte, numa regra de proporcionalidade”.
Em declarações ao PÚBLICO, o vice-presidente da SPM, Jorge Buescu, disse-se surpreendido com “a opacidade de que o MEC faz rodear este processo quando apenas existe uma forma matematicamente correcta de redefinir a escala da graduação profissional para zero a 20 mantendo, como se exige, a proporcionalidade e a ponderação de 50%".
E explica: “Verificando-se que uma das escalas (a relativa à graduação profissional) é aberta (porque não tem limite superior) e a outra é fechada (sempre entre 0 e 20), a única solução é procurar, no universo de todos os professores concorrentes, quais os valores máximo e mínimo de graduação profissional; tomar o valor mínimo de graduação profissional para zero da escala e o valor máximo como 20; converter proporcionalmente as notas graduação profissional de todos os professores para esta nova escala de 0 e 20; e, finalmente, calcular a média aritmética (com estas harmonizações) das notas da graduação profissional e da avaliação curricular”.
“Todas as alternativas provocam distorções nos resultados, pelo que a solução tem de ser esta. Não vejo, por isso, que razões possa ter o MEC para não a divulgar, assim como não entendo a demora na reelaboração das listas – com computadores isto resolve-se numa hora”, afirmou Jorge Buescu, frisando que a matéria “faz parte de um bem estabelecido ramo da Matemática e Teoria da Decisão, a Análise Multicritério, desenvolvido precisamente para concursos em que é necessário ponderar vários critérios”."
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da [má] gestão das coisas sócio-educacionais...?
no observador...
"“Os pais do aluno em questão entraram na sala de aulas, no início
da primeira aula da manhã, culparam a professora pelo alegado mau
desempenho comportamental do filho e agrediram-na nas mãos e num braço”,
acrescentou. A maioria dos alunos, de uma turma do 4.º ano da
escola básica do Rossio, que assistiram às agressões, “foram para casa
por questões emocionais”, disse. Os restantes alunos “foram divididos”
pelas outras turmas do estabelecimento de ensino.
Fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de
Santarém confirmou a ocorrência à Lusa. O alerta foi dado às 9h21. Ao
local ocorreram os bombeiros de Abrantes, com um veículo de socorro
e a PSP. Jorge Soares, porta-voz da PSP de Santarém, disse à
Lusa que “a agressora foi identificada e o caso, por configurar um caso
de crime público, vai ser remetido para o Ministério Público”.
Jornal de Notícias, 24 de Setembro de 2014.
Alguém encontrou uma declaração do Ministério da Educação sobre este
caso? E dos sindicatos? Não sei se existiu alguma tomada de posição por
parte dessas entidades, mas a ter existido foi totalmente ofuscada pela
agenda do camarada Mário Nogueira: colocações, listas e outros assuntos
administrativos a que há anos se convencionou em Portugal chamar ensino.
Na prática quando em Portugal se fala de ensino fala-se daquilo que
Mário Nogueira quer. E a Mário Nogueira o Ministério da Educação só
interessa enquanto maior empregador de Portugal, logo o melhor caldo de
cultura para a sua actividade de funcionário público profissionalizado
na contestação em serviço próprio e do partido a que é afecto.
Há anos que isto é assim e só o estado de profunda anomia em que nos
encontramos leva a que não percebamos que nesta notícia cada parágrafo é
um problema, esse sim do ensino e da escola, e sobre os quais ninguém
se pronuncia porque andamos todos a discutir o problema de umas listas
de colocação cujas fórmulas são o que de mais aproximado com o
centralismo soviético se fez em Portugal.
Comecemos pelo princípio: a professora foi agredida dentro da sala. O
que nos leva a perguntar – os pais entram assim pelas salas dentro do
4º ano já com as aulas a decorrer? A professora chamou-os para irem lá
àquela hora, já durante a aula, o que a obrigaria a falar do assunto
diante da turma toda? Nenhum funcionário achou estranha aquela ida dos
pais a uma sala onde estava a ser dada uma aula? Quem na qualidade de
aluno, professor ou pai tem entrado em escolas, sejam elas públicas ou
privadas, percebe que há coisas que não batem certo nesta situação.
