quarta-feira, 25 de junho de 2014

curiosidades [educação]... os professores portugueses são os 'bonzos' da educação [para além de pau para toda a obra]...?


no expresso diário...



"O mal é geral na Europa e os números chegam a ser “chocantes”, nas palavras de um responsável da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), que hoje divulgou aquele que é o maior inquérito internacional sobre as condições de trabalho dos docentes. Ser professor já teve mesmo melhores dias, pelo menos a julgar pela opinião dos próprios: 70% dos inquiridos neste estudo consideram que a sua profissão não é valorizada pela sociedade. Em Portugal, o valor ronda os 90%.

 

Há países e economias, entre os 34 participantes na segunda edição do Teacher and Learning International Survey (TALIS), em que a desvalorização é ainda maior. É o caso de França ou Suécia, onde a situação pode vir a ter graves repercussões na atractibilidade da profissão. E o que o estudo mostra também é que não é só a distância geográfica que separa países europeus e asiáticos.

Na Malásia, por exemplo, 84% dos professores sentem que a sua profissão é valorizada pela sociedade. Na Coreia e em Singapura as percentagens superam os 60%. Na Europa, só na Finlândia, que é reconhecida pelos excelentes resultados educativos dos seus alunos, há mais de metade de professores a responderem o mesmo.

“Precisamos de atrair os melhores para a profissão. Os professores são a chave na economia do conhecimento, em que uma boa educação é a base essencial para o sucesso futuro das crianças”, alertou Andreas Schleicher, diretor da OCDE para a Educação, durante a apresentação do estudo que envolveu mais de 100 mil professores e diretores. Em Portugal, participaram 185 escolas e quase quatro mil docentes do 3º ciclo do básico (do 7.º ao 9.º ano).

Ao longo de mais de 400 páginas, compara-se o perfil dos professores, as suas condições de trabalho, dificuldades e realização pessoal. No caso de Portugal, há alguns aspetos em que os docentes parecem ter mais razões de queixa. Ou assim relatam. Por exemplo, no capítulo da disciplina. 

Indisciplinados e atrasados

Numa aula normal, os professores portugueses perdem em média um quarto do tempo a manter a ordem na sala e a realizar tarefas administrativas. É um dos valores mais altos da OCDE (e da Europa em particular, só superado por dois países), sobretudo por causa do tempo que os docentes dizem gastar em sossegar os alunos: 15,7%, contra uma média de 12,7%.No final, o tempo realmente dedicado a ensinar fica nos 75%. 


Outros números confirmam que este é um dos aspetos que acaba por perturbar mais o exercício da profissão: quatro em cada dez dizem que quando as aulas começam têm de “esperar bastante tempo até que os alunos acalmem”, tantos quantos os que afirmam “perder um tempo considerável por causa das interrupções dos estudantes durante as aulas”. Tudo somado, um terço considera que “há demasiado barulho e perturbação na sala”. Todas estas respostas superam em muito as médias registadas na OCDE. 

Os atrasos sistemáticos — mais dos alunos mas também dos professores — também aparecem como fatores que perturbam a rotina das escolas. Mas de metade (58%) dos diretores dizem que os alunos chegam atrasados pelo menos uma vez por semana e um em cada cinco afirmam que o mesmo acontece com os professores (a média da OCDE fica nos 11%)."


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