domingo, 25 de outubro de 2015

concordo, não há possibilidades viáveis [neste momento] de passar sem eles... mas...!

Paulo Guinote analisa a sondagem da semana | Para si, os sindicatos dos professores são:

by Alexandre Henriques


Ficam os resultados e a análise de Paulo Guinote.

Para si, os sindicatos dos professores são:

Para si os sindicatos dos professores são

Sindicalismo

Paulo GuinoteSindicatos: é amiúde insuportável viver com eles, mas não podemos viver sem eles. Pelo menos, num regime democrático, em que os trabalhadores não estejam proibidos de se associar livremente e ter representantes, legalmente protegidos, a negociar em seu nome com os patrões/empregadores, privados ou públicos.
Os resultados desta sondagem indicam exactamente isso: apenas um pequena minoria contesta a sua existência; mesmo incluindo os que os consideram um “mal necessário” só se atinge pouco mais de um terço das respostas.
A minha relação com os sindicatos sempre foi de distanciamento pessoal, nunca tendo sido sindicalizado. A principal razão para essa distância não se baseia numa desafeição pela sua existência ou importância, mas mais no desagrado pelo seu funcionamento concreto, pelos procedimentos organizacionais. Assim como não me inscreveria nunca num sindicato (ou em mais) apenas para beneficiar apenas das suas vantagens (apoio jurídico, descontos aqui ou ali).
E o que me desagrada, verdadeiramente, no caso concreto do sindicalismo docente, assim visto de fora e correndo o risco de ouvir aquele argumento míope e gasto de que só quem lá está dentro tem direito a criticar (se assim fosse, nunca poderíamos criticar a conduta de partidos a que não pertencemos)?
Desagrada-me, em primeiro lugar, a sua atomização numa multiplicidade de organizações, quantas delas criadas não sabemos bem porquê, por quem ou com base em que apoios e recursos. No caso do sindicalismo docente, é difícil sabermos sequer o nome correcto de metade ou mais dos sindicatos que por vezes colaboram com o seu símbolo para as “plataformas” unitárias efémeras e raramente conseguimos saber o nome de algum dos seus líderes. E muito menos conhecemos o seu programa ou algumas das suas posições, tão pouca é a sua presença nas escolas. Ler mais deste artigo
 
via com regras...