Mas as dúvidas e as estranhezas não se esgotam aqui. Passemos para o
que aconteceu dentro da sala de aula. Aí a linguagem da notícia é ela
mesma um símbolo destes bizarros tempos: “a professora ficou ferida nas
mãos e num braço, a par de uma crise de ansiedade emocional.” “Os pais
do aluno em questão entraram na sala de aulas, no início da primeira
aula da manhã, culparam a professora pelo alegado mau desempenho
comportamental do filho e agrediram-na nas mãos e num braço”.
Ora vejamos: a criancinha porta-se mal. Alegadamente, claro, que nós
somos uma sociedade que anda sempre de alegado na boca, não vamos cair
em pecado de chamar alguma coisa pelo seu devido nome: as crianças não
se portam mal. Têm alegados comportamentos. Curiosamente estes pais não
duvidavam do mau comportamento do seu rebento. Acusaram sim foi a
professora de ser responsável pelo mesmo. E agrediram-na. Esta ficou
ferida e, pressurosamente, a notícia acrescenta que ficou também com uma
“crise de ansiedade emocional.” Vai-se a ver e isto ainda se resolve
mandando a senhora para o psicólogo. Psicólogo esse onde também devem
acabar os alunos que assistiram às agressões à professora e que “foram
para casa por questões emocionais”.
Uma professora é agredida diante dos alunos e quer ela quer as
crianças têm “questões emocionais”! Vendo bem é tudo uma questão de
emoções mal geridas: os pais agressores, coitadinhos, têm emoções a
mais. A professora agredida teve uma crise emocional e as crianças que
assistiram àquilo tudo também se emocionaram muito. Os respectivos pais
ainda se devem ter emocionado mais quando perceberam que os seus filhos
não tinham aulas e eles tinham de resolver o assunto, independentemente
de estarem a trabalhar ou de terem compromissos… Enfim é tudo uma
questão de gerir as emoções. Infelizmente só não sabemos se a criança
que está na origem disto tudo foi para casa com “questões emocionais” ou
ficou na escola á espera que os paizinhos voltassem de novo. Qual
indisciplina, qual falta de respeito, qual abuso… são emoções, senhores.
Depois vem o habitual nestas coisas: bombeiros e a PSP acorreram ao
local, “a agressora foi identificada e o caso, por configurar um caso de
crime público, vai ser remetido para o Ministério Público”. E o
habitual nestas coisas é um dos maiores paradoxos do nosso tempo: a
Justiça, que não investiga o que é da sua exclusiva competência, ora
porque prescreveu, ora porque as provas são dadas como nulas e mandadas
retirar dos autos cada vez mais, tem vindo a ocupar os outros espaços de
poder.
Incidentes que durante anos foram resolvidos pelos directores das
escolas acabam agora nos tribunais. Que é o mesmo que dizer que, se o
CITIUS deixar, daqui a largos meses ou anos o caso terá algum desfecho.
Isto se entretanto não for arquivado. Não estou a dizer que se tal
acontecer a justiça procedeu mal. Estou sim a frisar que não podemos ser
uma sociedade em que o bem e o mal são definidos pelos tribunais. Em
que não nos restam outras figuras de autoridade senão os juízes, os
guardas prisionais e o fisco. Logo uma sociedade em que aquilo que não é
judicialmente investigado não tem relevância moral ou social e em que
se exige que os tribunais condenem a torto e a direito para assim se
compensar o vazio deixado pelo relativismo dos valores e ausência de
poderes intermédios.
E por fim mas não por último não podemos continuar a chamar
sindicatos de professores ao conglomerado do senhor Nogueira, e
Ministério da Educação a uma estrutura que vive de e para a burocracia
dos seus funcionários."
aqui.
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o boneco do dia [do tema em destaque]...
se é bom para o partido, não vou comentar... agora, se é bom para o país... é que me parece que as coisas vão piar mais de fininho dada a conjuntura de interesses instalados...
e isto não augura nada de auspicioso...
leitura [educação]... o ofício-circular [dgpgf] sobre os dados do pré-escolar...!
dgpgf [mec] 2014_ofício circular 6 dgpgf 2014, actualização de dados do pré-escolar - ano lectivo 2014 - 20... by luiz carvalho
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informações [educação]... internet, língua portuguesa, prémios e prevenção da criminalidade... no boletim do cirep...!
| Informações Gerais |
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The Web We Want – A Internet que queremos é uma brochura educativa,
destinada a jovens entre os 13 e os 16 anos, disponibilizada pela
SeguraNet, que apresenta um conjunto de ferramentas que educa os
adolescentes a saberem proteger-se quando estão online.
Este recurso, tão necessário a professores, jovens e pais, foi criado
com a participação ativa de adolescentes de toda a Europa, aprovado
pela Comissão Europeia e traduzido para português.
A Direcção-Geral de Administração
Interna (DGAI), enquanto representante nacional na Rede Europeia de
Prevenção da Criminalidade (REPC), convida todas as entidades
interessadas a apresentar uma candidatura ao Prémio Europeu de Prevenção
da Criminalidade (ECPA).
A iniciativa tem como finalidade "obter um corpo de conhecimentos e exemplos divulgáveis na prevenção e combate da criminalidade e delinquência que ameaça as crianças e os jovens". O concurso em si visa reconhecer a melhor prática europeia no âmbito da prevenção e redução da criminalidade. Sob os auspícios da Presidência Italiana da Rede Europeia, informa-se que este ano o ECPA tem como tema a "Prevenção do Tráfico de Seres Humanos" e que este será atribuído durante a respetiva cerimónia, a realizar entre os dias 16 e 17 de dezembro de 2014, em Roma, Itália. A data limite de submissão das candidaturas na Direção-Geral é a 01 de outubro de 2014.
Decorrem até 1 de outubro de 2014 as candidaturas para o concurso na
Academia da Marinha para atribuição do Prémio "Almirante Teixeira da
Mota", que se destina a incentivar e dinamizar a pesquisa e a
investigação científica nas áreas de Artes, Letras e Ciências ligadas ao
Mar e às Marinhas.
Podem concorrer a este Prémio os cidadãos nacionais e estrangeiros que apresentem trabalhos originais nos domínios referidos.
nota: estas informações são uma transcrição directa do boletim, logo respeitam o ao... infelizmente...!
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coisas da (des)educação... já não há pachorra para tanta ilegalidade administrativa...!
no público 'online'...
"Faz parte do grupo dos professores que conseguiram colocação via
Bolsa de Contratação de Escola (BCE), a 12 de Setembro. Foi chamada a
uma escola do Norte porque preencheria os requisitos que o
estabelecimento de ensino havia definido. Quando chegou, foi
entrevistada. Objectivo: comprovar a veracidade das respostas que tinha
dado na plataforma informática. O problema foi não ter documentos sobre
todos e cada um dos projectos nos quais participou em diferentes escolas
ao longo de 13 anos. Como não conseguiu comprovar alguns dados foi
mandada embora.
A história é contada por uma professora de
Educação Especial, de 35 anos e 13 de serviço, e aconteceu antes de o
Ministério da Educação e Ciência (MEC) ter decidido, na madrugada de
sexta-feira, permitir que, até às 23h59 desta terça-feira, cerca de 40
mil candidatos tenham acesso aos dados na plataforma de candidatura e
rectifiquem as respostas dadas quando se candidataram. Depois voltará a
ser feita uma nova ordenação de professores — a inicial estava
incorrecta, devido a um erro matemático, e a fórmula deverá ser
corrigida.
Esta professora de Educação Especial, que não quis que o
seu nome fosse divulgado, entende que as questões da plataforma não
eram claras e que podiam originar interpretações diferentes entre
candidatos e directores de escolas. A algumas perguntas, já nem se
lembra bem do que respondeu, argumenta que eram dezenas de subcritérios e
que a plataforma estava sempre a ir abaixo. Num caso, garante que não
pode ter respondido “cinco anos” a uma das perguntas sobre a
participação num projecto, porque só o fez em quatro. No entanto, o
sistema considerou cinco.
O presidente da Associação Nacional de
Professores Contratados, César Israel Paulo, defende que a reabertura da
plataforma não vai corrigir este tipo de problemas. E que a história
desta professora se vai repetir com outros, uma vez que, argumenta,
continua a haver subcritérios que são de confirmação “praticamente
impossível”.
pode ler o resto do artigo... aqui.
coisas da (des)educação...
é por de mais evidente que os alunos estão de parabéns, no entanto estes [como outros] resultados não espelham o desempenho dos alunos, de uma forma geral...
aquilo que é preocupante é o aproveitamento político da coisa quando o presente lançamento do ano lectivo é [e continua a ser] desastroso...!
no portal do governo...
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os destaques do dia... segundo a mensagem de comunicação do expresso...!
logo... tudo a correr sobre rodas 'cráticas'...?
na rádio renascença...
"Na primeira semana, a escola esteve fechada por falta de professores. Na
segunda, encerrou às quatro da tarde, por falta de auxiliares,
e, durante a terceira semana, que agora começa, o cenário deverá
manter-se.
Para os pais, há uma primeira preocupação: que não haja tempo para compensar o tempo perdido. “Depois de uma semana de atraso, esta semana a escola acaba mais cedo do que o horário previsto. É uma situação difícil de gerir”, desabafa uma mãe. Porque a maioria dos pais trabalha durante o período da tarde, não conseguem sair mais cedo, todos os dias, para ir buscar os filhos à escola. A muitos, valem os avós para gerir a situação.
“Tenho pedido alguma colaboração de familiares, dos avós, que vivem aqui perto. Se não fosse isso, era muito complicado”, conta um pai.
Dizem outros que, apesar da falta de auxiliares, a situação não os afecta. “O horário do meu filho é impecável. Muitas vezes, sai ao meio dia, outras vezes, sai às três”, diz uma mãe.
A escola abriu concurso público para contratar quatro assistentes, em regime de contrato de trabalho a termo certo, a tempo parcial, até 12 de Junho de 2015. O período de trabalho diário é de quatro horas, remuneradas de acordo com a legislação em vigor."
Para os pais, há uma primeira preocupação: que não haja tempo para compensar o tempo perdido. “Depois de uma semana de atraso, esta semana a escola acaba mais cedo do que o horário previsto. É uma situação difícil de gerir”, desabafa uma mãe. Porque a maioria dos pais trabalha durante o período da tarde, não conseguem sair mais cedo, todos os dias, para ir buscar os filhos à escola. A muitos, valem os avós para gerir a situação.
“Tenho pedido alguma colaboração de familiares, dos avós, que vivem aqui perto. Se não fosse isso, era muito complicado”, conta um pai.
Dizem outros que, apesar da falta de auxiliares, a situação não os afecta. “O horário do meu filho é impecável. Muitas vezes, sai ao meio dia, outras vezes, sai às três”, diz uma mãe.
A escola abriu concurso público para contratar quatro assistentes, em regime de contrato de trabalho a termo certo, a tempo parcial, até 12 de Junho de 2015. O período de trabalho diário é de quatro horas, remuneradas de acordo com a legislação em vigor."
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| 29.09.2014 |
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as capas e os destaques do dia... segundo a mensagem de comunicação de jornais do dia...!
Um bom auto-retrato Psicologia Forense: Onde, como, quando e porquê? Cartas à directora 29/09 Eleições primárias: inevitáveis O saber ocupa lugar Sucata política Vitória de Costa sem lugar para Seguro |
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